O
crescimento do país, comparado ao de outros países, ficou para trás nos
14 anos de desgoverno petista. Retrato da incompetência e da cegueira
ideológica do lulopetismo. Texto de Merval Pereira publicado no jornal O
Globo:
Será
divulgado nos próximos dias estudo sobre o comportamento do PIB
brasileiro na era petista, comparado ao que aconteceu no resto do mundo,
realizado por pesquisadores do Instituto Teotônio Vilela, órgão de
estudos e projetos do PSDB. Um dos pesquisadores, André Lacerda, destaca
que “esta é a primeira vez em que se mostra, de forma quantitativa, e
objetiva, como de fato o crescimento brasileiro ficou muito para trás
nos anos dos governos do PT”.
O que era
uma característica nos anos Lula, se acentuou no governo Dilma, quando,
segundo o estudo, o Brasil caiu para a 172ª colocação entre 189 países.
As conclusões, a partir de cálculos do estatístico Gustavo Carvalho, da
UFMG, sob a coordenação de Lacerda e do também pesquisador Fabiano
Lana, baseiam-se sempre em dados oficiais, de organismos como o FMI e a
Eurostat.
Do IBGE
veio a série por setores e subsetores da economia brasileira que mostra
que em todos eles, com exceção das exportações, encolheram com Dilma. A
conclusão do estudo, na parte referente ao crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB) em relação ao mundo na era PT, é de que “o resultado
joga por terra o argumento de que o PIB do Brasil vai mal porque o
resto do mundo também vai”.
Com
crescimento acumulado de apenas 1% desde 2011, nos seis anos de governo
Dilma, o Brasil ocupa a 172a posição num ranking de 189 países, destaca o
documento do Instituto Teotonio Vilela, que ressalta, porém, que “desde
a ascensão do PT ao poder, o desempenho brasileiro ficou muito aquém da
média global e de economias próximas ou similares à nossa”. Para chegar
a essa média, o Instituto Teotonio Vilela utilizou a previsão oficial
de 2016 de um crescimento negativo do PIB de 3,3%, considerando que o
resultado é "uma herança maldita" que o governo Temer herdou.
O estudo
teve por base a divulgação dos resultados do PIB até o segundo trimestre
deste ano, o último com o país ainda sob o comando de Dilma Rousseff,
para realizar um balanço das gestões do PT na economia, e chegou à
conclusão de que, em termos de renda per capita, o PIB já caiu 16% em
apenas três anos, conforme projeção feita pelo Ministério da Fazenda.
“Estima-se
que apenas no início da próxima década este indicador recuperará o
nível de 2013. Serão, portanto, quase dez anos perdidos”, afirma o
documento do Instituto Teotonio Vilela. A produção de bens e serviços
voltou ao patamar registrado no último trimestre de 2010, com recuo
acumulado de 8%, “cinco anos e meio perdidos, o que equivale a todo o
período em que Dilma governou o país”.
Segundo o
estudo, colaboram para o empobrecimento geral da população brasileira o
“desemprego recorde e a inflação, que corrói salários e encarece os
preços de alimentos e serviços”.
Quando o
cotejo é feito com outros países o desempenho de nossa economia nos
últimos anos “torna-se vexaminoso”, segundo o documento. Desde a
ascensão de Dilma ao poder, o crescimento do PIB é 0,17% ao ano, para
uma população que cresce, vegetativamente, 0,9% no mesmo período. O
resultado coloca o país, considerando o período 2011-2016, em penúltimo
lugar entre os dez países da América do Sul e em 18o na comparação com
as 19 economias latino-americanas, sendo a Venezuela a última colocada
nos dois casos.
O estudo
destaca alguns exemplos de países que cresceram mais que o Brasil no
período: enquanto crescemos 1% nos últimos seis anos, países como a
Índia avançaram 49%, o Panamá, 55%, o Peru, 31% e o Chile, 22%, “todas
economias com perfis similares ao do Brasil e supostamente, se o
discurso oficial petista tivesse algum pé na realidade, enfrentando a
mesma “crise internacional” que a economia brasileira deveria estar
enfrentando, com preços de commodities mais baixos e dificuldades para
exportar”.
Desde
2011, o crescimento mundial médio alcançou quase 23%, o da América
Latina superou 12% e a das economias sul-americanas bateu em 9%. Mas o
estudo do Instituto Teotonio Vilela destaca que “mesmo no tempo das
vacas gordas do boom das commodities, a economia brasileira teve
desempenho pior que o de suas concorrentes”.
Levando o
período de análise para os 14 anos de administração petista, o Brasil
crescia relativamente bem menos que o resto do mundo, ressalta o estudo.
Entre 2003 e 2016, a expansão geral do PIB nacional foi de 39%,
novamente o segundo pior da América do Sul, o 16° na América Latina e o
137° em todo o mundo. Neste período mais longo, o crescimento mundial
acumulado foi de 71%, o da América Latina, de 55% e o da América do Sul,
de 58%.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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