Ato em Copacabana pede que dor de familiares não seja esquecida.
Segundo organizadora, 31 PMs foram mortos somente em 2014.
Eles se concentravam desde às 9h em frente ao Posto 6 da Praia de Copacabana. Segundo a cabo Flávia Louzada, do Batalhão de Policiamento de Eventos, responsável pela organização do ato, a proposta é mostrar para a população que a dor dos familiares não pode ser esquecida.
"A vida do policial é sagrada como a de todo cidadão", declarou. Flavia afirmou ainda que 31 policiais foram mortos, e 117 ficaram feridos, em todo estado nos primeiros cinco meses de 2014. Ainda de acordo com ela, em 2013, 81 foram mortos e 221 baleados.
A assessoria da PM informou que em 2014, foram oito policiais mortos, em serviço e confrontos e 22 mortos no período da folga. Do total de feridos, 99 estavam de folga e 121 foram atingidos durante o expediente. No ano passado, 18 policiais morreram em confrontos e durante o serviço e 26 mortes ocorreram durante o período em que os policiais estavam de folga. O total de feridos em 2013 chegou a 620 policiais.
Em nota, a Polícia Militar informou que policiais do 19º BPM (Copacabana) acompanhavam a manifestação, que ocorria pacificamente até o horário.
A passeata parou em dois momentos para discursos emocionados de familiares. O caminhão de som tocava músicas como "Pai", do cantor Fábio Junior.
Ferido em ataque
O soldado Alexander de Oliveira Silva, 34 anos, teve as duas pernas amputadas após um ataque com granada na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Coroa-Fallet, em 2011. Ele participa da passeata para chamar atenção da violência contra a polícia.
"Eu sou vítima como os colegas que se foram. Quero ser valorizado como um trabalhador comum", disse. No cartaz que exibia, os dizeres: "não quero uma bandeira e um herói morto. Quero proteção do Estado e um pai vivo".
De cima de um carro de som, familiares de policiais que faleceram pelo exercício da função falavam sobre suas perdas, muito emocionados. "Quando o calo aperta, quando a gente precisa, é o 190 que a gente liga", desabafou a esposa de uma das vítimas.
Ato
O ato foi organizado através das redes sociais e mais de mil pessoas confirmaram presença. “A morte de policiais não pode ser considerada um fato social comum. Vamos caminhar em protesto a morte de tantos policiais, pois a vida não tem preço”, dizia a convocação para o manifesto.
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