Plano de saúde cancelou, após procedimento, autorização para cirurgia.
Empresária assinou termo de acompanhante após orientação do hospital.
O procedimento aconteceu em novembro de 2011. A filha de Nilzete tinha operado o cotovelo havia alguns anos, e a vizinha – que é mãe de uma colega de escola da menina – procurou a empresária para pedir indicação de médico. A irmã dela, que mora no interior do Pará, caiu e não conseguia se mexer.
"Lá não tem recurso, e o médico falou que ela nunca seria operada se ficasse esperando. Eu nem conhecia essa pessoa até então", conta a mulher. "O cunhado buscou a autorização para a cirurgia no Setor Comercial Sul e ficou tudo certo. Como a irmã dela [a vizinha] não dirige, eu me prontifiquei a levá-la. Mas eu nunca nem a tinha visto."
Nilzete conta que acompanhou a mulher até a internação e que, na saída, foi abordada por funcionários do hospital pedindo que ela assinasse alguns papéis. A empresária disse que afirmaram que fazia parte do protocolo e que a paciente não podia se responsabilizar por si, por isso topou.
A mulher colocou um fio de aço para juntar o osso e, depois de três dias internada, ganhou alta. O cunhado a buscou no hospital. Depois de um mês, a paciente voltou ao centro cirúrgico para a retirada da linha e então retornou ao Pará.
"No dia da segunda cirurgia também fui eu que a levei, e nesse dia nós ficamos, sei lá, umas duas horas esperando a liberação do convênio. Ficamos lá um tempão, não chegamos lá e ela internou", completa a empresária. "Não sei, para mim houve má-fé do plano de saúde. E como que alguém opera duas vezes sem autorização? No fim o hospital desistiu da paciente e ficou atrás de mim."
Nilzete ganhou o caso em 1ª instância. No entendimento da juíza Joelci Araújo Diniz, o hospital não deixou claro em nenhum momento que ela poderia arcar com os custos da cirurgia.
"[Verifica-se no boletim de internação e alta que a paciente] Procurou atendimento, em 5 de novembro de 2011, no Hospital Alvorada de Taguatinga acompanhada da demandada [...]. Contém, ainda, em aludido documento, a informação de que a internação seria pelo convênio Unimed e que a paciente teria alta em 8 de novembro do mesmo ano", diz.
(Foto: Raquel Morais/G1)
O hospital recorreu da decisão, e ainda não há prazo para a nova análise. Nilzete afirma não estar magoada com a mulher, mas ter se chateado com a situação.
"O juiz entendeu que eu não tinha nada a ver com o pato, mas o hospital não se contentou. Ela [a paciente] não tem culpa, ela foi enganada. Mas é ruim você ser penalizada por querer ajudar", conclui.
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