MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 2 de maio de 2015

Professores estaduais passam a 4ª noite seguida em vigília na Alesc


Segundo o Sinte, 70 pessoas dormiram no local; Alesc informou 50 ou 60.
Categoria vai recorrer da decisão do TJ de descontar faltas durante greve.

Do G1 SC
Pela terceira noite consecutiva, professores dormiram pelo chão da Alesc (Foto: Mayara Vieira/RBS TV)Professores dormem no chão da Alesc há quatro noites (Foto: Mayara Vieira/RBS TV)
Professores estaduais em greve passaram a quarta noite seguida acampados no prédio da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), no Centro de Florianópolis. Segundo informou o Corpo da Guarda do Palácio Barriga Verde na manhã deste sábado (2), um grupo em torno de 50, 60 pessoas dormiu no prédio. Já o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte), informou que 70 professores dormiram no local.
Na última quarta (29), o Tribunal de Justiça determinou que o governo do estado está autorizado para descontar os dias não trabalhados dos professores. A categoria está em greve há mais de um mês.
Após a decisão liminar, a Secretaria de Educação afirmou que as faltas serão abatidas dos vencimentos dos profissionais. O Sinte-SC afirmou que a assessoria jurídica deve entrar com recurso na próxima segunda-feira (4).
Na última quinta (30), a Secretaria de Educação, por meio de sua assessoria de comunicação, chegou a informar ao G1 que havia a proposta de o governo abonar as faltas de 2015,  quando os professores retornassem ao trabalho, desde que houvesse um plano de reposição de aulas. Em relação aos anos anteriores, a questão ainda era avaliada pelo governo, informou a secretaria.
As mobilizações tiveram início em 24 de fevereiro e a greve começou um mês depois, em 24 de março. A principal reivindicação da categoria é a elaboração do plano de carreira do magistério estadual. O governo apresentou uma proposta, que foi rejeitada pelos grevistas.
Entenda melhor as reivindicações aqui.
Liminar
Pela decisão liminar, o governo do estado não pode impor sanções administrativas como consequência da greve, "ressalvados porém eventuais abusos e a possibilidade de descontar dos vencimentos dos grevistas os dias não trabalhados".
O relator Jorge Luiz de Borba salientou, contudo, que, se for demonstrada ao longo da tramitação instransigência por parte do estado em estabelecer negociações com o sindicato, a decisão pode ser revista.
Terceiro dia de pernoite na Alesc
Na tarde desta quinta (30), os comandos regionais do Sinte-SC da capital e de São José, na Grande Florianópolis, decidiram permanecer no saguão da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), na capital.
Professores estiveram reunidos na frente da Alesc na tarde desta quinta (30) (Foto: Joana Caldas/G1)Professores estiveram reunidos na frente da Alesc na tarde desta quinta (30) (Foto: Joana Caldas/G1)

Desde terça (28), alguns grevistas dormem no saguão da Alesc. No início do mês, o professores realizaram o mesmo tipo de protesto. Eles dormiram na assembleia nas noites de  7 e 8 de abril e saíram no dia 9.
Nova assembleia
Durante a tarde desta quinta, em frente à Alesc, foi lida a resposta do governo em relação ao documento do comando de greve com os quatro pontos necessários para retomar as negociações.
Conforme o presidente estadual do sindicato, Luiz Carlos Vieira, na segunda (4) e terça (5), a resposta será analisada em assembleias regionais. Na quarta (6), haverá discussão em assembleia estadual.
Negociações
Na última segunda (27), o comando de greve protocolou um documento aos cuidados do governador com os quatro pontos necessários para retomar as negociações: a instituição de uma mesa de negociação que não ultrapasse 30 dias, período em que nenhum projeto de lei deverá ser levado à Assembleia Legislativa; a anistia de todas as faltas de 2012 a 2015; a revogação do decreto 3593/2010; e o pagamento do reajuste de 13,01% na carreira, retroativo a janeiro de 2015.
Professores ocupam saguão da Alesc na noite desta terça (Foto: Sinte-SC/Divulgação)Professores ocupam saguão da Alesc
(Foto: Sinte-SC/Divulgação)
A Secretaria de Estado da Educação informou nesta quinta, que o governo avaliou os pontos e decidiu formar uma mesa de negociação, para tratar das reivindicações da categoria, desde que atividades escolares sejam normalizadas.
A pauta das negociações será baseada no documento entregue pelos professores. O governo já assinalou que fará a avaliação do impacto sobre a folha de pagamento dos reajustes propostos no novo plano de carreira. A partir da primeira reunião, ele estabeleceu prazo de 30 dias prorrogável por mais 30, para fazer esta análise.
O estado também se compromete a não encaminhar nenhum projeto para a Assembleia Legislativa durante a negociação.

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