Diplomata americano criticou recusa iraniana de dar informações.
Temor é de que o país busque 'atividades secretas', disse.
Os Estados Unidos disseram nesta quarta-feira (5) que estão
"profundamente preocupados" com os planos do Irã de lançar um reator de
água pesada em 2014, ao mesmo tempo em que não fornece à agência nuclear
da ONU as informações necessárias sobre o projeto da usina.
Diplomatas ocidentais e especialistas no assunto dizem que o reator de Arak poderia produzir plutônio para bombas nucleares se o seu combustível gasto for reprocessado, algo que o Irã diz que não tem intenção de fazer. A República Islâmica diz que a fábrica vai produzir isótopos para medicina e agricultura.
A Agência Internacional de Energia Atômica da ONU
(AIEA) diz que o Irã tem de lhe fornecer com urgência os dados do
projeto sobre a instalação e alerta que se, isso não for feito, será
afetada a capacidade de seus inspetores de monitorar o local de forma
eficaz.
"Estamos profundamente preocupados, pois o Irã afirma que o reator de água pesada IR-40, em Arak, poderia ser ativado logo no início de 2014, mas ainda se recusa a fornecer as informações necessárias sobre o projeto do reator", disse o embaixador dos EUA Joseph Macmanus, em uma reunião do Conselho da AIEA, formado por 35 nações.
Ele citou as regras da AIEA, segundo as quais um Estado-membro deve informar a agência, com sede em Viena, sobre uma instalação nuclear, e dar detalhes do projeto, assim que decide construí-la.
"A recusa do Irã em cumprir essa obrigação básica deve, necessariamente, levar à pergunta sobre se o Irã está buscando novamente atividades nucleares secretas", disse Macmanus.
Diplomatas ocidentais e especialistas no assunto dizem que o reator de Arak poderia produzir plutônio para bombas nucleares se o seu combustível gasto for reprocessado, algo que o Irã diz que não tem intenção de fazer. A República Islâmica diz que a fábrica vai produzir isótopos para medicina e agricultura.
"Estamos profundamente preocupados, pois o Irã afirma que o reator de água pesada IR-40, em Arak, poderia ser ativado logo no início de 2014, mas ainda se recusa a fornecer as informações necessárias sobre o projeto do reator", disse o embaixador dos EUA Joseph Macmanus, em uma reunião do Conselho da AIEA, formado por 35 nações.
Ele citou as regras da AIEA, segundo as quais um Estado-membro deve informar a agência, com sede em Viena, sobre uma instalação nuclear, e dar detalhes do projeto, assim que decide construí-la.
"A recusa do Irã em cumprir essa obrigação básica deve, necessariamente, levar à pergunta sobre se o Irã está buscando novamente atividades nucleares secretas", disse Macmanus.
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