Um indígena e um vigilante se cortaram com porta de vidro quebrada.
Grupo protesta contra proposta que muda demarcação de terras indígenas.
Segundo a assessoria da Casa, o índio Renato da Silva Filho se chocou contra uma porta de vidro da entrada do Anexo I após parte dos manifestantes ter rompido o cordão de isolamento feito pela Polícia Militar.
Os assessores da Câmara não souberam informar se o índio quebrou a porta propositalmente ou se foi um acidente. Em razão dos estilhaços, o indígena sofreu vários cortes nos braços e teve de ser conduzido ao Hospital Universitário de Brasília para receber atendimento médico.
Mais cedo, o grupo de índios tentou entrar no Congresso pelo acesso principal, mas foi contido pela polícia. Segundo as lideranças dos índios, eles são cerca de 1.500 e representam 305 etnias de todo o país.
Do lado de fora, índios tentaram esvaziar o pneu do carro em que estava o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), que saiu para conversar com os manifestantes.
Diante da aglomeração de índios no gramado em frente ao Congresso, a Polícia Militar e a Polícia Legislativa fizeram um cerco em torno do prédio. O capitão da PM, Hebert Freitas, disse que a corporação teve que usar spray de pimenta, porque alguns índios não quiseram respeitar a barreira.
Após a conversa, cerca de 30 índios de diversas etnias se reuniram com o presidente em exercício da Câmara, André Vargas (PT-PR), em um dos plenários do Legislativo para pedir o arquivamento da PEC 215. O líder do grupo é o cacique Raoni Cayapó, do Mato Grosso.
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