Alerta da Famasul foi feito durante abertura de exposição em Coxim.
Car registra informações ambientais de propriedades rurais de MS.
(Foto: Reprodução/TV Morena)
O alerta foi feito pelo diretor-secretário da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Ruy Fachini, durante a abertura da Feira do Agronegócio, em Coxim no norte do estado, na sexta-feira (22). O município é um dos que está dentro da região pantaneira.
O registro no Car-MS é obrigatório. No sistema os produtores devem declarar as informações ambientais de suas propriedades rurais. Os dados vão possibilitar o controle, monitoramento e planejamento ambiental no estado.
O prazo de cadastramento vai até 5 de maio de 2015 e o registro no Car-MS é o primeiro passo para a obtenção de qualquer licença ambiental para uso ou exploração dos recursos naturais das propriedades rurais.
Nota técnica
No dia 14 de agosto, a Embrapa apresentou uma nota técnica com uma proposta de alternativa para a substituição de paisagens nativas por pastagens cultivadas na região do Pantanal
A nota, segundo a Embrapa, foi elaborada a pedido do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para subsidiar a legislação do Car-MS no Pantanal sul-mato-grossense, tomando como base as exigências feitas no novo Código Florestal.
De acordo com a Embrapa, as análises da nota técnica consideram dados sobre a economia e a ecologia da região para definir as porcentagens de supressão vegetal permitidas para o cultivo de pastagens nos diferentes tipos de paisagem do bioma.
Segundo a nota, foram definidos como limites para substituição de paisagens nativas no Pantanal, de forma a conservar a sustentabilidade ecológica da região: 35% dos cerrados, 36% das florestas, 45% dos campos não inundáveis e 45% dos campos inundáveis (quando apresentarem alta cobertura do solo por espécies de capins pouco palatáveis, como o capim vermelho, por exemplo).
Ainda conforme a nota técnica da Embrapa, o Pantanal possui, atualmente menos de 15% da área desmatada e considerando as porcentagens propostas na nota para a supressão vegetal na planície, a quantidade de área cuja vegetação poderia ser substituída por pastagens dobraria, no mínimo, em relação a quantidade substituída até hoje.
Segundo a chefe-geral da Embrapa Pantanal, Emiko Resende, porcentagens de supressão superiores àquelas definidas pela nota técnica podem comprometer a sustentabilidade ecológica do bioma e, portanto, contrariar as exigências do novo Código Florestal.
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