Lanchas são construídas com madeira e fibra para evitar vazamento.
Criadores de Cruzeiro do Sul querem patentear 'bajola'.
A ideia dos amigos Lindauci Maciel de Souza e Airton Nascimento de Oliveira, era criar um tipo de lancha para deslocamento rápido na água, mas que tivesse um preço acessível (o valor varia entre R$ 1 mil a R$ 6 mil a lancha completa, incluindo aparelho de som). Em parceria, os dois que desde pequenos ajudavam os pais na construção de canoas, ainda desenvolveram alguns modelos, mas na hora dos testes o resultado não era o esperado.
O potencial dos ribeirinhos e o valor de mercado do produto foram vistos pelo Governo do Estado. A Secretaria de Desenvolvimento Florestal, da Indústria e Comércio (Sedens) auxiliou na criação da Cooperativa dos Bajoleiros para facilitar o incentivo do poder público.
O investimento do governo veio rápido, um Polo Naval para abrigar os bajoleiros foi erguido às margens do Rio Juruá e já está em fase de acabamento. De acordo com José Maria Freitas, representante da Sedens em Cruzeiro do Sul, o polo vai acolher também, outros profissionais que trabalham no conserto de motores de barco e fabricação de peças.
“Estão sendo investidos R$ 2,7 milhões, sendo que um milhão é destinado apenas para aquisição de equipamentos. Instalados no polo, esses profissionais terão mais condições de trabalho, visibilidade e um acesso mais facilitado à matéria prima, principalmente a madeira. A bajola é um produto criado aqui e vamos brigar para patentear esse produto”, ressalta Freitas.
O sucesso é tanto que uma competição de bajolas já está virando tradição na cidade. Desde 2011, a corrida dos bajoleiros realizada para comemorar o aniversário da cidade, ganha centenas de expectadores às margens do Rio Juruá. A competição este ano acontece no mês de outubro e é promovida pelo Governo do Estado.
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