MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 30 de junho de 2019

O BRASIL FOI A RUA

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas em pé, multidão, meme, texto e atividades ao ar livre

Gastos da maioria dos órgãos fora do Executivo crescem além do teto


A partir do próximo ano, órgãos federais fora do Poder Executivo terão um entrave na hora de cumprir o teto de gastos. Em 2020, o Poder Executivo deixará de compensar os demais poderes que estourem o limite, como estabelece a emenda constitucional que travou o crescimento dos gastos à inflação.
A evolução dos gastos dos órgãos em 2019, no entanto, indica dificuldade caso os outros poderes continuem a ter despesas no ritmo atual.

De janeiro a maio, as despesas dos Poderes Legislativo, Judiciário e do Ministério Público acumulam alta de 6,62% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme os dados mais recentes do Painel do Teto de Gastos, elaborado pelo Tesouro Nacional. Para se adequarem ao teto, esses poderes terão de chegar ao fim do ano com crescimento de 4,4%.

As exceções são a Defensoria Pública da União, que acumula pequeno recuo de 0,9% nos cinco primeiros meses do ano. O Poder Executivo, que ainda compensa os excessos dos demais poderes, registra crescimento de 3,3% nas despesas, abaixo do limite de 4,4%.
Compensação
O Orçamento Geral da União de 2019 reserva R$ 3,362 bilhões para o Poder Executivo compensar o crescimento dos gastos dos outros poderes.
Desse total, R$ 46 milhões correspondem à Defensoria Pública da União; R$ 128,76 milhões ao Ministério Público da União; R$ 258,62 milhões ao Legislativo, e R$ 2,93 bilhões, a maior fatia, ao Poder Judiciário.
Nesse caso, o Poder Executivo deixa de gastar para que os demais poderes possam expandir os gastos acima da inflação.

Válido para os três primeiros anos do teto de gastos (2017, 2018 e 2019), o mecanismo de compensação foi criado para criar um prazo de transição para que os outros poderes pudessem atenuar o efeito de gastos autorizados, como reajustes salariais.
Sem a compensação, caberá a cada poder remanejar o Orçamento interno para se enquadrar no teto a partir do ano que vem.

De acordo com a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, o Poder Judiciário e o Ministério Público da União sentirão mais dificuldades.
O Poder Legislativo, apesar de ter estourado o crescimento nos cinco primeiros meses do ano, poderá fechar 2019 dentro do teto, como ocorreu nos dois primeiros anos da limitação.
Enquadramento
Ao todo, há 14 órgãos federais fora do Poder Executivo. Nos cinco primeiros meses do ano, 12 deles estavam desenquadrados, com crescimento dos gastos superior a 4,4%: Câmara dos Deputados, Senado, Tribunal de Contas da União, Conselho Nacional de Justiça, Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral, Justiça Federal, Justiça Militar da União, Supremo Tribunal Federal, Ministério Público da União e Conselho Nacional do Ministério Público.

Os maiores crescimentos se acumulam no Conselho Nacional de Justiça (26,7%), no Conselho Nacional do Ministério Público (18,5%) e no Supremo Tribunal Federal (14,2%). Apenas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a Defensoria Pública da União registram crescimento de gastos compatível com o teto.
Apuração anual
Responsável por monitorar o teto de gastos, o Tesouro Nacional informou que a emenda constitucional estabelece a verificação do cumprimento do limite apenas ao fim de cada ano, não mês a mês.
O Tesouro explicou que, por causa de orçamentos baixos em relação ao do Poder Executivo, alguns órgãos podem eventualmente estourar o teto de gastos nos primeiros meses do ano, mas devem ajustar os gastos nos meses seguintes e encerrar dentro do teto.

Em 2017, primeiro ano do teto de gastos, o limite para o crescimento das despesas federais estava em 7,2%. Naquele ano, cinco órgãos registraram aumento de gastos além do teto: Justiça Federal (7,8%), Justiça do Trabalho (10,6%), Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (7,5%), Defensoria Pública da União (14,2%) e Ministério Público Federal (9,6%).
Em 2018, apenas o Ministério Público da União executou 100% do teto, sem superar. O restante dos poderes cumpriu o limite.

Plano Real, que segurou inflação, completa 25 anos


A moeda entrou em circulação em 1º de julho de 1994
A moeda entrou em circulação em 1º de julho de 1994
Os brasileiros com mais de 40 anos têm fácil memória das estratégias das famílias para mitigar os efeitos da hiperinflação sobre a renda nos anos 1980 e 1990. “Era uma ginástica danada. Tinha que ir atrás de promoções e nem sempre eram suficientes”, conta Rute Maria de Souza, dona de um restaurante self-service há quase 30 anos na zona central de Brasília.
Tendo que repor constantemente a dispensa da cozinha do estabelecimento, a empresária ia mais de uma vez ao dia em supermercados e sempre via a mesma cena: “Eu me lembro das remarcações no mercado. Quando chegava, lá estava a maquininha trabalhando”.
Para fugir das intermináveis remarcações, a então professora de ensino fundamental Cléia Gerin, mãe de quatro filhos, estocava alimentos, material de limpeza e sabão para lavar roupa. “O feijão ficava velho, e assim era mais difícil de cozinhar. Acabava que gastava mais gás”, comenta, ao citar a necessidade de sempre comprar mais do que efetivamente precisava no mês para fugir da imparável subida de preços.
“A partir do momento em que recebia, era aquela loucura de ir ao mercado para comprar o máximo que pudesse, para durar o mês todo, e para não ter que voltar porque no dia seguinte o preço seria diferente”, descreve ao recordar os tempos de inflação galopante.
Apesar das dificuldades, Cléia era professora da rede pública do Distrito Federal e tinha a segurança do pagamento todo mês. Em alguns momentos, era acrescido em sua remuneração um “gatilho” para repor as perdas inflacionárias.
Essa hipótese não existia para todos os brasileiros, como João Batista, engraxate há 45 anos em um ponto no Setor Comercial Sul de Brasília. Ele não podia majorar o preço do serviço quando precisava atualizar sua remuneração. “Só podia aumentar quando a passagem [do ônibus] aumentava”, revelando um incidental indexador da renda para trabalhadores autônomos.
A vida de João Batista foi positivamente marcada pela estabilidade monetária após o Plano Real. “Eu não tinha nada. Hoje, graças a Deus e de tanto eu trabalhar, consegui minha casa, consegui formar meus filhos”, orgulha-se.
Comunicação e convencimento
Pessoas como a pequena empresária Rute, a assalariada Cléia e o autônomo João tiveram ser convencidas que a moeda que entrou em circulação em 1º de julho de 1994, o real, não era mais uma tentativa fadada ao fracasso para estabilizar a economia, como ocorreu em seis planos emergenciais anteriores: Cruzado 1 (fevereiro de 1986); Cruzado 2 (novembro de 1986); Bresser (junho de 1987); Verão (janeiro de 1989); Collor 1 (março de 1990) e Collor 2 (janeiro de 1991).
A comunicação foi um ponto chave para que o Plano Real, implementado em etapas, fosse assimilado e tivesse engajamento. “Sem muita explicação, verbo, liderança e apoio da mídia não se consegue o principal, que é convencer, ou seja, vencer junto tanto com as cúpulas político-tecnocráticas como, principalmente, junto com o povo”, assinala o presidente Fernando Henrique Cardoso, em nota à imprensa sobre os 25 anos da iniciativa.
O jornalista Thomas Traumann, autor do livro O Pior Emprego do Mundo, que narra a trajetória de 14 ministros da Fazenda desde 1967, também aponta para o cuidado com a disseminação das medidas econômicas no lançamento do real.
Segundo Traumann, o Plano Real contou com “apoio didático preponderante da mídia”. “Os telejornais foram favoráveis ao plano desde o seu dia zero”, destaca. A informação sem sustos evitou comportamentos que em outros planos criam corrida a bancos, supermercados e postos de combustível. “Não houve surpresa. Isso foi fundamental”, acrescenta.
A transparência é elogiada até pelo ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, crítico de alguns resultados da medida. “O Plano Real foi uma pequena joia que fará a glória dos competentes economistas que o conceberam. Mostrou que mesmo projetos complexos, quando expostos na sua integridade (começo, meio e fim), podem ser compreendidos e contar com suporte da sociedade”, escreveu à Agência Brasil. Ele admitiu que quando viu “o povo comprando berinjela em URV”, Unidade Real de Valor, ficou “na maior alegria” e viu “que o controle da inflação seria bem-sucedido”.
Ajuste fiscal e troca da moeda
De acordo com o site do Banco Central, o plano desenvolveu-se em três fases a partir do segundo semestre de 1993. Antes de a moeda entrar em circulação, houve um “esforço de ajuste fiscal, com destaque para a criação do Fundo Social de Emergência (FSE), concebido para aumentar a arrecadação tributária e a flexibilidade da gestão orçamentária em 1994 e 1995”.
O FSE desvinculou despesas e receitas orçamentárias. “De social, [o FSE] não tinha nada, mas foi a primeira vez em que se fez um ajuste nas entranhas das contas do governo”, aponta Thomas Traumann. Segundo ele, ali começou a haver uma preocupação sobre os limites até onde poderia ir o déficit público.
O economista José Ronaldo Souza Júnior, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), assinala que a inflação produzia desequilíbrios nas contas públicas e dificultava a percepção do rombo. “Nem sequer tínhamos uma contabilidade pública na época. A clareza a respeito era muito pouco. Com inflação muitíssimo elevada e o déficit sendo coberto com emissão de moeda, havia uma nuvem que dificultava enxergar o problema”, disse.
Além do FSE, Souza Júnior pondera que “uma série de medidas foram tomadas com o objetivo de organizar o setor público porque se sabia que haveria uma redução de arrecadação do que se chama imposto inflacionário [quando a arrecadação sobe mais por causa do aumento de preços]”.
A gestão fiscal exigiu limitação da emissão de moeda e beneficiou-se da compra de títulos da dívida externa no mercado financeiro internacional antes do lançamento do plano. Mais adiante, o ajuste levou à renegociação das dívidas dos estados com a União e à imposição de controles das contas pelos entes federativos.
“Compreendemos que a ‘mágica’ de cortar zeros, mudar o nome da moeda ou mesmo da URV precisava de apoio em um processo de controle dos gastos públicos, renegociação das dívidas externas, privatização de bancos estaduais, enfim de uma reforma do estado. Lembre-se que a Lei de Responsabilidade Fiscal só foi aprovada em 2000 e as privatizações tomaram anos (vide telefônicas) para que seus efeitos positivos fossem sentidos”, descreve em nota o presidente e ex-ministro da Fazenda FHC.
A segunda etapa, iniciada com Medida Provisória nº 434, assinada pelo então presidente Itamar Franco em 27 de fevereiro de 1994, estabeleceu a utilização de uma moeda escritural, a citada Unidade Real de Valor (URV), que serviu como uma ponte para conversão monetária entre o cruzeiro que deixaria de existir para o real que entraria em circulação quatro meses depois.
Na última fase, iniciada há exatos 25 anos, finalmente se introduziu o real. O novo padrão monetário “implicou a necessidade de rápida e abrangente disponibilização do novo meio circulante a partir de 1º julho de 1994”, registra página eletrônica do BC.

Lava Jato desconfiou de empreiteiro pivô da prisão de Lula, indicam mensagens

POLITICA LIVRE
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Leo Pinheiro só passou a ser considerado após mudar diversas vezes sua versão sobre o apartamento tríplex de Guarujá
O empreiteiro Léo Pinheiro que acusou o ex-presidente Lula foi visto com desconfiança pelos procuradores da Operação Lava Jato. Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, passou mais de um ano negociando, mas era tratado com descrédito. Com base nas conversas do material recebido pelo Intercept Brasil, ele só passou a ser considerado após mudar diversas vezes sua versão sobre o apartamento tríplex de Guarujá (SP) que a empresa afirmou ter reformado para o líder petista. Léo Pinheiro , conforme a Folha de São Paulo, só apresentou a versão que incriminou Lula em abril de 2017, mais de um ano depois do início das negociações. As mensagens analisadas pela reportagem e pelo Intercept mostram que os relatos apresentados pela empreiteira sofreram várias alterações até que os procuradores aceitassem assinar um termo de confidencialidade com os advogados, passo essencial para que as passo essencial para que as negociações avançassem. “A primeira notícia de versão do LP [Léo Pinheiro] sobre o sítio já é bem contrária ao que apuramos aqui”, disse um dos procuradores, Paulo Roberto Galvão, no início de março. “Estamos abertos a ouvir a proposta da empresa mas não nos comprometemos com nada.” Em outra parte do diálogo revelado pela Folha o procurador Roberson Pozzobon teria tido aos colegas que os empreiteiros precisariam melhorar os anexos. : “Na última reunião dissemos que eles precisariam melhor[ar] consideravelmente os anexos”, disse o procurador em julho. “Os anexos que a OAS entregou hoje são muito semelhantes Àqueles que a carol enviou antes aqui”, escreveu a procuradora Jerusa Viecili no Telegram após a reunião. “Só há alguns anexos novos.”

Atos a favor da Lava Jato miram ministros do Supremo e o Congresso

POLITICA LIVRE
Foto: Mateus Bonomi/Agif/Folhapress
Em frente ao Congresso foram inflados quatro bonecos gigantes
Atos organizados por grupos de direita pelo país, neste domingo (30), em defesa da Lava Jato minimizaram o vazamento de conversas envolvendo o ministro da Justiça, Sergio Moro, e atacaram a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal e de políticos. Em Brasília, manifestantes se reuniram em frente ao Congresso Nacional e concentraram as críticas nos ministros do STF. Uma das pautas mais defendidas é a CPI da Lava Toga, para investigar os magistrados. Em frente ao Congresso foram inflados quatro bonecos gigantes. Dois do ex-presidente Lula (ambos com roupa de presidiário), um de Moro vestido de super-homem e um que une Lula, o ministro Gilmar Mendes (STF) e o ex-ministro do PT José Dirceu. Esse boneco associa o STF ao PT. Apesar de ter sido indicado ao Supremo pelo PSDB e de ser historicamente descrito como um adversário do PT, Gilmar é um dos principais alvos dos grupos bolsonaristas. Recentemente o ministro votou a favor de um habeas corpus para Lula, pedido que acabou negado por uma das turmas do STF. O ato desse domingo, que se repete em outras cidades do Brasil, foi convocado após a divulgação de conversas atribuídas a Moro e integrantes da Lava Jato levantando a suspeita de que o ex-juiz tenha sido parcial no julgamento de Lula, condenado em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá (SP). A revelação dos diálogos, iniciada pelo site The Intercept Brasil em 9 de junho, deixou o titular da Justiça sob ataque. Em Copacabana, no Rio, as críticas ao Supremo dividiram espaço com um “vaiaço” também aos chefes do Legislativo, homenagens ao menino Rhuan e até um lamento coletivo pelo “politicamente correto” que impede chamar morador de rua de mendigo.
Os atos que tomaram um trecho da avenida Atlântica eram, a princípio, um desagravo a Moro. “O senhor nos livrou das trevas”, dizia um dos cartazes de apoio ao ministro, ao lado de bandeiras do Brasil gigantes erguidas por dois guindastes.O aposentado Carlos Sato, 68, resumia o sentimento de muitos amigos sobre os diálogos vazados que colocaram Moro na berlinda: “Se ele falou mesmo tudo aquilo, fez bem. Se for pra tirar a petralhada bandida, não vai ser na meiguice. Com quem joga sujo você não pode dar mole.” Mas o ranço com Congresso e Supremo era tão presente quanto os apoios ao ex-juiz. Um minicaminhão com faixa do movimento Nas Ruas trazia na lateral uma cartolina que lembrava a frase do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sobre bastar um cabo e um soldado para fechar a mais alta corte do Judiciário brasileiro. Para ilustrar, um desenho do personagem Recruta Zero. O mesmo veículo anunciava a venda de copos do Moro e do presidente Jair Bolsonaro (PSL) por R$ 10. Pediam essa ajuda financeira dos protestantes, alegando que faziam um ato “do povo para o povo”, sem ajuda de CUT e MST, como seria o caso de manifestações esquerdistas. “Vocês são do MBL?”, perguntou um senhor. Ouviu a negativa e respirou aliviado: não gostava do Movimento Brasil Livre, que defende Moro mas vem fazendo críticas ao governo Bolsonaro. “Graças a Deus, MBL é traidor do povo.” O trio elétrico do movimento Brasil Conservador puxou uma vaia para os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Também foram alvos de repúdio popular os ministros do STF Ricardo Lewandovski e Dias Toffoli, além de Gilmar. A agenda deles era anti-Brasil”, afirmou uma senhora que se identificou como Neide do Brasil. “Eles querem dar sobrevida à mamata lulista”, ela continuou. Parou ao descobrir que falava com a repórter da Folha de S.Paulo. A imprensa é malvista na manifestações, com recados à “Globo lixo” e à “Folha mentirosa” em algumas camisetas e cartazes. Depois da vaia para aqueles definidos como “inimigos da nação”, um orador no trio do Brasil Conservador disse que as ruas de Copacabana estavam infestadas de “cracudos”. Ironizou em seguida: “Não posso chamar de cracudo, deve ter jeito politicamente correto”. Teve até lei municipal para proteger população “em situação de rua”, afirmou. “Não é lindo esse eufemismo? Não pode mais falar mendigo.” Também havia também referências a Rhuan Maicon da Silva Castro, 9, morto pela mãe e pela namorada dela enquanto dormia, com uma facada no coração. Parte da direita passou a dizer que a imprensa profissional abafou o caso, pois não haveria interesse em dar visibilidade para um crime cometido por lésbicas -segundo essa ala, um suposto acobertamento para não contrariar a comunidade LGBT+. O caso foi noticiado nos principais veículos.
“A gente precisa mesmo de vida extraterrestre para dar um jeito no país”, disse um homem ao ver dois atores fantasiados como os monstrengos espaciais Alien e Predador -cobravam R$ 5 para posar com os manifestantes de verde-amarelo. Pouco antes, na mesma esquina da Atlântica com a rua Miguel Lemos, um rapaz abriu a janela de seu apartamento no térreo e sacudiu uma bandeira do Lula. Uma pequena turba se reuniu para puxar o coro de “babaca”.
Folhapress

“É um direito de o povo se manifestar”, diz presidente

POLITICA LIVRE
Foto: Photo Press/Folhapress
Bolsonaro defendeu a união dos três poderes, apesar de o STF e Congresso terem sido alvos de protestos
De volta da viagem ao Japão, onde participou dos encontros do G-20, Jair Bolsonaro comentou brevemente os protestos, na entrada do Palácio da Alvorada. “É um direito de o povo se manifestar. Eu costumo sempre dizer. A união dos três poderes precisa fazer parte de nós. Está no coração, no sentimento nosso. Uma coisa que pode levar o Brasil ao local de destaque que merece”, afirmou. Na Esplanada, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um dos filhos do presidente, e o ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) subiram em um dos carros de som e discursaram. “Alguém aí gosta de bandido, alguém aqui é amigo de bandido? (…) Jair Bolsonaro já falou, Sergio Moro não sai. Nosso total apoio ao ministro Sergio Moro”, discursou Flávio Bolsonaro. Heleno fez uma enfática defesa de Moro, dizendo ser uma “calhordice” quererem transformá-lo em acusado. Movimentos como VPR (Vem pra Rua), MBL (Movimento Brasil Livre) e Nas Ruas, que foram indutores de protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), capitaneiam a organização, ao lado de grupos de menor capilaridade, que mantêm páginas em redes sociais. O VPR contabilizava até a manhã deste domingo concentrações marcadas em 203 cidades e mais de 318 mil pessoas convidadas. A lista incluía atos fora do Brasil, em lugares como Nova York, Lisboa, Genebra e Buenos Aires.
Folhapress

Os detalhes que esclarecem a fraude praticada por Glenn Greenwald

Imagine, hipoteticamente, que a Folha de S.Paulo publicasse a seguinte manchete: "José Dirceu assaltou uma agência do Banco do Brasil em Taubaté e fugiu para Pindamonhangaba", com direito à matéria detalhando os supostos fatos vividos pelo acusado nas duas cidades.
Assim que a matéria é publicada, leitores mais atentos inundam as redes sociais com questionamentos acerca da veracidade das informações: "José Dirceu é aquele famoso José Dirceu?"; "Não há registros de assaltos ao Banco do Brasil em Taubaté"; "Tem certeza que ele fugiu para 'Pinda', terra do Alckmin?"; entre outras coisas.
Daí, os jornalistas que assinam a matéria decidem fazer uma "edição" nas informações. A manchete vira: "José de Alencar assaltou uma agência da Caixa Econômica Federal em Ubatuba e fugiu para Santos". Os dados textuais da matéria também são alterados.
Novamente, os leitores vão às redes sociais questionar: "José de Alencar é o famoso José de Alencar?"; "Estão falando do José de Alencar escritor ou do ex-vice-presidente da República?"; "Ubatuba não teve assalto à agência da Caixa"; entre outras coisas mais.
Ato contínuo, os jornalistas da Folha fazem uma segunda edição na manchete: "José saiu da fila da Caixa em Pirituba e foi pagar seu boleto numa lotérica do Jaraguá", mudando novamente o conteúdo textual da matéria.
Qual o nível de credibilidade de jornalistas que fazem uma edição dessa natureza?
Foi exatamente o que aconteceu com o tabloide The IbtercePT e Glenn Verdevaldo na madrugada deste sábado (29).
Questionada sobre os nomes e fatos citados, a turma do IbtercePT transformou Ângelo Goulart Villela em Ângelo Augusto Costa e, depois, apenas Ângelo. Desmentido pela procuradora Monique Checker, o jornalista tirou seu sobrenome dos textos e das imagens e colocou apenas Monique. Havia supostos fatos datados de um futuro 28 de outubro de 2019.
Daí, limitaram-se a dizer que tudo não passou de um "erro de edição".
Compreensível, né?! Até porque, José Dirceu é tão homônimo de José de Alencar, quanto Ângelo Goulart Villela o é de Ângelo Augusto Costa; Taubaté e Ubatuba são quase anagramas e, por isso, são costumeiramente confundidos pela população.
Sei...
Faz-me rir, Verdevaldo! Faz-me rir...

Helder Caldeira

Escritor, Colunista Político, Palestrante e Conferencista
*Autor dos livros “Águas Turvas” e “A 1ª Presidenta”, entre outras obras.

A revelação contida nas entrelinhas das críticas de procuradores a Sérgio Moro

Se os procuradores da Lava Jato criticaram Sérgio Moro por ele ter aceito o cargo no governo, isso significa que não houve um acordo entre Moro e o ministério público para prenderem Lula em troca do cargo!
Simples assim!
Essa é a narrativa da esquerda que o próprio vazamento das conversas tratou de derrubar.
A condenação da cúpula do PT foi algo natural, as provas começaram a surgir nas investigações desde 2014 porque as empresas envolvidas tinham DEPARTAMENTOS DE PROPINAS tão organizados quanto a contabilidade formal.
Eram planilhas, documentos, contas em paraísos fiscais, moedas de todas as espécies, bens e serviços em troca de favores e a contratação de "palestras" e "consultoria" para justificarem os valores que a empresa pagaria aos corruptos; quando a polícia chegou nos chefes da Odebrecht & Cia, eles abriram a boca em troca de não perderem todo patrimônio acumulado à custa de muita propina, eles mostraram os documentos salvos no departamento de propina e por essa os políticos não esperavam!
Eles tinham "O crime organizado"!
Baseados nessas milhares de páginas de provas, os juízes sentenciaram Lula e mais 155 corruptos de todos os partidos.
Mas para o PT o único "inocentO" é o Lula.

Raquel Brugnera

Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político - Universidade Estácio de Sá - RJ.

Picaretagem de mensagens roubadas e fontes anônimas ganha ritmo alucinante, mas recebe resposta do povo nas ruas

A Folha de S.Paulo, o Correio Brasiliense e a Revista Veja, em conluio criminoso com os veículos petistas, todos aqueles que foram abundantemente abastecidos durante os governos Lula e Dilma, entraram com toda força e notória cara de pau na farsa montada pelo pseudo jornalista, o criminoso Glenn Greenwald.
A ideia é tentar vender para a opinião pública a narrativa de que a condenação do meliante Luiz Inácio Lula da Silva foi forjada.
Para tanto, além das mensagens sem qualquer comprovação de autenticidade, lançaram mão de supostas declarações de procuradores anônimos.
Uma grande piada, mas que a escória da política nacional e a imprensa comprometida está se agarrando com fervor, porque vê como possivelmente a última chance de soltar Lula.
Há o fundado receio de que a confirmação da sentença do sítio de Atibaia, pelo TRF-4, se concretize antes de que a questão da progressão da pena no processo do triplex seja deferida.
Isto acontecendo, Lula estará fatalmente fadado a uma longa temporada na prisão, vez que outros processos criminais também continuam em andamento e devem redundar em novas condenações.
Assim, o entendimento é de que não haverá outra oportunidade para soltar Lula e os ataques a Lava Jato devem se acentuar nos próximos dias.
De qualquer forma, a força das manifestações populares deste domingo (30), parece reunir força suficiente para arrefecer os ânimos mais exaltados daqueles que tentam frear a luta contra a corrupção.
A hashtag #BrasilNasRuas é o assunto mais comentado no Twitter brasileiro.
Todo apoio a Lava Jato.

Otto Dantas

Articulista e Repórter
otto@jornaldacidadeonline.com.br

Em Brasília, ato a favor da Lava Jato mira ministros do Supremo

BOCÃO NEWS
[Em Brasília, ato a favor da Lava Jato mira ministros do Supremo]
30 de Junho de 2019 às 11:54 Por: Reprodução Por: Folhapress 
Auxiliados por carros de som, manifestantes se reúnem na manhã deste domingo (30) em frente ao Congresso Nacional, em ato de apoio à Lava Jato e ao ex-juiz e ministro da Justiça, Sergio Moro.
Com a tradicional predominância das cores verde e amarelo, o protesto tem como alvo congressistas e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Uma das pautas mais defendidas é a CPI da lava-toga, para investigar os magistrados.
Em frente ao Congresso foram inflados quatro bonecos gigantes. Dois do ex-presidente Lula (ambos com roupa de presidiário), um de Moro vestido de super-homem e um que une Lula, o ministro Gilmar Mendes (STF) e o ex-ministro do PT José Dirceu. Esse boneco associa o STF ao PT.
Apesar de ter sido indicado ao Supremo pelo PSDB e de ser historicamente descrito como um adversário do PT, Gilmar é um dos principais alvos dos grupos bolsonaristas. Recentemente o ministro votou a favor de um habeas corpus para Lula, pedido que acabou negado por uma das turmas do STF.
O ato desse domingo, que se repete em outras cidades do Brasil, foi convocado após a divulgação de conversas atribuídas a Moro e integrantes da Lava Jato levantando a suspeita de que o ex-juiz tenha sido parcial no julgamento de Lula, condenado em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá (SP).
A revelação dos diálogos, iniciada pelo site The Intercept Brasil em 9 de junho, deixou o titular da Justiça sob ataque. Movimentos como VPR (Vem pra Rua), MBL (Movimento Brasil Livre) e Nas Ruas, que foram indutores de protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), capitaneiam a organização, ao lado de grupos de menor capilaridade, que mantêm páginas em redes sociais.
O VPR contabilizava até a manhã deste domingo concentrações marcadas em 203 cidades e mais de 318 mil pessoas convidadas. A lista incluía atos fora do Brasil, em lugares como Nova York, Lisboa, Genebra e Buenos Aires. Em São Paulo, a manifestação está marcada para as 14h, na avenida Paulista.

Orla de Salvador é tomada por manifestantes em ato pró-Sérgio Moro; casal Pimentel é alvo de protestos

BOCÃO NEWS
[Orla de Salvador é tomada por manifestantes em ato pró-Sérgio Moro; casal Pimentel é alvo de protestos]
30 de Junho de 2019 às 12:27 Por: BNews/Vagner Souza Por: Henrique Brinco  A orla do Barra foi tomada por milhares de manifestantes que foram às ruas em defesa do ministro Sérgio Moro e da Operação Lava Jato. O ato, convocado nacionalmente pelo  Movimento Brasil Livre (MBL) e por outros movimentos, começou às 9h da manhã deste domingo (30), no Farol da Barra e seguiu até o Morro do Cristo.


Munidos de faixas e cartazes, os ativistas defenderam ainda o Pacote Anticrime, a Reforma da Previdência, o Decreto de Armas e a CPI da Lava Toga. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) também foi mencionado positivamente durante todo o percurso nos discursos utilizados no minitrio - que desfilou no local após autorização da prefeitura e, posteriomente, por uma liminar concedida aos manifestantes.
A pauta nacional, no entanto, dividiu protagonismo com as polêmicas locais. Os militantes teceram duras críticas contra a Prefeitura de Salvador. As críticas se concentraram na Secretaria Municipal de Trabalho, Esporte e Lazer (Semtel), comandada por Alberto Pimentel. A mulher do gestor, Dayane Pimentel, presidente do PSL baiano, também foi alvo dos ataques.

"Nós somos da Direita Independente Bahia e o trio iria ser embargado. Estavam querendo boicotar o nosso trio. Graças aos guerreiros desses movimentos, em especial Antonio Braga e o pessoal do MBL, peitaram e conseguiram. Cada um de vocês aqui são importantes", bradou um dos ativistas. "Salvador é do povo. Alberto Pimentel, vá para Feira de Santana, seu lugar não é aqui", completou.
 O vereador Cezar Leite (PSDB) foi um dos poucos políticos presentes. Em entrevista ao BNews, ele defende que o secretário deve explicar aos eleitores do presidente Jair Bolsonaro, aos fãs do ministro da Justiça Sergio Moro e aos apoiadores da operação Lava Jato, o motivo de ter supostamente tentado impedir a manifestação em apoio ao ex-juiz.
“O eleitor de direita é crítico e não aceita focinheira”, opinou. O vereador acredita que Pimentel não pode “ficar sob a sombra de Jair Bolsonaro”. Ele completou dizendo que o presidente não compactua com pessoas que não honram a constituição e as leis, e que é necessário que chegue ao seu conhecimento o comportamento da diretoria do PSL baiano.  
Segundo os ativistas, cerca de 10 mil pessoas marcaram presença no evento. A Polícia Militar não divulgou o número de participantes. Também marcaram presença no movimento o MPB - Médicos Pelo Brasil, MPB - Movimentos Patriotas do Brasil, Militância Direita Bahia, Nas Ruas - BA e RWR - Republicana Web Rádio.

Entenda o caso
Na última sexta-feira (28), o BNews noticiou que a prefeitura, por meio da Semtel, havia embargado o uso do trio do MBL durante manifestação a favor do governo Bolsonaro, marcada para este domingo.

Após a publicação, comprovada por documentos e entrevistas, Alberto e Dayane Pimentel deferiram ataques contra o site por meio de publicações nas redes sociais. Desde então, vereadores, deputados e líderes políticos têm se posicionado contra a postura do PSL, e a favor da imprensa.

O pó que esconde o sucesso


Houve uma vitória de grande porte: um enorme acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Coluna dominical de Carlos Brickmann:
Houve ameaças de má recepção europeia a Bolsonaro, mas não houve nada de errado. Bolsonaro conversou com o presidente francês Macron, que acabou convidado a visitar a Amazônia. E, ao mesmo tempo, houve uma vitória de grande porte: um enorme acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Dois números: espera-se que, em 15 anos, o Brasil aumente as exportações à UE em US$ 100 bilhões; e, com o acordo, o PIB brasileiro pode crescer em US$ 125 bilhões no mesmo período.

Com isso, nossa economia, que está devagar quase parando, tomaria um choque de entusiasmo, e demonstraria que a reforma da Previdência, embora essencial, não é a única ferramenta disponível para o aumento do emprego. Mas tudo foi ofuscado por uma nuvem de pó: a prisão em Sevilha de um dos integrantes do grupo de apoio à viagem presidencial, que tentou carregar 39 kg de cocaína para fora do aeroporto de Sevilha. Como um comissário de bordo entra num avião da Presidência com 39 kg de cocaína na mala? Como levou a cocaína, poderia ter levado explosivos. Quem falhou na vigilância?

Quem viaja em comitiva presidencial, seja ou não no avião do presidente, tem de ser examinado – com raios X, revista pessoal, o que houver de mais seguro. A cúpula se esquiva: até o Gabinete de Segurança Institucional diz que a questão é da FAB, não dele. A poeira tapou a visão de tudo e de todos.

E ainda riram

O presidente já sofreu um atentado, a segurança não pode ser descuidada. E não é a primeira vez que o avião presidencial é usado por traficantes. Em 1999, a Operação Mar Aberto, da Polícia Federal, apurou que aviões da FAB eram usados por pessoal de bordo para tráfico de drogas. Um coronel pegou 16 anos de prisão e perdeu o posto e a patente. Tudo indica que algo parecido ocorreu agora: o tripulante levou sua mala sem ser revistado, sem sequer passar pelos raios X, e transportou quase R$ 6 milhões em cocaína.

O ministro da Educação fez piada: disse que o avião presidencial já havia transportado muito mais drogas, referindo-se aos presidentes Lula e Dilma. Só que não é caso de piada: é caso sério, que não pode jamais se repetir.

Educador-chefe

Mas é injusto culpar o ministro da Educação por ter-se referido ao “PT e seus acepipes”, como se não soubesse que acepipe é sinônimo de guloseima. O responsável pelo equívoco deve ter sido o corretor do teclado. Só que aí a coisa piora muito: é provável que ele tenha querido escrever “asseclas”. Mas, para que o corretor errasse como errou, teria de ter escrito “aceclas”.

Hora errada

A poeira nos olhos prejudicou a visão de boas perspectivas bem na hora em que Bolsonaro mais precisa de um reforço de imagem. A pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria, mostra que ele, pela primeira vez em seu Governo, tem índice de desaprovação superior ao de aprovação. Sua maneira de governar é desaprovada por 48%, contra 46% que a aprovam – tudo bem, é margem apertada, está dentro das possibilidades de erros.

Mas outras indicações também estão mal: 51% desconfiam do presidente, e 46% nele confiam. E 32% acham o governo bom ou ótimo, contra 35% no mês passado – uma porcentagem que vem caindo mês a mês.

O indício mais forte

Mais importante do que qualquer pesquisa, entretanto, é o comportamento de pessoas que estiveram a seu lado e dele agora se descolaram. São gente do ramo – como dizia Ulysses Guimarães, pessoas que cheiram a direção do vento. João Doria é um deles: apoiou Bolsonaro na eleição, aproximou-se, e agora se afasta. Um dos motivos, claro, é que pensa na eleição presidencial, e acredita que Bolsonaro será seu adversário. Mas ainda falta tempo e ficar perto do presidente lhe renderia alguns frutos, se a árvore frutificasse.

Outro é o empresário carioca Paulo Marinho, que Bolsonaro colocou como suplente de Flávio no Senado e em cuja casa funcionou seu quartel-general de campanha. Marinho agora é Doria desde criancinha. Diz que continua gostando de Bolsonaro, mas não de seu governo. Entre aspas: “Esperava que o governo fosse trabalhar de maneira mais coordenada, sobretudo na relação com o Congresso. O que vimos até agora foram muitos desencontros. Se ele não encontrar uma maneira de lidar com o Congresso vai ter problemas até o final. Ele tem sido muito generoso com a imprensa, o capitão: gera notícias todo dia, e notícias que não são exatamente positivas.” Aliás, diz, só apoiou Bolsonaro porque Doria não se lançou. Queria alguém que derrotasse o PT.

Boa notícia

O Idec, Instituto de Defesa do Consumidor, apresentou à Anatel uma série de medidas para limitar o abuso de ligações de telemarketing – as ligações chatas que caem tão logo o caro leitor atende, e quando não caem veiculam mensagens de interesse zero. O Idec sugere que só possam receber ligações os assinantes que autorizem o serviço, e desde que haja limitação de horários.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

A conspiração Tabajara


Essa conspiração Tabajara não quer atingir só a operação Lava Jato. Repare que, além de Moro, o ministro da Economia Paulo Guedes também tem sido alvo frequente dos mesmos personagens – Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia à frente. Coluna de Guilherme Fiuza, via Gazeta do Povo:
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, declarou que, se fosse parlamentar, Sergio Moro estaria preso. Nenhuma autoridade ou figura pública relevante jamais havia se referido ao ex-juiz e atual ministro da Justiça dessa forma. Nem os arapongas do Lula fantasiados de jornalistas investigativos, que saíram à caça aberta do homem que simboliza a operação Lava Jato, falaram em prisão de Moro.
Na operação teatral mais tosca da história da República, o Supremo Tribunal Federal se reuniu para julgar um habeas corpus para o ex-presidente Lula – condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em três instâncias – baseado num pedido de suspeição de Sergio Moro, o juiz responsável pela primeira condenação. E a mais alta corte do país se dispôs a considerar a suspeição de Moro a partir de mensagens de telefone roubadas, de autenticidade não comprovada e de conteúdo sem qualquer traço de desvio do processo legal. Contando ninguém acredita.
E o que o presidente do Senado tem a ver com essa presepada? Tudo. Ele deu sua grave declaração sobre a hipotética prisão de Sergio Moro no exato momento e na afinação perfeita com o araponga do PT que apresentava na Câmara dos Deputados seu número circense sobre Lula inocente/Lava Jato criminosa. Uma orquestra obscura tentando dar a trilha sonora para o STF libertar na mão grande o maior ladrão do país. O que o Brasil assistiu no dia 25 de junho de 2019 foi uma conspiração – vagabunda e patética, mas real e escancarada.
Por uma coincidência atroz, enquanto Alcolumbre, arapongas e despachantes fantasiados de juízes tentavam desmoralizar a operação histórica que prendeu Lula, a própria Lava Jato contabilizava nova façanha: mais uma restituição bilionária de dinheiro roubado aos cofres públicos – sendo cerca de 800 milhões de reais só para a Petrobras, a maior empresa do país que a bandidagem petista passou a vida jurando defender para poder devorá-la. O novo acordo de leniência com duas empresas envolvidas no petrolão contemplou inclusive devolução de dinheiro para o governo dos Estados Unidos – país do sabotador petista que diz que a Lava Jato foi uma armação de Moro.
O mundo nunca viu uma armação resultar em acordos judiciais para devolução de bilhões de reais às vítimas de um assalto. Vai ver esse ex-juiz é feiticeiro.
Essa conspiração Tabajara não quer atingir só a operação Lava Jato. Repare que, além de Moro, o ministro da Economia Paulo Guedes também tem sido alvo frequente dos mesmos personagens – Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia à frente. Os presidentes do Senado e da Câmara se revezam em ataques súbitos e gratuitos ao comandante da reforma da Previdência e da agenda de recuperação fiscal do país. Maia repete aos seus amigos na imprensa que o Brasil não deve “dar bola” a Paulo Guedes – ninguém menos que o homem conhecido como “Posto Ipiranga”, desde sempre o lastro da candidatura que venceu com mais de 57 milhões de votos.
Rodrigo Maia acha que seu plantão de intrigas na Globo News é suficiente para avacalhar a vontade do povo e a representação que ele escolheu.
O que se tem na verdade é uma equipe técnica altamente gabaritada no poder Executivo, sob a liderança de Guedes, tocando a agenda de reconstrução que o país pede há muitos anos. Os parasitas, que só pensam naquilo, morrem de medo de ficar sem os dividendos políticos dessa retomada – como se deu no Plano Real, que deixou a orquestra demagógica dos falsos progressistas tocando para ninguém. Por isso o arrivista Rodrigo Maia tenta desmoralizar dia sim e outro também Paulo Guedes, o primeiro ministro da história a ter seu nome gritado pelo povo na rua.
Maia e Alcolumbre, de mãos dadas com viúvas do lulismo e supremos picaretas, tentam espalhar o slogan de que o governo é uma “usina de crises” – e eles, os parasitas, são os pacificadores. Essa usina de crises tem todas as metas de infraestrutura cumpridas nos primeiros seis meses, com mais de duas dezenas de leilões e concessões de transportes – fora a abertura do setor de gás para desatolar o crescimento. Janelas de oportunidade como essa se abrem de vez em quando – no primeiro mandato de FHC, nos primeiros dois anos de Lula e no pós-impeachment de Dilma foram as últimas – e o Brasil parasita sempre sai correndo para fechá-las.
Como se vê nas ruas, dessa vez o povo parece estar mais atento para impedir que os sorridentes sabotadores lhe tomem o que é dele.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

O que é misandria, o ódio contra os homens que fez uma "gamer" perder o emprego.


A gamer Gabi Catuzzo, que mais parece uma boneca inflável.
Sim, há ódio contra homens pelo simples fato de serem homens, notadamente heterossexuais. Esse ódio "existe desde os primórdios do feminismo, ainda no fim do século XIX, mas recentemente tem se tornado política defendida por algumas feministas mais radicais", escreve Paulo Polzonoff Jr. na Gazeta do Povo:
Na última sexta (21), a gamer e streamer (pessoa que transmite o jogo sendo jogado) Gabi Catuzzo viveu uma reviravolta em sua curta e bem-sucedida carreira: depois de escrever um tuíte mal-educado, ela teve seu contrato com uma multinacional, a Razer, sumariamente rescindido. Catuzzo foi acusada de praticar a misandria – o ódio explícito contra homens.
No tuíte, Catuzzo reclamava, usando alguns palavrões aqui irreproduzíveis, do fato de alguns homens sexualizarem sua profissão. Ela respondia a um comentário masculino sobre atributos alheios à sua atividade – e que Catuzzo considerou assédio. No fim do tuíte, a principal jogadora brasileira de Clash Royale concluía: “É por isso que homem é lixo”.
A reação do mundo gamer foi a pior possível. Catuzzo foi ofendida por homens que se sentiram ofendidos. E a Razer, uma importante fabricante de produtos para jogadores de vídeo game, que tinha a YouTuber como influenciadora contratada, rescindiu o contrato com ela. Em nota, a empresa disse que “como gamers, enfrentamos todo tipo de preconceito e estereótipo e continuaremos lutando para que este tipo de situação não se repita. (...) [A empresa] é totalmente contrária a qualquer tipo de discriminação, seja ela de sexo, religião, partido político ou qualquer tipo de intolerância e extremismo”.
Catuzzo pediu desculpas públicas pelo comentário.
Misandria x orgulho masculino

A misandria é o discurso de ódio contra os homens. Algo que existe desde os primórdios do feminismo, ainda no fim do século XIX, mas que recentemente tem se tornado política defendida por algumas feministas mais radicais.
Um dos primeiros a notar a prevalência do discurso misândrico no ideário feminista foi o educador norte-americano Warren Farrell, que ganhou notoriedade nos anos 1970 como ativista da chamada “segunda onda feminista” para, logo depois, defender o “orgulho masculino”.
Em Por que os Homens São Como São (Editora Rosa dos Tempos), Farrell questiona a ideia de que homens são privilegiados nas sociedades patriarcais, ressaltando que no mundo todo homens têm expectativas de vida menores do que as mulheres e também estão mais sujeitos à depressão e sobretudo ao suicídio.
A ideia é reforçada no livro I Don’t Want to Talk About It: Overcoming the Secret Legacy of Male Depression, do psicólogo Terrence Real. Para ele, diante das pressões de um mundo cada vez mais hostil à masculinidade, “homens e meninos recebem privilégios (...) mas somente se ignorarem sua vulnerabilidade”.
Homens: seres inferiores

Em Sanctifying Misandry: Goddess Ideology and the Fall of Man [Santificando a misandria: ideologia ateia e a queda do homem], os professores Paul Nathanson e Katherine K. Young ressaltam a diferença entre o feminismo igualitário e o feminismo ideológico, que teria criado, nas últimas décadas, uma cultura de aversão aos homens e ao universo masculino.

Para os autores, a própria ideia de que crimes cometidos contra mulheres são mais graves do que os crimes contra os homens, isto é, a criação do feminicídio, é expressão da misandria, que usa a ideia marxista do patriarcado opressor para transformar homens em “cidadãos de segunda classe”.
Em Spreading Misandry: The Teaching of Contempt for Men in Popular Culture [Espalhando misandria: o ensino do desprezo aos homens na cultura popular], os professores citam como exemplo os muitos cursos “sobre gênero” existentes nas universidades norte-americanas, todos voltados para as mulheres e dedicados a mostrar os homens como “os responsáveis por todo o mal, incluindo os perpetrados pelas mulheres que eles enganaram ou intimidaram”, que “as mulheres são as vítimas oficiais da sociedade e responsáveis por todo o bem” e que “homens devem ser punidos, mesmo que individualmente inocentes, pela culpa coletiva dos homens ao longo da história”.
Um dos exemplos mencionados pelos professores no livro é o de Valerie Solanas, feminista radical que acreditava que os homens eram biologicamente inferiores às mulheres. No filme Um Tiro para Andy Warhol (1996), ela é glorificada por sua defesa da violência como uma forma de luta feminista legítima. Sonalas atirou de fato em Warhol, supostamente porque ele se recusou a produzir um roteiro que ela tinha escrito.
Algumas feministas foram além, defendendo o extermínio dos homens – o chamado “generocídio”. A filósofa Mary Daly, por exemplo, não acreditava que a igualdade entre homens e mulheres fosse possível, porque, para ela, as mulheres eram moralmente superiores aos homens. Defensora do determinismo biológico aplicado ao feminismo, Daly caiu em desgraça por se recusar a permitir que homens frequentassem suas aulas sobre “estudos femininos”.
Crime de ódio

No Reino Unido, a misandria já é uma preocupação governamental. A Inglaterra e o País de Gales têm propostas para tornar manifestações contra homens crimes de ódio semelhantes ao racismo. A proposta, contudo, enfrenta resistência. A deputada trabalhista Stella Creasy, por exemplo, defende a criminalização da misoginia (ódio contra as mulheres), mas não da misandria.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

Parece, mas não é! Materiais 'fake' substituem com louvor originais refinados e caros


Materiais que reproduzem com quase total fidelidade outros, mais nobres, muitas vezes mais caros, têm democratizado o gosto pela arquitetura e pela decoração por serem econômicos, fáceis de limpar e de aplicar. Adesivo que imita estampa de ladrilho hidráulico, papel de parede que simula tijolinho ou piso sintético que faz as vezes de pedras naturais são alguns deles.
Se o desejo é ter um ambiente divertido ou mesmo moderno, desembolsando pouca grana, por exemplo, uma alternativa são os adesivos ou papéis de parede. Versáteis, são encontrados em lojas especializadas e, aos montes, na internet, em uma porção de estampas e cores. Também podem ser aplicados em diferentes locais e superfícies e têm manutenção simplificada.
“Simulam pedras filetadas, tijolos, pinturas, madeira e dão um toque especial ao ambiente. O ideal é usá-los em áreas internas, protegidas de umidade e calor. Quanto aos custos, podem variar conforme empresa, origem e modelo. Importante é observar a qualidade na hora da escolha. Alguns são laváveis, outros são mais simples e devem ser limpos só com pano seco”, detalha o arquiteto Filipe Bastos.
O profissional reforça que as tecnologias têm permitido reproduzir esteticamente o efeito desejado de um material natural, como pedras e madeiras, por meio de produtos sintéticos como pisos laminados e vinílicos, porcelanatos e cerâmicas – curingas quando o assunto é parecer o que não é.
Cimento queimado
Em alta na decoração, o estilo industrial, por exemplo, pode ser obtido a partir de tintas que replicam a aparência do cimento queimado – usado originalmente em pisos, mas que ganhou espaço nas paredes e tetos. Uma das principais vantagens é a facilidade da aplicação e a manutenção descomplicada.
“O cimento queimado, bruto, feito com cimento, da forma antiga, trinca e tem uma mão de obra super difícil de ser encontrada. O substituto é uma ótima alternativa, além de estar disponível em outras texturas”, diz a arquiteta Natália Botelho.
Defina o ambiente antes de escolher o material; áreas internas e externas têm exigências diferentes
Fidelidade
Ao escolher o produto fake, a dica da profissional é aplicá-lo da maneira mais próxima possível da original, buscando reproduzir a aparência com fidelidade. “O cimento queimado de verdade não tem muitas manchas. Isso é importante observar”, ensina, sugerindo a contratação de um prestador de serviço que entenda do assunto.
Outro que faz parte do grupo dos que parecem, mas não são, e que tem ganhado espaço no mercado em função da versatilidade é o porcelanato. Disponível em cores e tamanhos diversos, simula desde pedras naturais, como granito e mármore, mais delicadas, a madeira, azulejos e ladrilhos.
O custo-benefício é um atrativo à parte. Enquanto o metro quadrado do mármore, por exemplo, custa a partir de R$ 250, a mesma metragem de porcelanato pode ser encontrada por R$ 60. “Também pode ser utilizado para substituir com o diferencial da proteção. O porcelanato possui uma camada de esmalte e tem resistência maior a manchas, excelente alternativa para revestir cozinhas, banheiros e áreas externas”, destaca o arquiteto Filipe Bastos.
Decoração: parece, mas não é ecogranito
ECOGRANITO - Revestimento cuja tecnologia foi desenvolvida no Japão replica aspecto do granito e pode ser aplicado em diversas superfícies, dentre elas fachadas de prédios
Resina acrílica custa até dez vezes menos que pedra natural​
Produzido com tecnologia japonesa, o ecogranito, que dá nome à empresa responsável por comercializá-lo no Brasil, é uma resina acrílica que pode ser aplicada sobre diferentes superfícies e que reproduz a aparência do granito. Diferentemente da pedra natural, uma das mais cobiçadas, o substituto é prático, fácil de aplicar e tem custo até dez vezes mais baixo.
Versátil, a resina acrílica pode ser encontrada em mais de 50 tonalidades e permite ser aplicada em materiais como reboco, concreto, madeira, vidro, metal, plástico, cerâmica e até isopor, sobre diferentes tipos de superfícies como tampos de mesa, bancadas e fachadas de prédios. 
“No Japão, é um material valorizado sobretudo pela durabilidade diante de terremotos. Como é uma massa, simula visualmente o granito sem oferecer os mesmos riscos da pedra. Além disso, é muito mais barato. O produto voltado para fachada, por exemplo, pode custar até dez vezes menos”, destaca o sócio-proprietário e diretor comercial da Ecogranito, Renato Las Casas. De acordo com ele, a diferença entre os dois produtos só pode ser observada pelo tato. 
Praticidade
Na arquitetura e na decoração, o porcelanato também faz as vezes de pedras naturais, dentre elas o mármore. É possível encontrá-lo em variedades, como carrarinha (o carrara nacional) e travertino, e tamanhos variados para diferentes aplicações. 
Um dos diferenciais do substituto é a praticidade da limpeza, destaca a arquiteta Natália Botelho. Ela reforça, entretanto, que, dependendo do objetivo do projeto, o “sósia” pode não reproduzir o aspecto tão fielmente. 
“É prático e pode ser aplicado em diversos ambientes. Mas, às vezes, pode ficar com uma cara artificial. Ao contrário dos materiais sintéticos, que são padronizados, os naturais, encontrados na natureza, têm certas imperfeições”, explica.
Leia mais:
Com o piso certo: escolha do revestimento deve considerar local de instalação e uso
Cimento queimado vai bem com tudo: de paredes e bancadas a pisos
Cimento queimado vai bem com tudo: de paredes e bancadas a pisos
Teste seus conhecimentos! Você saberia dizer qual é o material "de verdade" e qual é a "imitação"? 
Decoração: parece, mas não é materiais que imitam outros
ADESIVO X LADRILHO - Material autocolante (à esquerda) é barato, fácil de encontrar e aplicar e reproduz com perfeição aspecto do “original”, que tem custo elevado e exige mão de obra especializada para ser assentado
Decoração: parece, mas não é materiais que imitam outrosTEXTURA X CIMENTO QUEIMADO - Projeto das arquitetas Natália Botelho e Paola Corteletti (à esquerda) mostra efeito da tinta em relação à mistura de cimento, água e areia, que pode trincar com facilidade
Decoração: parece, mas não é materiais que imitam outrosPORCELANATO X MADEIRA - Abaixo, piso de madeira, acima, em porcelanato. Revestimento cerâmico pode ser encontrado em diferentes tamanhos e tonalidades. Prático, pode ser instalado inclusive em áreas externas
Decoração: parece, mas não é materiais que imitam outros
PAPEL DE PAREDE X TIJOLINHO - Recurso prático e barato, papel de parede com efeito 3D é versátil e reproduz diferentes texturas como a de tijolinho (no projeto do quarto, à direita), que requer obra
Decoração: parecem, mas não é materiais que imitam outros
PORCELANATO X MÁRMORE - À direita, banheiro 100% em mármore carrarinha – material nobre, que exige cuidados especiais, sobretudo com limpeza. À esquerda, porcelanato, mais resistente, mas que, por ser sintético, não reproduz com exatidão a pedra natural

Toffoli marca retomada de julgamento sobre corte de salário de servidor

POLITICA LIVRE
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Toffoli marcou para 21 de agosto a retomada do julgamento
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, marcou para 21 de agosto a retomada do julgamento sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O tribunal deverá decidir se mantém ou não suspensos pontos da lei que foram afastados em 2002 pelo STF, como a possibilidade de Estados endividados reduzirem salários e diminuírem a jornada de trabalho de servidores. A expectativa de integrantes do STF é de que o julgamento se estenda por mais de uma sessão, uma vez que vários dispositivos da LRF serão analisados. O tema é considerado complexo e delicado.Toffoli havia marcado o julgamento para a última quarta-feira, 26, mas a sessão daquele dia foi dominada pelo debate sobre a Operação Métis (que apura a suspeita de que policiais legislativos do Congresso Nacional atrapalharam o andamento das investigações da Operação Lava Jato), não sobrando tempo para tratar da responsabilidade fiscal. Segundo apurou o Estadão, o relator das ações, ministro Alexandre de Moraes, deve fatiar sua análise para discutir três questões: contestações que, em sua visão, não têm respaldo técnico; artigos que ele considera válidos; e itens que são inconstitucionais, em sua avaliação.

Presidente rearranja relação com ala militar do governo

POLITICA LIVRE
Ala militar. Ao longo do primeiro semestre do governo de Jair Bolsonaro (PSL), esta foi uma das grandes novidades introduzidas no noticiário político, naturalmente ao lado de sua antípoda, a dita ala ideológica da gestão. Seis meses depois de assumir cercado de generais da reserva, o presidente deu um cavalo de pau na sua relação com as Forças Armadas, da qual é oriundo como capitão reformado do Exército. O peso relativo dos militares no governo segue mais ou menos inalterado. Começaram com sete, passaram para oito e voltaram para o patamar inicial de ministérios sob seu controle. Politicamente, contudo, a equação foi mudada, com resultados que ainda não podem ser avaliados. Ao mesmo tempo, o Exército, mais forte e influente das três Forças Armadas, busca a difícil missão de delimitar sua presença institucional, afirmando independência num governo do qual participou de forma inédita desde a redemocratização de 1985. Não há, até aqui, um movimento coordenado de retirada dos mais de cem militares que ocuparam cargos importantes do primeiro e segundo escalões dos governos.Hoje há poucos prédios na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, sem funcionários que inadvertidamente prestam continência ao cruzar com estranhos. Isso dito, o expurgo palaciano executado por Bolsonaro nas últimas semanas foi agudo, embora pequeno para olhos exteriores. A vítima mais vistosa, o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo), foi derrubado após longa fritura e embate com a ala ideológica alinhada ao escritor Olavo de Carvalho –que xingou o militar e foi apoiado pelo presidente. Caiu na sequência um amigo dele, o também general da reserva Floriano Peixoto, removido da Secretaria-Geral para dirigir os Correios em fase de pré-privatização. Da estatal, saiu um ex-integrante do Alto Comando do Exército, Juarez Cunha, demitido pelo próprio presidente em uma entrevista. Por fim, da Fundação Nacional do Índio saiu o general Franklimberg Ribeiro de Freitas. Para a vaga de Santos Cruz foi deslocado o comandante militar do Sudeste, o general quatro estrelas da ativa Luiz Eduardo Ramos. Sua ida foi vista por parte do Alto Comando do Exército, colegiado de 16 oficiais do qual faz parte, como uma forma de deferência. O tiro de Bolsonaro, contudo, pode ter saído pela culatra: Ramos é o general da ativa mais próximo do presidente. Eles são amigos pessoais desde que eram cadetes na escola preparatória em Campinas. A indicação acabou também sendo lida como preenchimento de cota pessoal. Tudo dependerá do desempenho de Ramos, que assume na semana que vem, no rearranjo de forças do Planalto. Visto como um militar político, hábil no trato, o general terá a missão de desanuviar o clima entre os fardados a serviço do governo e a ativa. O acerto foi favorável ao entorno de Bolsonaro: a remoção de Santos Cruz é a mais importante vitória do grupo olavista, que tem nos filhos presidenciais Eduardo e Carlos, além dos ministros da Educação e das Relações Exteriores, seus expoentes. De cara, o Exército enviou sinais sutis. Promoveu para o lugar de Ramos o ex-chefe da segurança presidencial de Dilma Rousseff, uma função técnica, mas que soa como pecado para ouvidos bolsonaristas pela associação à ex-mandatária petista. Mais importante, nesta semana o Alto Comando escolheu dois generais da turma de 1981 da Academia das Agulhas Negras para ganhar a quarta estrela. O porta-voz presidencial, Otávio do Rêgo Barros, foi preterido e deverá encaminhar-se à reserva. Com isso, a Força busca afastar-se um pouco do governo.
Folhapress

Bolsonaro é o 2º presidente com mais decretos em 6 meses desde a redemocratização

POLITICA LIVRE
Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo
Bolsonaro fica atrás apenas de Fernando Collor,
Desde que assumiu a Presidência, em 1º de janeiro deste ano, o novo governo editou uma média de 1,3 decreto por dia: foram 237 determinações em seis meses de gestão, contando atos assinados por Jair Bolsonaro e pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que assumiu a Presidência em diversos momentos em razão de viagens do presidente. Com isso, Jair Bolsonaro leva o título de segundo presidente que mais editou decretos desde a promulgação da Constituição, em 1988. Ele, segundo o G1, fica atrás apenas de Fernando Collor, que assinou 351 determinações em seis meses. Depois deles, Lula foi o terceiro que mais assinou atos: em seu primeiro mandato, em 2003, o petista editou 208 decretos.
Veja abaixo:
Fernando Collor: 351 decretos (de março a setembro de 1990);
Jair Bolsonaro: 237 (do dia 1º de janeiro ao dia 30 de junho de 2019);
Luiz Inácio Lula da Silva: 208 (de janeiro a junho de 2003);
Fernando Henrique Cardoso: 184 (de janeiro a junho de 1995);
Itamar Franco: 126 (de outubro de 1992 a abril de 1993);
Michel Temer: 125 (de maio a novembro de 2016);
Dilma Rousseff: 89 (de janeiro a junho de 2011).

Petrobras altera prazo final de apresentação de propostas para arrendamento das Fafens da Bahia e Sergipe

POLITICA LIVRE
Foto: Divulgação/Petrobras
A Fafen-BA iniciou suas atividades em 1971, com foco na produção de fertilizantes nitrogenados
A Petrobras alterou o prazo de entrega de propostas para o arrendamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE) e da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA). As propostas, restritas às três empresas pré-qualificadas deverão ser entregues no dia 9 de agosto. O prazo anterior era até o dia 22 de junho deste ano. Segundo a companhia, vence a empresa que apresentar o maior preço para o arrendamento no período de dez anos, renováveis por mais dez. O fechamento da fábrica nos dois estados do Nordeste foi anunciado em março do ano passado. O motivo, segundo a Petrobras, foi a perda com a produção de fertilizantes. Em 2017 a estatal disse que perda chegou a R$ 600 milhões. No dia 17 de abril, segundo o G1, o juiz federal Ronivon de Aragão determinou a suspensão do processo de hibernação da Fafen-SE, dando um prazo de 30 dias para a suspensão. O pedido foi da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e na terça-feira (16) a Justiça Federal de 1ª Instância da 5ª Região deferiu a solicitação. Já no caso da unidade Bahia, a Petrobras informou que obteve uma decisão favorável revertendo a liminar que suspendia a hibernação da fábrica. Dessa forma, a companhia seguirá com os procedimentos para a hibernação da unidade. A Fafen-BA iniciou suas atividades em 1971, com foco na produção de fertilizantes nitrogenados. Os principais produtos da fábrica são amônia, ureia, gás carbônico e Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32).

Trump cruza fronteira e é o primeiro presidente dos EUA a cruzar a Coreia do Norte

POLITICA LIVRE

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, se encontraram neste domingo (30) na Zona Desmilitarizada que fica entre as duas Coreias. Trump estava na Coreia do Sul desde sábado (29), após o encerramento do G20. Após um simbólico aperto de mãos e breves palavras, Trump cruzou a fronteira e se tornou o primeiro presidente dos EUA a pisar em solo norte-coreano. O cumprimento limitou-se a: “Fico feliz em vê-lo de novo. Jamais esperava vê-lo neste lugar”, disse Kim. “Trata-se de um momento histórico que pretende pôr fim ao conflito na península”, afirmou o líder norte-coreano a jornalistas. Trump, segundo o G1, ao elencar o acontecimento de “coisas bastante positivas” na península por causa da aproximação entre Washington e Pyongyang , aproveitou para anunciar que os dois países começarão a realizar reuniões de trabalho “nas próximas duas ou três semanas” sobre o processo de desnuclearização. O encontro foi a portas fechadas e durou cerca de 50 minutos. O convite para o encontro foi feito por Trump no Twitter na sexta-feira (28). Ele se dispôs a um “aperto de mão” e a “dizer um alô” a Kim Jong-un. O convite foi aceito por Pyongyang poucas horas antes de os dois líderes se reunirem.