Banco Central determinou a liquidação da Motomax em setembro de 2011.
Procon estima que 13 mil clientes foram podem ter sido lesados na cidade.
há seis anos (Foto: Reprodução/TV Integração)
Desde que a empresa fechou as portas a principal dúvida entre os clientes é se deveriam continuar pagando as prestações. A orientação do Banco Central é de que aqueles que já receberam a moto ou qualquer outro bem quite a dívida cumprindo com os vencimentos das parcelas mensais. Já o consorciado que não recebeu o bem deve parar de pagar passando, automaticamente, de devedor para credor daquilo que já foi pago.
Segundo o representante do Banco Central, José Augusto Monteiro Neto, vence em março o prazo de seis meses para os sócios da empresa apresentarem uma proposta. “Vamos fazer uma assembleia com os consorciados para ver se eles aprovam. Eu vejo que é preciso uma participação dos sócios para viabilizar essa situação visto o tamanho da deficiência de recursos”, explicou José Augusto.
O aposentado Hermínio Jonas de Abreu não imaginava ganhar um problema quando aceitou a proposta para se tornar membro de um consórcio e adquirir uma moto zero quilômetro. O contrato com o consórcio Motomax foi assinado há seis anos. O carnê com as 60 prestações está quitado, o equivalente a quase R$ 7 mil, mas a realização do sonho terminou em pesadelo. “Ia terminar no mês de março do ano passado, mas quando foi em setembro eu fui surpreendido porque a empresa tinha falido”, contou.
Para a conselheira de Defesa e Proteção do Consumidor, Lisandra Abreu, a transferência dos grupos para outras empresas é a única chance de quem foi lesado não ficar no prejuízo. “Fica uma situação de indefinição por enquanto até que ou uma empresa assuma ou haja outra solução”, disse.
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