Brasil comemora chegada de seis milhões de turistas em 2013, diz Embratur.
Eventos como a Jornada Mundial da Juventude divulgaram imagem do país.
O Brasil atinge nesta quinta-feira (5) o número recorde histórico de
seis milhões de turistas. Desde 2005, o país estava na marca dos 5
milhões, segundo a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur). O local
escolhido para comemorar a meta é o Aeroporto Internacional do Galeão
Antonio Carlos Jobim, no
Rio de Janeiro, porta de entrada de quase um milhão de visitantes só em 2013.
Bandeiras de vários países disputam espaço nas areias de Copacabana durante a JMJ, em julho (Foto: Alexandre Durão / G1)
Os eventos no Rio de Janeiro, como a Jornada Mundial de Juventude, em
julho, ajudaram a divulgar a imagem da Cidade Maravilhosa para o mundo.
Durante os seis dias do evento, milhares de peregrinos do Brasil e do
Exterior visitaram a cidade. Na missa do último dia da jornada, 3,5
milhões de pessoas - entre brasileiros e estrangeiros - estiveram na
praia de Copacabana, de acordo com o Ministério do Turismo. O número
indica que foi a maior movimentação de visitantes em uma única cidade do
país até aquela data.
E quem veio para a JMJ quer voltar ou ficou pela cidade para estudar, passear ou até buscar uma oportunidade de trabalho.
Felipe Carvalho, dono de um hostel, na Lapa, zona boêmia no Centro, contou ao
G1
que, um mês após o encontro religioso, recebeu emails de jovens
europeus que querem retornar ao Rio. "Eles são da Europa Oriental,
principalmente Eslôvenia e Eslováquia, e me pedem para trabalhar em
troca de moradia", disse. Segundo Carvalho, a maioria diz que deseja
ficar alguns meses na cidade para conhecer melhor e experimentar a
cultura do país.
Um desejo que a jornalista espanhola Ana Veciana, de 26 anos, já
realizou. Ela chegou ao Rio em janeiro e se credenciou no trabalho
voluntário para a jornada. Depois, decidiu continuar e arrumou emprego
como correspondente para uma televisão mexicana e um jornal na Colômbia.
"Vim pela primeira vez com meus pais para o reveillon de 2003 e me
apaixonei. Com a crise econômica no meu país decidi mudar de vida e
viver uma experiência nova com os brasileiros", revelou.
Ana só está dividida porque o namorado economista ficou em Barcelona,
onde tem um emprego estável em uma multinacional. Ela diz que vai
encontrá-lo no Natal e tem esperança de que ele consiga negociar uma
colocação na filial da empresa em São Paulo, e venha para o Brasil. Mas
se ele não vier, ela está disposta a continuar por aqui. "Eu tenho
certeza de que até o Mundial eu fico aqui e depois vamos ver o que vai
acontecer", afirmou.
Vista do Cristo Redentor, ainda sob sol, com a Baía de Guanabara ao fundo (Foto: Marcos Teixeira Estrella/TV Globo)
O
G1 conversou por e-mail com a polonesa Aleksandra
Szymczak, que mora em Varsóvia, mas viveu no Rio durante um ano e também
participou da JMJ. Ela disse que já tem data para voltar àquela que
considera a sua segunda cidade e o lugar com que sempre sonhou.
Aleksandra estudou português e fez uma monografia na universidade sobre o
Rio de Janeiro. "Não faço ideia de quanto tempo vou ficar na próxima
viagem. Planejo voltar não só uma mas várias vezes. Tenho meus projetos
de colaboração cultural e na área de cinema entre Polônia e Brasil",
revelou.
Quem já está de passagem marcada para retornar ao Rio é o inglês James
Kelliher. Ele se programou para passar o Ano Novo na cidade e vai
esticar por cerca de duas semanas. Segundo James, a saudade dos amigos, o
calor e o amor que viu aqui durante a JMJ são os principais motivos
para o retorno. Ele faz críticas ao sistema de transportes e aos altos
preços de roupas e artigos de tecnologia, e reclama da falta de
infraestrutura. Mas afirma que tudo isso é compensado pelas belezas
naturais. E termina dizendo que sente falta do guaraná e da broa de
milho que classifica como "espetaculares".
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