MEDIÇÃO DE TERRA

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Petistas baianos rebatem críticas feitas ao partido pelo candidato Aécio Neves


por
Lilian Machado
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
As declarações do candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) concedidas à Tribuna motivaram reações dos petistas baianos.
Na corrida para reelegerem a presidente Dilma Rousseff (PT) ao Palácio do Planalto e conquistarem a eleição de Rui Costa ao Palácio de Ondina, o presidente estadual do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, e os deputados Rosemberg Pinto, líder do PT na Assembleia Legislativa, e o federal Nelson Pelegrino rechaçaram as afirmações do tucano de que o governo federal fracassou.
O dirigente petista disse que houve equívocos nas falas do presidenciável, que esteve na Bahia no último sábado para lançar o programa  Nordeste Forte.
Anunciação disparou contra a política econômica do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), aliado de Aécio, para pontuar que o povo brasileiro não pode confiar em sua candidatura.
Segundo o dirigente, Fernando Henrique entregou o país, ao final de oito anos, sem credibilidade. “Tanto é que na época todos os candidatos a presidente tiveram que assinar um termo de confiança com o FMI. Éramos um país sem crédito e hoje somos um país consultado e respeitado em sua economia. Eles diziam que nós não conseguiríamos os milhões de empregos que prometíamos e nós fizemos mais, pois ultrapassamos os 12 milhões. Eles queriam uma economia subordinada aos americanos e nós instalamos estratégias de desenvolvimento regional. Eles diziam que se aumentasse a renda da população quebraria o Estado”, disparou.
Para rebater Aécio, Anunciação fez mais uma vez referências aos governos tucanos. “A política deles é o arrocho salarial, enquanto no nosso governo todas as micro, pequenas e grandes empresas cresceram. Ganhamos em obra de infraestrutura porque eles não fizeram, e no social, mas a cabeça dele é da década de 70. Essa é uma tentativa dele de agonizar o nosso governo, mas quem está agonizando é ele, que tem a perspectiva de ficar no terceiro lugar”, projetou.
Ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores na Câmara Federal, Pelegrino também contestou as declarações de Aécio. Ele intensificou a crítica ao dizer que o senador mineiro “não fez a lição de casa, pois quebrou o estado de Minas Gerais, que não conseguiu ainda se recuperar, além disso, em sua gestão foi incapaz de estabelecer parcerias com o governo federal”, disse.
Conforme Pelegrino, ao contrário do que foi dito pelo candidato do PSDB, no governo Dilma houve crescimento do comércio exterior. “Mas ele só enxerga a relação com os americanos. Nós não vamos fazer os acordos que eles querem para transformar o Brasil em quintal dos EUA, como fizeram com a ALCA. Hoje, o nosso país é ouvido no mercado internacional e na época de FHC era invisível. A inflação no governo FHC terminou em 12%. Hoje estamos com 6%. Ele e Marina (Silva – PSB) precisam parar de assombrar a população, fazer menos discurso panfletário e apresentarem propostas. Estão fazendo o discurso de um tiro só que pode levar o Brasil a recessão e ao desemprego brutal”, censurou.
Na liderança da bancada petista na Assembleia, Rosemberg também assumiu o discurso de defesa das políticas econômicas e sociais que começaram no governo do ex-presidente Lula, em 2003. “Primeiro que estamos há quase 12 anos no governo federal e se o governo do PSDB tivesse planejado o país como dizem hoje que vão fazer o Brasil seria outro. Por que não fizeram?”, questionou.

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