Material foi entregue sob condição de que não entrasse em circulação.
Pela lei, livros comprados pelo MEC devem ser usados ao menos 3 anos.
"Eu peguei os livros e suspeitei, porque ele mandou 'inlonar' os livros. Não podia ninguém ver. Então, se eu vou carregar uma coisa que ninguém pode ver, é porque é uma coisa ilícita. Se eu tô ganhando uma coisa, por que vou levar escondido?", questionou Monn. A desconfiança do catador aumentou quando ele viu que a maioria dos livros ainda estava dentro das embalagens. Alguns foram encaminhados pelo Ministério da Educação (MEC) no início deste ano letivo e sequer foram usados pelos alunos.
O catador retornou uma semana depois, acompanhado da equipe da RBS TV, para pegar o resto da carga e foi recebido pelos funcionários da escola que indicaram os livros que deveriam ser levados. Ao todo, cerca de 3 mil exemplares foram recolhidos da instituição, que atende aproximadamente 900 estudantes.
garantia pedida pelo próprio catador
(Foto: Reprodução RBS TV)
De acordo com a gerente de Educação da Grande Florianópolis, Dagmar Pacher, o diretor errou ao tomar a atitude de doar os livros. "Nós, enquanto Gerência, vamos à escola para recolher os livros e fazer um remanejamento para as escolas quem ainda necessitam".
Pela lei, todo livro didático comprado pelo MEC e doado às escolas dos estados e municípios é patrimônio público e deve ser usado por pelo menos três anos. Após esse período, pode ser doado para instituições e até ser vendido para sebos ou encaminhado para reciclagem. Mas qualquer encaminhamento deve passar pela Secretaria Estadual de Educação.
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