MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Ativista critica oportunismo na crise da Emasa


“O problema da Emasa não é privatizar ou estatizar. É prestar um serviço eficiente de saneamento básico aos itabunenses, que não suportam mais beber água salgada nem ver o Rio Cachoeira virar um esgoto a céu aberto”, afirma o coordenador do movimento Salve o Rio Cachoeira, Israel Cardoso. Para Israel, antes de qualquer um ficar se glorificando de ter supostamente evitado a privatização da Emasa, deve-se buscar uma solução eficaz para o abastecimento de água e esgotamento sanitário de Itabuna. “Infelizmente tem gente que está posando de herói, mas defende apenas interesses corporativistas, desprezando o sofrimento da população”. Defensor de um novo modelo de gestão dos serviços de água e esgoto, PPP ou concessão, Israel considera que a Emasa já provou ser incapaz de cuidar do saneamento de Itabuna. “Nesses quase 30 anos de Emasa, os investimentos necessários não foram feitos e a situação só vem piorando, chegando ao trágico estado atual”. O coordenador do Movimento Salve o Rio Cachoeira não acredita também que, assumindo a Emasa, a Embasa vá resolver os problemas graves de saneamento de Itabuna. “A Embasa também não é capaz de fazer os investimentos necessários. O modelo público se mostrou ineficiente e, no caso, da Emasa, existem evidências de corrupção que estão sendo apuradas pelo Ministério Público”. Israel Cardoso observa com desconfiança o anúncio do governador Rui Costa de que a Embasa vai incorporar a Emasa, fazendo crer que isto resolveria o problema de saneamento da cidade. “A proposta do governador foi precipitada e ele demonstrou desconhecimento da legislação”, afirma. De acordo com Israel, qualquer mudança na gestão do sistema de saneamento precisa estar prevista no Plano Municipal de Saneamento, que passará por novas audiências públicas, e autorizada por lei aprovada pela Câmara Municipal. “A questão do saneamento básico de Itabuna é séria e não pode ser tratada com oportunismo nem priorizando o corporativismo”.

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