sábado, 31 de janeiro de 2026

Dezembro foi trágico para os empregos

 

JORNAL A REGIÃO

O mês de dezembro teve a maior perda de empregos para o mês na história do Brasil. Mas os reflexos também chegaram à Bahia, com o pior desempenho dos últimos dez anos. Em Itabuna, o saldo foi negativo em 301 vagas, mas o acumulado do ano foi muito positivo, fechando em 1.221 novos postos de trabalho.

O único setor positivo foi o da Indústria, abrindo seis vagas. Os Serviços, ponto forte da cidade, fecharam 129 postos de trabalho, o Comércio outros 80. A Construção eliminou 69 empregos e a Agropecuária, 29. Ilhéus foi bem pior. Perdeu menos vagas em dezembro, 133, mas o acumulado do ano ficou em apenas 136 empregos.

Assim como Itabuna, Ilhéus só teve resultado positivo em um setor em dezembro, o de Serviços, abrindo 30 novos postos de trabalho. A Construção eliminou 89 empregos, o Comércio fechou 49 vagas, a Indústria 13 e a Agropecuária ficou com 12 postos de trabalho a menos.

Na Bahia a tragédia foi grande, com a eliminação de 19.498 empregos, o equivalente a toda a população de Itajuípe. O acumulado do ano foi de apenas 94.380. O pior setor foi a Construção, fechando 7.114 vagas, seguida dos Serviços com menos 4.199, a Agropecuária, com -3.857, a Indústria com -2.573 e o Comércio com -1.753.

O Brasil eliminou 618 mil empregos em dezembro, o pior resultado da história para o mês, quatro vezes pior que o de 2020, quando o país enfrentava uma pandemia. Com isso, em 2025 o país só criou 1,2 milhão de vagas. Em 2024 foram 1,6 milhão, em 2023 1,4 milhão. No governo Bolsonaro foram 9 milhões só no último ano, 2022.

Em 2021, com pandemia, Bolsonaro criou 2,7 milhões de empregos. Em 2020, com pandemia a partir de fevereiro,

houve perda de 189 mil. Nos quatro anos, o governo de Jair Bolsonaro gerou 11,5 milhões de postos de trabalho, contra 4,2 milhões durante os três primeiros anos de Lula da Silva (PT). E a tendência é de queda ano a ano.

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