Novos condutores pagariam R$ 2.200 de mensalidade, segundo o sindicato.
No PI, após anúncio da obrigatoriedade, número de alunos caiu em 70%.
A resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que torna obrigatória a utilização do simulador de direção veicular nas autoescolas, passaria a valer no dia 31 de dezembro deste ano.
70% no Piauí (Foto: Reprodução/TV Diário)
"Quem ganhou com essa a decisão foi a sociedade, porque os novos condutores pagariam uma mensalidade ainda mais cara com obrigatoriedade do simulador. A mensalidade aumentaria de R$ 1.600 para R$ 2.200. O que é um absurdo!", disse.
Segundo o presidente, autoescolas do interior que tinham apenas quatro alunos ameaçavam fechar as portas por não ter condições de custear a comprar do equipamento que, de acordo com ele, custa em torno de R$ 40 mil. “Outras autoescolas ameaçavam aumentar a mensalidade para poder cumprir a norma. Hoje o simulador é uma realidade para a falência das autoescolas”, disse.
Segundo o presidente, o Piauí é o primeiro estado a suspender a obrigatoriedade e revelou ter sido procurado por várias federações para seguir o mesmo exemplo. Desde o anúncio de uso de simuladores, as autoescolas do Piauí reduziram em 70% o número de alunos matriculados.
O simulador permite ao aluno testar várias situações de tráfego por meio de um dispositivo semelhante a um carro. De acordo com o Contran, o uso do equipamento será obrigatório para quem vai tirar a carteira de motorista, a partir do ano que vem e os processos de habilitação só poderão ser concluídos se o aluno fizer pelo menos cinco aulas.
Resposta
Em nota, o Departamento de Trânsito do Piauí (Detran-PI) informou que a procuradoria geral do órgão ainda não foi oficialmente notificada pela Justiça Federal, portanto não tem como emitir parecer sobre a limiar deferida pela 5º Vara Cível da Justiça Federal no Piauí, que suspende a obrigatoriedade de simuladores de direção veiculas em autoescolas do Estado.
Já o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) informou também não ter sido comunicado da decisão e por isto não poderia se pronunciar sobre o caso.
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