Conforme Boaventura, há farta documentação sobre o tema. "Apresentarei alguns casos inéditos de 2º e 3º graus, pesquisados em nosso País pela Aeronáutica, Exército e Marinha", afirma. Ele diz que foram registrados casos por oficiais no Rio de Janeiro, no interior de São Paulo e na região amazônica. "Alguns documentos que embasarão esses casos serão mostrados pela primeira vez, inclusive com fotos dos locais de pouso, além de croquis das naves e de seus tripulantes".
Além dos relatórios oficiais de missões militares em busca de objetos voadores não identificados, a palestra de Boaventura reunirá casos coletados por ele em sua pesquisa ufológica. Ele afirma, como exemplo, que no dia 5 de novembro de 1996 foi chamado na Base Aérea de Santos pelo comandante Marco Aurélio Ferreira da Gama para ministrar uma palestra sobre o fenômeno óvni. "Após a minha explanação, os pilotos e controladores compartilharam alguns casos em que eles foram os protagonistas, e soube também de um pouso que ocorreu na cabeceira da pista daquela base aérea".
Muitos dos documentos oficiais dos militares já são de domínio público. Mas nem todos: os ufólogos citam, como exemplo, o caso da Operação Prato, de 1977, uma das maiores investigações oficiais sobre fenômenos envolvendo objetos voadores não identificados. Naquele ano, estranhos fenômenos acometeram os moradores de Colares, no Pará.
Assim, a Força Aérea Brasileira deslocou mais de 20 militares para uma operação especial: registrar a ocorrência de luzes hostis e manifestações misteriosas. Munidos de câmeras e filmadoras, os agentes não presenciaram nada extraordinário nos dois primeiros meses. Depois, porém, de acordo com os documentos revelados até agora, o cenário se alterou completamente: objetos luminosos se movimentando erraticamente, naves maiores do que prédios de 30 andares e depoimentos chocantes da população ribeirinha.
As luzes e espaçonaves que os militares dizem ter avistado pareciam se aproximar cada vez mais. Até que, no início de dezembro, o Coronel Uyrangê Hollanda, comandante da operação, teve um contato com dois seres. Um dos alienígenas, segundo entrevista de 1997 a Gevaerd, teria dito o seguinte: "Calma, não vamos te fazer mal". Pouco tempo depois da entrevista, Hollanda se suicidou.
De acordo com Gevaerd, foram produzidas aproximadamente 2 mil páginas de relatórios, além de 500 fotos e 16 horas de filmes. "Com tudo o que foi liberado, temos pouco mais de 400 páginas sobre a Operação Prato", conta. "Mas acho que os filmes já nem existem mais. Vai se perdendo com o tempo por falta de conservação", acredita.
No dia 18 de abril deste ano, uma reunião entre a Comissão Brasileira de Ufólogos e as Forças Armadas parecia que resolveria a questão: o restante dos documentos da operação seria liberada pelo Ministério da Defesa. "Nós cobramos várias vezes. Primeiro ficou para julho, depois para agosto. Talvez seja uma questão burocrática", diz Gevaerd. Em entrevista anterior ao Terra, o Ministério da Defesa informou que o processo será realizado até junho de 2014.
Investigação militar - A Operação Prato foi a maior mobilização militar em torno de um fenômeno ufológico no Brasil. Mas há muitos casos de óvnis investigados oficialmente pelos militares. O Brasil teve até, entre 1969 e 1972, um órgão dedicado a isso. Em plena ditadura, o Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (Sioani) analisou mais de 100 casos envolvendo supostas manifestações de objetos voadores e seres extraterrestres. No Arquivo Nacional, há mais de 1,3 mil documentos produzidos pelo órgão, com textos, fotos e desenhos.
De acordo com Gevaerd, a Operação Prato é um dos casos ufológicos mais relevantes de toda a história. "Por todas as provas e acontecimentos, a Operação Prato está acima de Roswell. Quando falo lá fora, eles (estrangeiros) até ficam tristes", afirma.
Varginha
Porém o ufólogo ressalta que existe outra ocorrência no Brasil ainda "maior" do que a Operação Prato: o Caso Varginha. Mais um, segundo ele, investigado de perto pelos militares. O caso do "ET de Varginha" ocorreu no interior de Minas Gerais, no ano de 1996. Duas irmãs garantem ter visto uma criatura marrom, com grandes olhos vermelhos e três protuberâncias na cabeça, na cidade de Varginha. Acionado, o Corpo de Bombeiros organizou um grupo de busca para o que eles julgaram ser um animal selvagem, capturado com sucesso. Houve especulações até de que as criaturas teriam sido levadas pelos militares brasileiros para os Estados Unidos. As autoridades negam o episódio.
Porém o ufólogo ressalta que existe outra ocorrência no Brasil ainda "maior" do que a Operação Prato: o Caso Varginha. Mais um, segundo ele, investigado de perto pelos militares. O caso do "ET de Varginha" ocorreu no interior de Minas Gerais, no ano de 1996. Duas irmãs garantem ter visto uma criatura marrom, com grandes olhos vermelhos e três protuberâncias na cabeça, na cidade de Varginha. Acionado, o Corpo de Bombeiros organizou um grupo de busca para o que eles julgaram ser um animal selvagem, capturado com sucesso. Houve especulações até de que as criaturas teriam sido levadas pelos militares brasileiros para os Estados Unidos. As autoridades negam o episódio.
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