Cemig informou que tremor atingiu subestação, que precisou ser desativada.
Reboco de uma casa caiu e deixou moradora levemente ferida.
ficaram sem energia (Foto: Michelly Oda / G1)
"Eu estava vendo televisão quando ouvi um barulho muito forte e vi parte do reboco caindo. Fiquei muito assustada e gritei", diz a estudante.
"Eu corri quando ouvi os gritos da Ana. Moro com com minhas duas filhas, inclusive eu durmo na sala. Não sei como vamos fazer hoje, estou com medo de ficar aqui", diz o pai de Ana Carolina, Francisco Mesquita.
Militares também foram chamados para retirar pessoas que ficaram presas em elevadores. Três ocorrências desse tipo foram registradas. No Centro da cidade, Aline Guimarães ficou dentro do elevador por quase uma hora. "Eu não senti o tremor, não percebi nada, só vi que o elevador travou", conta a estudante.
Laurita Matoso não precisou ser resgatada pelos militares. A dona de casa ficou presa no elevador de um supermercado no Centro da cidade, onde fazia compras, mas conseguiu sair depois que o gerador de energia do estabelecimento começou a funcionar. "Fiquei desesperada porque tenho fobia de espaços fechados", conta.
Este foi o segundo dia em menos de uma semana que fortes tremores de terra foram sentidos pelos moradores de Montes Claros. Na terça-feira (6) um abalo de 3,2 de magnitude foi registrado próximo à maior cidade do Norte de Minas.
desligados pela falta de fornecimento de energia.
(Foto: Nicole Melhado / G1)
De acordo com a Cemig, faltou energia porque a subestação Montes Claros 1, localizada na Vila Mauriceia, foi atingida pelo tremor e "por questão de segurança" o aparelho desarmou. Funcionários da companhia estiveram no local para avaliar a situação.
Um dos dois transformadores apresentou problemas e a demanda suprida pelo equipamento precisou ser direcionada para outra estação que fica na Vila Atlândida.
O universitário Thiago Veloso, morador da Vila Atlântida, bairro onde já foram registrados danos a residências em tremores anteriores, conta que sentiu a mesma intensidade do maior abalo de terra ocorrido na cidade, em maio de 2012, com magnitude 4.
“Ouvi um barulho muito alto e ele foi se propagando por alguns segundos. Depois ouvi o mesmo barulho outras duas vezes, mas em intensidade menor. Fiquei muito assustado”, conta. Thiago relata ainda que, além da falta de energia, as linhas de celular ficaram indisponíveis por cerca de 40 minutos. Na casa dele, porém, nada foi danificado.
sentiu o tremor, telhas caíram (Foto: Michelly Oda / G1)
Na Vila Alice, a aposentada Geni Medeiros, de 66 anos, estava em casa com o marido, de 92 anos, quando sentiu o tremor.
"Eu tenho pressão alta e fiquei muito assustada, com o coração acelerado. Balançou a casa todinha e eu gritei para todo mundo sair. Algumas telhas caíram e nos assustaram ainda mais."
reunião de emergência. (Foto: Ana Carolina
Ferreira / Inter TV MG)
Uma reunião de emergência foi realizada para instaurar um posto de comando no fim da manhã, reunindo equipes do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, para traçar estratégias para atender a todas as ocorrências. O número de chamados ainda não foi divulgado pelos órgãos.
Segundo o major Gouveia, do Corpo de Bombeiros, os pontos mais atingidos estão sendo mapeados. Ainda de acordo com o militar, uma equipe treinada para trabalhar em áreas colapsadas será acionada.
O major afirmou também que uma equipe permanecerá de prontidão e que o domingo será de monitoramento constante.
Um prédio na Rua Coronel Antônio dos Anjos passou por vistoria no início da tarde. Apesar das rachaduras apresentadas, segundo o Corpo de Bombeiros, o edifício não precisou ser interditado.
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