‘Samu é prejudicado por falta de frota reserva’, diz o sindicalista Ferreira.
Sindicato diz que demora no conserto é por falta de pagamento à oficinas.
Segundo o presidente do sindicato, duas dessas ambulâncias quebraram na segunda-feira (16), mais uma na quarta-feira (18) e a outra na sexta-feira (20). “Só uma voltou para a base na segunda-feira (23), enquanto isso, as equipes de salvamento das demais permanecem ociosas porque não têm como trabalhar. Acredito que esse problema não é causado por falta de dinheiro e sim por falhas na gestão da regulagem do Samu”, argumenta.
A Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) emitiu nota oficial onde confirma que as quatro ambulâncias apresentaram problemas mecânicos, mas diz que todas foram entregues para trabalho na segunda-feira (23). Ferreira diz que Samu não possui frota reserva para suprir essa necessidade desde 2008, ano em que o serviço passou a ser gerido pela fundação.
“A falta dessas ambulâncias sobrecarrega as que estão em pleno funcionamento. Gera atraso no atendimento dos chamados e algumas ocorrências deixam de ser atendidas por causa da demanda que chega a 300 casos por dia. A demora no salvamento pode resultar em mortes e na revolta da população que hostiliza as equipes”, destaca Ferreira.
(Foto: Marina Fontenele/G1)
Cerca de 80% das solicitações para o Samu são de acidentes de trânsito principalmente com motocicletas, seguido de casos clínicos, vítimas de armas brancas ou de fogo e outras ocorrências. Confira abaixo, a íntegra do posicionamento da FHS sobre a denúncia feita pelo sindicato:
“O superintendente do Samu 192 Sergipe, Silas Lawley, esclarece que todas as ambulâncias passam por manutenção preventiva e corretiva. Neste último fim de semana, das 8 Unidades de Suporte Básico que rodam em Aracaju, 4 apresentaram problemas mecânicos, como disco de embreagem. Dessas, 4 já foram consertadas e reintegradas à frota ontem, dia 23.
O desgaste é grande por conta rotatividade dessas ambulâncias. Além do desgaste natural, existem os acidentes e a falha humana, como no caso de abastecimento com combustível errado, causando danos ao motor do veículo, o que representa um reparo mais demorado. O Samu informa que as Unidades de Suporte Avançado de Aracaju continuam rodando normalmente.
Com relação ao repasse do Ministério da Saúde, a Diretoria da Fundação Hospitalar de Saúde afirma que não há nenhum tipo de desvio. Ao contrário, o Estado tem investido alto para manter o serviço em funcionamento. Ainda sobre o repasse, este é feito sobre unidade habilitada, sendo que o valor, de 2002, foi atualizado apenas este ano. Havia uma defasagem muito grande. O valor transferido pela União correspondia a somente 25% da folha de pagamento do Samu do Estado; todas as outras despesas incluindo a manutenção das bases descentralizadas eram bancadas por recursos do tesouro Estadual. O reajuste atingirá cerca de 40% da folha. Esta atualização permitirá alguns investimentos no serviço.
A Secretaria de Estado da Saúde e a Fundação Hospitalar de Saúde têm feito reuniões com os gestores municipais no sentido de partilhar os custos já que o serviço é tripartite (União, Estado e Municípios). Pela Portaria 1010 de maio de 2012, a União deverá bancar pelo menos 50% do custeio, enquanto o Estado deve arcar com pelo menos 25% e os municípios com no máximo 25% dos gastos com o serviço. Diante dessa realidade a SES e a FHS vêm dialogando com os municípios no sentido de reestruturar as bases, dividindo as responsabilidades em relação, pelo menos, à manutenção dessas bases no seu território.”
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