Para horror
da imprensa brasileira, principalmente dos locutores das TVs, o magnata
Donald Trump já ultrapassou a margem para conseguir a nomeação direta na
convenção do Partido Republicano em julho. Como sempre, os candidatos
republicanos são considerados pouco mais que trogloditas por aqui, onde
os "progreçistas" - das artes aos partidos e aos jornalistas - costumam
alardear a doutrina politicamente correta do Partido Democrata e dos
Clinton. Sim, são esquerdistas também.
Agora já é
certo. Donald Trump conseguiu juntar 1 238 delegados nas primárias do
Partido Republicano, mais um do que a margem mínima de 1.237 para
conseguir a maioria para conseguir a nomeação direta na convenção de
julho.
A certeza
é dada pela Associated Press, que desde o início das eleições primárias
conta ao pormenor todos os delegados que cada candidato conseguiu
juntar.
Donald
Trump conseguiu atingir esta marca depois de a líder Partido Republicano
no estado do Oklahoma, Pam Pollard, ter declarado o seu apoio ao
magnata nova-iorquino. “Penso que ele tocou uma parte do eleitorado que
não gostar da maneira como o nosso país está”, disse, acrescentando que
não tem “problemas nenhuns em apoiar Trump”.
Agora, as
próximas (e também últimas) votações que se seguem no Partido
Republicano passam a ser, mais do que nunca, uma mera formalidade. Estão
marcadas para 7 de junho e estão em causa 303 delegados.
A menos
de dois meses da convenção do partido, esta é a confirmação derradeira
de que Donald Trump disputará as eleições de 8 de novembro pelos
republicanos. Ainda assim, esse cenário já tinha sido dado como
praticamente certo, depois de os seus últimos adversários, John Kasich e
Ted Cruz, terem desistido da corrida no início de maio. Nessa altura, o
presidente do Conselho Nacional Republicano, o órgão mais alto do
partido, Reince Priebus, referiu-se a Donald Trump como o “presumível
candidato” dos conservadores. (Observador).
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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