Categoria pede reajuste salarial e redução da carga horária.
Greve no município de Sinop foi considerada ilegal pela Justiça.
Porém, a greve, deflagrada no dia 21 de julho, foi declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), na última quinta-feira (21). Em entrevista ao G1, o diretor regional do Sintep informou que ainda não foi notificado da decisão, mas que deverá recorrer. “Nós decidimos que se não houver o aumento salarial de R$1.697,00 para R$ 1.805,00 e a diminuição da carga horária, não vamos retomar às aulas. Além disso, se não houver o reembolso do salário cortado referente aos dias da paralisação, não haverá reposição de aula”, destacou Pereira. A rede municipal de Sinop é formada por aproximadamente 1.500 servidores, que atendem cerca de 13 mil alunos. O diretor não soube informar quantos servidores estão com as atividades paralisadas.
No dia 31 de julho, data em que a greve completava 11 dias, a Prefeitura de Sinop cortou 30% do salário dos professores, referente ao período da paralisação. Segundo a assessoria da prefeitura, a decisão foi administrativa. “A Secretaria de Educação respeita a decisão de greve da categoria, apesar de ser considerada ilegal. Nós lamentamos e acreditamos ser um momento inoportuno. Porém, mais de 80% dos servidores já voltaram a trabalhar”, informou ao G1, a secretária adjunta da pasta, Maria do Socorro Pereira Cruz.
A prefeitura comunicou, por meio de nota, que desde o ano passado realizou várias reuniões com os secretários de Administração, Educação, Finanças, Governo, Controladoria e Recursos Humanos. Na ocasião, a administração municipal teria apresentado documentos que comprovam que o município não tem condições financeiras para atender ao pedido dos professores.
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