MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 25 de maio de 2014

Locais de trabalho são celebrados por tatuagem


Jornalista que já trabalhou no NYT afirma que jamais vai retirar o “T” alusivo ao antigo emprego
JORNAL O HOJE| Por: Luiz Redação
Profissionais utilizam forma inusitada de homenagear empresas ou organizações em que trabalham ou trabalharam: a tatuagem
Profissionais utilizam forma inusitada de homenagear empresas ou organizações em que trabalham ou trabalharam: a tatuagem
Jill Abramson, 60 anos, foi demitida do cargo de editora-executiva do jornal The New York Times há duas semanas, mas vai se lembrar do antigo trabalho sempre que olhar as costas pelo espelho: ali, ela tem um “T” tatuado em homenagem à empresa. Na semana passada, a jornalista disse em um evento que não vai remover o desenho de jeito nenhum.
Irene Azevedo, professora de liderança da escola de negócios BBS, diz que compreende quem tatua o nome da companhia em que trabalha, mesmo em um tempo em que as pessoas mudam de emprego rapidamente. “Não interessa o tempo, mas, sim, o que a organização trouxe para você. Há empresas que deixam marcas e podem ser lembradas dessa forma”, diz a professora.
A farmacêutica bioquímica Elaine Briguenti Ferraz, 38, afirma que nunca apagaria a tatuagem que fez há três meses no púbis, “abaixo do corte da cesariana”. Trata-se da representação gráfica estilizada do ImmunoCAP, um produto médico que identifica se alguém é alérgico a algo – de alimentos a pelos de animais.
Ferraz é gerente de assuntos regulatórios do sistema no Brasil, sendo responsável por conseguir aprovação das versões da linha junto a órgãos como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Ministério da Saúde.
“Ninguém entendeu nada. O pessoal perguntou: O que é isso? É um farol de ponta cabeça? É um dedal?’ Eu falei: É o produto do qual eu tomo conta aqui no Brasil e tenho orgulho dele”, conta a farmacêutica, que trabalha com esse teste há 14 anos.

‘Comprometida’
Elaine Ferraz conta que até conheceu o marido, que era chefe de um laboratório, em um treinamento. “Sou uma profissional extremamente comprometida. Trato os problemas da empresa como se fossem meus. Pode até ser que seja patológico”, brinca.
A psicanalista Ana Costa, autora do livro Tatuagem e Marcas Corporais (editora Casa do Psicólogo), diz que, em princípio, não há nada de patológico em marcar no corpo algo relacionado ao trabalho. Só é possível detectar um problema se, posteriormente, a pessoa rejeitar o desenho e entrar em crise.
Na hipótese de ser demitida, Ferraz afirma que não apagaria a tatuagem porque as vidas dela e do produto estarão sempre relacionadas. Ficaria uma lembrança.
Costa diz que os marinheiros costumavam desenhar na pele algo que os fizessem lembrar algo ou alguém que deixaram em terra. “Nessa vida perdida do mar, eles usavam a tatuagem para lembrar, para fazer uma marca”, afirma a psicanalista, que é professora da UERJ. (Folhapress)

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