Até parece que o sargento Garcia desta vez vai conseguir
Em meio a uma daquelas costumeiras revoluções mexicanas, Lázaro Cárdenas era presidente da República e aprovou uma série de reformas, entre elas a nacionalização do petróleo, na economia. Na política, as mudanças foram mais profundas, apoiadas pelo país inteiro: “No reeleciones” virou palavra de ordem, adotada a pretexto de acabar com a corrupção. Anos depois, infelizmente, os políticos venceram e a prática voltou. Vigora a reeleição até hoje, menos para presidente da República.
Entre nós, a independência no petróleo foi sendo comida feito mingau quente, pelas beiradas. Já não existe. A reeleição, que já existia para deputado e senador, também foi sendo implantada em pílulas, para presidente, governador e prefeito.
Não estamos, propriamente, livres da corrupção, muito pelo contrário, até porque nosso presidente não se chama Lázaro Cárdenas.
PROIBIR REELEIÇÕES – Apenas como sugestão, que tal se no meio da tão ansiada mas nunca concretizada reforma política, entrasse em vigor a proibição das reeleições? Mas de forma completa, ou seja, atingindo todos os cargos eletivos. Nem só para presidente, governador e prefeito, mas também deputado, senador e vereador? Claro que com isso não desapareceria a corrupção, mas diminuiria muito. A renovação obrigatória afastaria os políticos profissionais e, com certeza, muitos ladrões. Basta atentar para o número de detentores de diversos mandatos inscritos na lista dos réus do Lava Jato.
SEM PROFISSÃO – Afinal, ser político não é exercer profissão alguma. Aqui e ali certos políticos se fazem necessários no exercício de funções anteriores, mas se é para aplicar remédios eficazes contra a corrupção, melhor sacrificar boas intenções. Querem saber quando o Brasil adotará esse princípio da proibição de reeleições? Para terminar no México, onde começamos: isso só acontecerá no dia em que o sargento Garcia prender o Zorro…
Nenhum comentário:
Postar um comentário