Movimentos sociais realizam a 28ª Romaria dos Trabalhadores em Cuiabá.
Manifestantes percorreram trecho de aproximadamente 3 km na Capital.
Os manifestantes saíram da sede do Incra, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá, e foram até a praça cultural do Bairro CPA II, um percurso de aproximadamente 3 quilômetros. A caminhada durou cerca de 1h30 e, depois, teve início um ato cultural na praça.
protesto. (Foto: Lislaine dos Anjos/G1)
"Uma das pautas da nossa romaria é a denúncia à perda dos direitos trabalhistas. E acredito que grande parte da classe trabalhadora organizada urbana não se deu conta ainda do que está em jogo com essa proposta do impeachment do governo. Para nós, é uma proposta golpista que vem simplesmente para destrir o que conseguirmos com muita luta, que foi essa jovem democracia que está sendo ameaçada", disse Dê Silva.
O deputado federal Ságuas Moraes (PT), que na Câmara dos Deputados votou contra a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, participou da manifestação em Cuiabá.
"A romaria é muito antiga, mas essa tem um significado maior, porque é também em defesa intransigente da democracia, contra o golpe. A população precisa entender que não pode, por causa de uma crise econômica e política, destituir um governo democraticamente eleito. Se assim fosse, teríamos que tirar vários governadores, prefeitos. A agenda que estão propondo [caso a Dilma saia] é uma agenda de recessão, de terceirização de todos os setores, de retirada de programas sociais, de retirada dos direitos trabalhistas", declarou.
Durante toda a semana, integrantes do MST realizaram manifestações em Cuiabá. Segundo a organização, novos atos contra o impeachment devem ser realizados na Capital durante os próximos dias.
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