MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Produtores de amendoim ampliam as exportações para o mercado europeu


Estimativa nesta safra é que produção chegue a 275 mil toneladas em SP.
70 mil toneladas deverão ser exportadas principalmente para a Europa.

Do Globo Rural

A colheita do amendoim mal começou na região de Jaboticabal, no nordeste de São Paulo, e a safra está quase toda vendida. Os agricultores aumentaram a área plantada visando a exportação do produto. A estimativa nesta safra é que a produção do grão no estado chegue a 275 mil toneladas, com crescimento de 8% em relação ao ano passado. Setenta mil toneladas deverão ser exportadas principalmente para a Europa.
O agricultor Walter de Souza, que produz amendoim há 30 anos, ampliou a área de plantio nesta safra para 900 hectares. Houve aumento de 80 hectares em relação ao ano passado. O produtor, que está otimista com o aumento da exportação do grão, espera colher 4,7 mil toneladas.

Uma cooperativa da região, que reúne 130 agricultores, é responsável por 45% das exportações brasileiras e este ano deve embarcar 32 mil toneladas do grão, com aumento de 30% em comparação com o ano passado. O amendoim estocado já está pronto para seguir até o porto de Santos. A previsão para este ano é produzir 80 mil toneladas do grão na região, mas a meta é atingir cem mil toneladas até 2015.

No RS, mercado dos suínos reage e produtores comemoram


Criadores estão mais aliviados com a reação no preço pago pelo suíno.
Custos de produção também diminuíram com a entrada da safra de verão.

Do Globo Rural

Uma granja independente, uma das maiores do norte do estado, foi prejudicada em 2012. Um dos principais motivos foi o alto custo com alimentação para os 10 mil animais.
“Aqui no Rio Grande do Sul a gente não tem grão suficiente para o volume de suíno produzido, a gente depende muito do grão que vem do Centro-Oeste, mas o custo do frete é caro e o produto chega fora da realidade", explica o criador Roberto Fontana.
Hoje a situação está melhor, o preço do porco reagiu e ajudou o setor. Neste mesmo período em 2012, o valor pago pelo quilo da carne era de R$ 1,80, hoje chega a R$ 2,80, crescimento superior a 50%.
O momento também é favorável para a indústria de beneficiamento da carne. Uma cooperativa de estação, que fica em Getúlio Vargas, também no norte do estado, abate 800 suínos por dia.
A matéria-prima vira embutidos que são revendidos em todo o país por um frigorífico catarinense. Com 450 funcionários, outras 30 vagas de emprego estão abertas desde o início do ano.

Tripulação da Azul ganha novos uniformes inspirados na alta costura

Peças foram criadas para a empresa resultante da fusão entre Azul e Trip.
Trajes resgatam o estilo dos tempos áureos da aviação, diz companhia.

Do G1, em São Paulo

Azul lança novos uniformes para funcionários (Foto: Divulgação/Azul)Azul lança novos uniformes para funcionários (Foto: Divulgação/Azul)

A Azul Linhas Aéreas anuncia nesta quinta-feira (28) novos uniformes inspirados na alta costura. De acordo com a companhia, os trajes resgatam o estilo dos tempos áureos da aviação, com cortes "precisos e sofisticados".
Os novos modelos foram desenvolvidos para a companhia resultante da fusão entre a Azul e a Trip, processo que aguarda autorização dos órgãos reguladores, afirma a Azul. "A decisão de criar um novo uniforme era clara desde o primeiro momento em que as duas empresas tiveram a intenção de se associar", diz, em comunicado.
Os tons de azul nas peças respeitam a identidade visual da empresa, que em novo logotipo traz os tons da Azul e da Trip.
As novas peças foram desenvolvidas para áreas específicas da companhia. Entre os que ganharão novos trajes estão agentes de aeroporto, tripulação de bordo (comissários e pilotos), pessoal de operações de solo e técnicos de manutenção.
"Para cada um foram criados uniformes para as diferentes posições hierárquicas, facilitando a identificação dos líderes de cada equipe. Além disso, a coleção conta com diferentes peças para cada tipo de clima, facilmente adaptáveis aos quatro cantos do país e às estações do ano", diz o cumunicado.

Eles foram criados pela estilista Tereza Santos, diz a empresa, e idealizados pelo diretor de comunicação e marca, Gianfranco Beting.

Casas Bahia traz de volta garoto-propaganda do 'quer pagar quanto?'


Fabiano Augusto volta a participar de campanha da marca após 7 anos.
Ator ficou famoso por protagonizar comerciais da rede por mais de 4 anos.

Do G1, em São Paulo

Fabiano Augusto volta a participar de campanha das Casas Bahia após 7 anos. (Foto: Divulgação)Fabiano Augusto volta a participar de campanha das
Casas Bahia após 7 anos. (Foto: Divulgação)
Depois de 7 anos, o ator Fabiano Augusto voltará a atuar como garoto-propaganda das Casas Bahia. Famoso nacionalmente por protagonizar por mais de quatro anos os comerciais da rede varejista, o ator ficou conhecido pelo bordão "Quer pagar quanto?".
O ator volta em uma ação pontual para anunciar uma campanha promocional durante o mês de março, com estreia em rede nacional marcada para esta sexta-feira (1). Mas, segundo a varejista, o mote desta vez será outro.
Na campanha batizada de "Economiza Brasil", o bordão anunciado pelo garoto-propaganda será: "Nem no meu tempo tinha preço tão baixo assim, gente!”.
A última vez que o ator participou de uma campanha das Casas Bahia foi em 2006. “Fabiano é querido pelos espectadores e é uma lembrança forte e presente na mente dos nossos consumidores”, afirmou, em comunicado, Flávia Altheman, diretora de marketing da Viavarejo – holding que abriga as marcas Casas Bahia e Pontofrio.
O filme foi produzido pela agência Young & Rubicam e a previsão é que fique no ar até o dia 15

Com renúncia de Bento XVI, começa oficialmente o período de Sé Vacante


A partir de agora, ele é Papa Emérito, e conclave escolherá seu sucessor.
'Sou um simples peregrino', disse ele na despedida em Castel Gandolfo.

Do G1, em São Paulo

Membro da Guarda Suíça fecha as portas da residência papal de verão, em Castel Gandolfo, para marcar o fim do pontificado de Bento XVI, nesta quinta-feira (28) (Foto: AP)Membro da Guarda Suíça fecha as portas da residência papal de verão, em Castel Gandolfo, para marcar o fim do pontificado de Bento XVI, nesta quinta-feira (28) (Foto: AP)
A renúncia do Papa Bento XVI começou a valer oficialmente às 20h desta quinta-feira (28) no Vaticano, 16h de Brasília.
Começa assim o período da Sé Vacante, em que a Igreja Católica fica provisoriamente sem líder -geralmente por conta da morte de um Papa e, neste caso excepcional da renúncia.
 A guarnição da Guarda Suíça que acompanhou Bento XVI à residência papal de Castel Gandolfo se retirou do local, e a bandeira papal branca e amarela foi abaixada.
A partir desse momento, a segurança de Bento XVI está garantida pela Gendarmaria Vaticana.
Os aposentos papais no Vaticano também foram trancados, e só voltarão a ser ocupados pelo próximo pontífice.
O site do Vaticano também registrou a situação de Sé Vacante.
Durante a Sé Vacante, os assuntos da igreja ficam sob a responsabilidade do Camerlengo. O atual Camerlengo é o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone.
Papa Emérito
Bento XVI deixou o Vaticano cerca de três horas antes rumo à residência, onde deve ficar cerca de dois meses.
Depois desse período, o agora Papa Emérito, que vai continuar usando o nome de Bento XVI, vai se estabelecer em um mosteiro no Monte do Vaticano, que está sendo reformado para recebê-lo.
Conclave
Agora, os cardeais se organizam para escolher o sucessor, após os oito anos de pontificado de Bento XVI, marcados por controvérsias e escândalos.
O decano do Colégio Cardinalício, Angelo Sodano, deve convocar formalmente nesta sexta-feira, o conclave. A primeira reunião preparatória  para definir a data de início deve ocorrer na próxima segunda, 4 de março, disse informalmente o cardeal de Nápoles, Crescenzio Sepe.
O Papa Bento XVI acena para os fiéis da sacada da residência de Castel Gandolfo, pouco após deixar o Vaticano nesta quinta-feira (28) (Foto: Reuters)O Papa Bento XVI acena para os fiéis da sacada da residência de Castel Gandolfo, pouco após deixar o Vaticano nesta quinta-feira (28) (Foto: Reuters)
'Peregrino'
Ao chegar à pequena vila de Castel Gandolfo, a 30 quilômetros de Roma, Bento XVI disse aos fiéis que o esperavam que agora não é mais pontífice, "mas um simples peregrino encerrando seu caminho nesta terra".
"Obrigado por sua amizade e seu afeto. Como vocês sabem, hoje é um dia diferente dos anteriores. Eu só serei o Sumo Pontífice da Igreja Católica até as 20h. Depois disso, serei simplesmente um peregrino que está começando a fase final de seu caminho nesta terra", disse o alemão Joseph Ratzinger, de 85 anos, da sacada, antes de se recolher ao edifício.
Bento XVI tinha deixado o Vaticano, em um helicóptero da Força Aérea Italiana, às 17h07 locais (13h07 de Brasília).
Antes de embarcar, o pontífice recebeu adeus no Pátio de São Damásio de um grupo da Guarda Suíça e de seus colaboradores da Secretária de Estado. Ele estava de carro, acompanhado de seu secretário, Georg Gänswein.
Os sinos do Vaticano e de todas as basílicas de Roma soaram durante a decolagem do helicóptero, sob aplausos de cardeais, outros religiosos e fiéis.
Renúncia surpreendente
O pontífice alemão havia anunciado em 11 de fevereiro que, no dia 28, renunciaria ao cargo. O anúncio, inédito na história recente da Igreja Católica, foi considerado surpreendente.
Bento XVI argumentou que, por conta da idade avançada, não tinha mais forças para liderar a Igreja Católica, após 8 anos de um mandato que, segundo ele próprio, teve "águas agitadas", como o escândalo do VatiLeaks e as investigaçõeso de casos de pedofilia envolvendo o clero em vários países.
arte trajetória papa bento (Foto: 1)
Cardeais
Na manhã desta quinta, Bento XVI prometeu "incondicional reverência e obediência" ao seu sucessor no Trono de Pedro, ao falar brevemente no seu encontro de despedida com os cardeais.
"Continuarei próximo a vocês em oração, especialmente nos próximos dias, em que elegem o novo Papa, ao qual hoje declaro incondicionais reverência e obediência", disse.
Bento XVI também apelou para que a Igreja Católica permaneça unida, reiterando um apelo que fez várias vezes ao longo de suas aparições públicas desde o dia 11.
O Papa destacou a proximidade, a solidariedade e os conselhos que recebeu dos cardeais em seus oito anos de governo.
"Nestes anos, vivemos com fé momentos belíssimos de luz radiante no caminho da Igreja, ao lado de momentos nos quais as nuvens se condensavam no céu. Tentamos servir a Cristo e a sua Igreja com amor profundo e total, que é a alma de nosso Ministério", disse.
Bento XVI afirmou ainda que o Colégio Cardinalício deve ser "como uma orquestra, na qual a diversidade possa levar a uma harmonia de concórdia".
"Permaneçamos unidos, queridos irmãos, nas preces e especialmente na eucaristia. Assim servimos à Igreja e a toda à humanidade. Esta é nossa alegria, que ninguém nos pode tirar", disse.
Bento XVI disse ainda que a Igreja não é uma "instituição inventada por alguém, construída sobre uma mesa, mas uma realidade viva, que vive se transformando, embora sua natureza continua sendo sempre a mesma, já que sua natureza é Cristo".
'Gratidão'
Os cardeais, representados pelo decano do Colégio Cardinalício, Angelo Sodano,  expressaram sua "gratidão" a Bento XVI por seus anos de pontificado. Sodano disse que Bento XVI foi um "exemplo".
Cerca de 144 cardeais participam do encontro, na Sala Clementina, no Vaticano, segundo Federido Lombardi, porta-voz do Vaticano.
Eles receberam Bento XVI com um aplauso de despedida. Depois, os cardeais se despediram separadamente do pontífice, beijando sua mão.
Alguns cardeais deram presentes ao Papa, segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. Ele não detalhou quais foram os presentes.

Maserati mostra novo MC Stradale antes de Genebra


Esportivo italiano ganha bancos traseiros e novas rodas.
Estreia será no salão suíço, que vai de 7 a 17 de março.

Do G1, em São Paulo

Novo Maserati MC Stradale estreará em Genebra (Foto: Divulgação)Novo Maserati MC Stradale estreará em Genebra (Foto: Divulgação)
A Maserati revelou na última quarta-feira (27) o novo GranTurismo MC Stradale, que tem como principal novidade a instalação de dois bancos traseiros – originalmente, o modelo mais esportivo da gama GranTurismo, lançado em 2011, trazia apenas os assentos dianteiros. Sua estreia será durante o Salão de Genebra, que vai de 7 a 17 de março.
O topo de linha MC Stradale ainda traz capô de fibra de carbono com entrada de ar central, novas rodas de 20 polegadas e novo para-choque traseiro, que mudou o arranjo das saídas do escapamento.
O esportivo italiano mantém o motor 4.7 litros V8, de 459 cavalos de potência, acoplado a um câmbio automatizado de seis marchas – e capaz de levar o MC Stradale à velocidade máxima de 300 km/h, segundo o fabricante.
Saídas do escapamento ganharam novo arranjo  (Foto: Divulgação)Saídas do escapamento ganharam novo arranjo (Foto: Divulgação)

Consumo de combustíveis cresceu 6,1% em 2012, diz ANP


Consumo de gasolina aumentou 11,9% e de diesel, 7%.
Setor passou ao largo da crise, segundo diretor.

Lilian Quaino Do G1, no Rio

Rubens Freitas, superintendente adjunto da ANP, Florival de Carvalho, diretor, e Aurélio César Nogueira Amaral, superintendente de Abastecimento. (Foto: Lilian Quaino/G1)Rubens Freitas, superintendente adjunto da ANP,
Florival de Carvalho, diretor, e Aurélio César
Nogueira Amaral, superintendente de
Abastecimento (Foto: Lilian Quaino/G1)
O consumo de combustíveis no Brasil em 2012 cresceu 6,1% em relação ao ano interior, somando 129,6 bilhões de litros, informou nesta quinta-feira (28) a Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Houve aumento de 7% no consumo de óleo diesel, de 52,2 bilhões de litros em 2011 para 55,9 bilhões de litros. O  consumo de biodiesel creseu no mesmo percentual, segundo a ANP.
Já a gasolina registrou aumento de consumo de 11,9% em 2012, comparando com 2011, quando somou 35,4 bilhões. Em 2012, o consumo chegou a 39,6 bilhões. O etanol hidratado mostrou recuo de 9,6% em 2012, comparado com 2011.
“O setor cresceu 6% em 2012, muito mais do que o PIB, que deve ficar em 1% ou pouco mais. O segmento passou ao largo da crise mundial”, disse Florival de Carvalho, diretor da ANP na abertura do Seminário de Avaliação do Mercado de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis.
Florival de Carvalho anunciou que a agência estuda uma nova regulamentação para aumentar o estoque de combustíveis. Segundo o diretor, a proposta é que as distribuidoras não repassem para o preço dos combustíveis os investimentos para aumentar a capacidade de armazenamento.
“Alguém terá que arcar com o ônus. Mas não gostaríamos de ver aumento no preço dos combustíveis por conta disso. Queremos que o abastecimento cresça sem transtornos”, disse Florival, afirmando que a resolução deve ser publicada ainda no primeiro semestre de 2013.

Sua Eminência, o Presidente Emérito

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Avaliação suprapartidária corrente nos meios políticos traduz o lançamento da candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição como um movimento tático restrito à conveniência do ex-presidente Lula de antecipar o debate eleitoral, porém sem excluí-lo como alternativa em 2014, caso as circunstâncias políticas determinem.
A leitura reforça a percepção comum de que Lula mantém as rédeas da estratégia política do governo, atuando como um presidente paralelo, ou adjunto como provocou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Para não desperdiçar a oportunidade de analogia com Roma, uma espécie de presidente emérito, como sugerem os vaticanólogos aspirar o ex-papa Bento XVI.
São de Lula todos os movimentos estratégicos do governo, inclusive o que se refere aos momentos em que a presidente da República dissimula seu notório fastio para o exercício da política, submetendo-se ao script do seu criador para se dedicar à preservação das alianças destinadas a fidelizar sua ampla e heterogênea base de sustentação.
A cara de paisagem da presidente diante da decisão pública de Lula de trocar o vice-presidente Michel Temer pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com o intuito de evitá-lo como concorrente em 2014, é um sinal ostensivo da submissão do Planalto ao comando político do ex-presidente.
Da mesma forma, a negação pela presidente Dilma do reconhecimento dos êxitos do governo Fernando Henrique, feito no início de seu governo, atende a uma cobrança do PT que jamais engoliu o elogio ao adversário. O momento eleitoral foi a oportunidade para Lula impor a “correção” e deixar o dito pelo não dito.
Seria natural a movimentação do ex-presidente em favor do que chama de projeto de governo popular que propaga desde sua posse, se desenvolvida dentro dos limites que configurassem a liderança da atividade partidária. Mas o ex-presidente jamais se manteve dentro dessa fronteira, fazendo de seu Instituto Lula, uma base de operações que o mantém na cena como a eminência parda , da qual emana o poder real.
Foi para prestigiar o Fórum pelo Progresso Social, promovido pelo Instituto Lula, que a presidente Dilma adaptou programação oficial em Paris, em dezembro passado, ocasião em que os ministros que a acompanhavam foram chamados para uma reunião com o ex-presidente.
Não foi a única: muitas outras ocorreram ostensivamente, dentro e fora do Instituto, uma delas com o então ministro da Educação, Fernando Haddad, que Lula fez ministro, depois prefeito de São Paulo, condição em que Haddad assistiu passivamente o padrinho político comandar a primeira reunião de seu secretariado.
São muitos os exemplos, importando observar que não há a mais remota preocupação em sequer criar pretextos que pudessem justificar partidariamente os encontros. São reuniões administrativas com objetivo claro de estabelecer diretrizes de gestão.
Seria o caso de lembrar a máxima do Conde de La Rochefoucauld, segundo a qual a “hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”, na medida em que o hipócrita a reconhece ao tentar maquiar suas ações ilegítimas, dando-lhes aparência outra. Lula não está preocupado com liturgias públicas, induzindo a plateia à interpretação de que opera ostensivamente para sinalizar quem manda de fato.
Com esse comportamento, espanta que julgue ilegítimo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se manifestar como presidente de honra do PSDB. “Eu acho que ele deveria ficar quieto”, disse, sem se dar ao trabalho de debater o mérito das questões levantadas pelo adversário.
É o mesmo viés autoritário que promove episódios lamentáveis como o das agressões à blogueira cubana Yoani Sanchez, parcialmente impedida de cumprir sua agenda no Brasil por manifestantes vinculados ao PT, cujo propósito único era o de inviabilizar sua programação. É a ação para calar a boca, DNA da doutrina do pensamento único, que predomina no mundo petista.
Pode se entender por aí, porque Lula concluiu da leitura do livro de Doris Kearns Goodwin, sobre a presidência de Abraham Lincoln à época da guerra civil norte-americana, que tem a mesma estatura do ex-presidente dos Estados Unidos, promotor da luta contra a escravidão.
“Fiquei impressionado como a imprensa batia no Lincoln em 1860, igualzinho bate em mim, porque é uma gente que não gosta de progressista”, disse, comparando-se ao estadista americano para, em seguida, propor a criação de uma mídia própria, para fazer circular sua versão de mundo.
FONTE: JOÃO BOSCO RABELLO - ESTADÃO

Fotógrafo clica namorada puxando-o pela mão em vários países


Projeto traz imagens de russa na mesma posição em vários cenários.
Veneza, Hong Kong e Londres foram alguns lugares visitados.

Do G1, em São Paulo

Foto de Murad Osmann para projeto Follow Me em Singapura (Foto: Reprodução/Facebook)Nataly Zakharova segura a mão do namorado em Cingapura (Foto: Reprodução/Facebook)
Um fotógrafo russo quis mostrar ao mundo seu amor pela namorada uma forma inusitada. Durante as viagens do casal por vários países, ele tirou fotos da moça sempre na mesma posição: de costas, puxando-o pela mão.
Foto de Murad Osmann para projeto Follow Me na Áustria- vertical (Foto: Reprodução/Facebook)Nataly na Áustria (Foto: Reprodução/Facebook)
Foto de Murad Osmann para projeto Follow Me em Ravello- vertical (Foto: Reprodução/Facebook)A namorada de Murad Osmann em Ravello, na Itália (Foto: Reprodução/Facebook)
De Veneza a Hong Kong, passando por Bali e pela Áustria, Murad Osmann clicou sua amada, Nataly Zakharova, em diversos cenários pelo seu amado. O projeto foi batizado de "Follow me" (Siga-me).
Confira a seguir algumas das imagens, disponíveis no Facebook de Osmann.
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Foto de Murad Osmann para projeto Follow Me em Brandenburg Gate- vertical (Foto: Reprodução/Facebook)Na Ponte de Brandenburgo, em Berlim (Foto: Reprodução/Facebook)Foto de Murad Osmann para projeto Follow Me na Disney-vertical (Foto: Reprodução/Facebook)Na Disney de Hong Kong (Foto: Reprodução/Facebook)
Foto de Murad Osmann para projeto Follow Me em - (Foto: Reprodução/Facebook)Nataly em Moscou, onde mora o casal (Foto: Reprodução/Facebook)
Foto de Murad Osmann para projeto Follow Me em Hong Kong- vertical (Foto: Reprodução/Facebook)Em Hong Kong (Foto: Reprodução/Facebook)
Foto de Murad Osmann para projeto Follow Me em Bali- vertical (Foto: Reprodução/Facebook)Com a paisagem de Bali (Foto: Reprodução/Facebook)
Foto de Murad Osmann para projeto Follow Me em Veneza-vertical (Foto: Reprodução/Facebook)Com máscara de carnaval em Veneza (Foto: Reprodução/Facebook)
Foto de Murad Osmann para projeto Follow Me com Frankenstein- vertical (Foto: Reprodução/Facebook)Brincando com o personagem Frankenstein (Foto: Reprodução/Facebook)
Foto de Murad Osmann para projeto Follow Me em Hong Kong- vertical (Foto: Reprodução/Facebook)Nas ruas de Hong Kong (Foto: Reprodução/Facebook)
Shard, o prédio mais alto da Europa ocidental, em Londresvertical-  (Foto: Reprodução/Facebook)Em Londres, na frente do Big Ben (Foto: Reprodução/Facebook)
Murad Osmann com a namorada Nataly Zakharova (Foto: Reprodução/Instagram)Murad e Nataly de frente (Foto: Reprodução/Instagram)

Tradicional hotel de luxo de Paris coloca móveis à venda


Funcionando desde 1909, Crillon vai passar por renovação total até 2015.
Local já recebeu Chaplin, Jackie O. e Madonna; diária chega a 8.000 euros.

Do G1, em São Paulo
Hotel de Crillon, em Paris (Foto: Miguel Medina/AFP Photo)Uma das suítes do Hôtel de Crillon, em Paris (Foto: Miguel Medina/AFP Photo)
Um dos hotéis mais antigos e luxuosos de Paris vai colocar alguns de seus móveis à venda.
O Hôtel de Crillon, que funciona desde 1909, vai fechar no próximo dia 30 de março para passar por uma renovação completa que deve durar até 2015.
Hotel de Crillon, em Paris (Foto: Miguel Medina/AFP Photo)Móveis de quartos do hotel, decorado no estilo de Luís XV (Foto: Miguel Medina/AFP Photo)
Entre os dias 18 e 22 de abril, 3.500 móveis e objetos de seus ambientes decorados no estilo do século 18 serão levados a um leilão em Paris.
O Hotel de Crillon fica na famosa Place de la Concorde, em um edifício construído a mando do rei Luis XV no século 18 e que serviu de residência para membros da nobreza.
Hotel de Crillon, em Paris (Foto: Miguel Medina/AFP Photo)A fachada no Crillon, localizado na famosa Place de la Concorde (Foto: Miguel Medina/AFP Photo)
Entre os hóspedes ilustres que se hospedaram lá estão chefes de estados como o ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt e o ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill, além da ex-primeira dama amricana Jackie Kennedy Onassis e de estrelas como Charlie Chaplin, Elizabeth Taylor, Sophia Loren, Madonna, Arnold Schwarzenegger e John Travolta.
Hotel de Crillon, em Paris (Foto: Miguel Medina/AFP Photo)Ambiente de uma das maiores suítes do Crillon (Foto: Miguel Medina/AFP Photo)
O preço da diária de suas suítes pode superar 8.000 euros.
Além dos móveis, prataria, porcelanas, tapeçaria, objetos de iluminação e vinhos raros farão parte do leilão.

Começa período de liquidação no comércio de Salvador e região


Sete mil pontos de vendas estão credenciados para participar de promoção.
Liquida Salvador faz 15 anos em 2013 e deve movimentar R$ 500 milhões.

Do G1 BA

Liquida Salvador (Foto: Tatiana Dourado/G1)Liquida Salvador acontece na capital e na região
metropolitana (Foto: Tatiana Dourado/G1)
A Liquida Salvador, evento que traz promoções em diversos setores do comércio na capital baiana e nos municípios de Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho, na região metropolitana, começa nesta quinta-feira (28). De acordo com informações da Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL), as liquidações abrangem sete mil pontos de vendas. As promoções seguem até o dia 10 de março.
A expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador é que entre esta quinta-feira (28) e o dia 10 de março a Liquida movimente cerca de R$ 500 milhões no comércio da capital e região metropolitana.
Nesta edição, a liquidação comemora 15 anos  e irá sortear um apartamento, um carro, 10 caminhões de prêmios e 10 motocicletas para quem comprar nos estabelecimentos comerciais que participam da Liquida.
Segundo a CDL, cada R$ 25 em compras nas lojas credenciadas dá direito a um cupom para os sorteios. Quem pagar utilizando os serviços da máquina Redecard receberá o dobro de cupons. O sorteio dos prêmios será realizado no dia 23 de março, às 10h, na Praça Municipal, aberto ao público.

Eliana Calmon recebeu R$ 84 mil para 'alimentação'


Valor recebido por ministra do STJ foi retroativo de benefício respaldado em norma do CNJ e que não exige dos juízes comprovante de despesas

Eliana Calmon, ministra do STJ
No total, ministra recebeu em setembro mais de 110 000 reais no contracheque (Roosewelt pinheiro/ABr)
Cortejada pelo presidente do PSB Eduardo Campos para se candidatar a uma cadeira no Senado ou ao governo da Bahia, a ministra Eliana Calmon, vice-presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça (STJ), recebeu em setembro do ano passado, de uma só vez, 84 800 reais a título de auxílio alimentação. Naquele mês, o contracheque de Eliana bateu em 113 009,50 reais.
A ministra ganhou notoriedade em sua gestão na Corregedoria Nacional de Justiça, entre 2010 e 2012, período em que conduziu com rigor inspeções disciplinares nos tribunais, em busca de irregularidades em supercontra-cheques de magistrados. Eliana denunciou "bandidos de toga" e colecionou desafetos em cortes estaduais com seu estilo combativo. Atribuíam a ela projeto de cunho político eleitoral, o que sempre refutou.
A verba de alimentação, da qual ela se beneficiou, tem respaldo em norma do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que incorpora a vantagem ao subsídio dos magistrados de todo o país. A concessão é prevista na Resolução 133 do CNJ. Em junho de 2011, o colegiado, sob presidência do ministro Cezar Peluso, aprovou a medida que dispõe sobre a simetria constitucional entre magistratura e Ministério Público e equiparação de vantagens, como o plus de 710 reais a título de alimentação. O valor cai todo mês na conta da toga. Os juízes não têm de exibir recibos de despesas.
Retroativo – Em setembro, o Tesouro depositou na conta da ex-corregedora o valor acumulado do período retroativo a cinco anos da data da concessão do benefício, ou seja, de 2006 a 2011. A remuneração regular da ministra, de 25 386,97 reais, foi acrescida dos 84 800 sob a rubrica "indenizações". Com descontos da Previdência e do Imposto de Renda, ela recebeu 104 760,01 reais no total.
"Efetivamente, recebi em setembro de 2012 acumulado do benefício intitulado auxílio alimentação", disse a ministra do STJ. "O auxílio é automático, sem exigência de recibo de comprovação." Eliana recebe o auxílio-alimentação – assim como seus colegas da corte –, além de 2 792,56 reais (sem imposto sobre esse valor) como abono de permanência porque já conta tempo para se aposentar, mas permanece na ativa.
Seu holerite, como o dos outros ministros, é público. Pode ser acessado na página do STJ na internet. Há alguns dias, cópia do contracheque da ministra começou a circular em e-mails de magistrados que ainda não receberam o pagamento acumulado. Alguns intitulam as mensagens como "Eliana é 100", em alusão aos mais de 100 000 reais que ela recebeu em um único mês.
Muitos magistrados revelam desconforto com a situação. A resolução do CNJ autorizou o benefício alimentação. Posteriormente, a Associação dos Juízes Federais (Ajufe), que os representa, foi ao Conselho da Justiça Federal (CJF) e pleiteou retroatividade dos cinco anos. Os magistrados estão recebendo o valor mensal de 710 reais, mas até agora não há previsão para que a verba correspondente àquele período acumulado seja liberada para a toga – nem os juízes federais nem os do Trabalho receberam. Os ministros dos tribunais superiores, exceto os do STF, garantiram sua parte. Os juízes assinalam que estão na expectativa de terem assegurado direito decorrente da simetria reconhecida pelo CNJ.
Justificativa – Eliana Calmon disse que a partir de dezembro de 2011 passou a constar de seu contracheque a rubrica auxílio-alimentação. A primeira parcela paga, informou a ex-corregedora nacional da Justiça, foi no valor de 5 131,37 reais. "A partir de janeiro de 2012 passei a receber 710 reais mensalmente, o que se estende até a presente data, com exceção do mês de setembro do ano passado, quando recebi o montante de 84 743,19 reais", esclareceu a ministra.
Ela explicou que o valor relativo ao acumulado foi de 65 745,41 reais, mais 18 686,17 de juros de mora e 311,61 reais "de parcela que não está identificada a que se refere, com o registro simples de auxílio alimentação". Eliana Calmon condena a "péssima forma de remuneração da magistratura, com parcelas e parcelas, algumas permanentes e outras transitórias". Calmon destacou que "o auxílio alimentação é recebido por todos os ministros, ou, melhor, por todos os magistrados federais de primeiro, segundo e terceiro graus".
O Conselho da Justiça Federal (CJF) informou que "já concedeu esse direito (pagamento do acumulado em 5 anos) aos juízes federais, mas ainda não pagou por falta de verba orçamentária". Segundo o CJF, a Secretaria-Geral do Conselho não dispõe de levantamento sobre o montante que terá que desembolsar. A verba para essa demanda não entrou no orçamento de 2013."
(Com Estadão Conteúdo)

Lula é mesmo o nosso Lincoln? Ou: A safadeza e a sem-vergonhice como atos heroicos

Luiz Inácio Lula da Silva, quem diria?, recorreu a Lincoln para justificar as safadezas e a sem-vergonhice do mensalão. O que há de mais interessante nisso? Trata-se, pela primeira vez, de uma confissão, ainda que feita de alusões e silêncios. Vamos lá.
O Apedeuta compareceu nesta quarta a um evento em comemoração aos 30 anos da CUT. E, como é de seu feitio, jogou palavras no ventilador. O homem que já se comparou a Jesus Cristo — a parte da cruz, é evidente, ele dispensa porque até greve de fome ele furava chupando escondido balas Juquinha — anda com inveja da notoriedade que Lincoln voltou a adquirir nos últimos tempos… Que coisa! Quando Barack Obama foi eleito presidente dos EUA, em 2008, o Babalorixá de Banânia torceu o nariz. Não viu nada de especial naquilo, não. Grande coisa um negro na Casa Branca! Ele queria era ver um operário sentar naquela cadeira. Não sei se vocês entenderam a sutileza do pensamento…
No discurso que fez no aniversário da central sindical que responde hoje por boa parte do que há de mais atrasado no Brasil em matéria de corporativismo, que infelicita a vida de milhões de brasileiros, abusando daquele estilo informal que alça a tolice à condição de categoria de pensamento, Lula afirmou:
“Nós sabemos o time que temos, sabemos o time dos adversários e sabemos o que eles estão querendo fazer conosco. Acho que a bronca que eles tinham de mim é o meu sucesso e agora é o sucesso da Dilma. Eles não admitem que uma mulher que veio de onde ela veio dê certo porque a onda pega. Daqui a pouco, qualquer um de vocês vai querer ser presidente da República. Essa gente nunca quis que eu ganhasse as eleições. Nunca quis que a Dilma ganhasse as eleições. Aliás, essa gente não gosta de gente progressista. Esses dias eu estava lendo, eu ando lendo muito agora, viu, Gilberto [referia-se a Gilberto Carvalho], o livro do Lincoln e fiquei impressionado como a imprensa batia no Lincoln em 1860. Igualzinho bate em mim. E o coitado não tinha computador. Ele ia para o telégrafo, esperando tic tic tic. Nós aqui podemos xingar o outro em tempo real. (…)”
Lula já declarou que detesta ler. Não conseguiu enfrentar sem dormir, segundo confessou, um romance curtinho de Chico Buarque. Faz sentido. Terá encarado a pedreira de “Lincoln”? Talvez tenha assistido ao filme de Steven Spielberg, de uma chatice que chega a ser comovente!!!, e olhem lá… O vocabulário a que recorreu me faz supor que andou mesmo é lendo briefing de assessoria. Há anos, muitos anos mesmo!, divirto-me identificando dedicação metódica nas bobagens que diz. Em muitos aspectos, Lula é a personagem mais “fake” da política brasileira. Todas as coisas estúpidas que solta ao vento nascem de um cálculo.
A facilidade com que as asneiras vão brotando de sua boca faz supor uma personagem algo ingênua, que conserva a autenticidade popular e o frescor natural do povo. Huuummm… Isso pode agradar a alguns subintelectuais do Complexo PUCUSP, que sonham com esse misto de torneiro mecânico e Tirano de Siracusa, uma coisa assim de “rei filósofo que veio da graxa”… Trata-se de uma fantasia! Lula é chefe de uma máquina que se apoderou do estado brasileiro — e parte considerável dessa máquina, a sua ala, digamos, heavy metal, é justamente a CUT. Ali se concentra, reitero, boa parte do atraso brasileiro. Mas retomo o fio.
O vocabulário a que Lula recorreu é coisa de assessoria mesmo, de briefing. Dinheiro não falta a seu instituto para contratar sabidos. O livro “Lincoln” a que ele se refere, base do filme de Spielberg, certamente é a biografia escrita por Doris Kearns Goodwin, cujo título em inglês é “Team of Rivals: The political Genius of Abraham Lincoln”. Agora voltemos lá à sua fala. O “team” do presidente americano era uma “equipe”, mas Lula preferiu a outra acepção, que também serve para uma disputa futebolística, jogo metafórico em que ele é mesmo imbatível. No fim das contas, faz tudo parecer uma pelada. Vejam lá: ele diz saber o que os adversários querem fazer com “eles”, os petistas… Muito provavelmente, querem ganhar o “jogo”, também entendido, em sua monomania metafórica, por “eleição”. O nosso “Lincoln” de Garanhuns transforma a pretensão legítima dos adversários numa espécie de conspiração e ato criminoso. Não por acaso, no dia anterior, recomendou a FHC que, “no mínimo”, ficasse quieto e colaborasse para que Dilma fizesse um bom governo. O nosso grande patriarca criminaliza a ação política de seus oponentes. Ela se confunde com sabotagem.
No discurso, também sobraram críticas à imprensa, como de hábito. Embora os petistas deem hoje as cartas em boa parte das redações do país — quando não estão no comando, compõem o caldo de cultura que transforma bandidos em heróis e, se preciso, heróis em bandidos —, o nosso o Lincoln de São Bernardo ainda não está contente com a sujeição. Quer mais. Enquanto restar um texto independente no país, ele continuará a vociferar contra a “mídia”. Adicionalmente, os petistas contam ainda com a súcia financiada por estatais que faz seu trabalho criminoso passar por jornalismo. Vamos ao ponto.
Assumindo o mensalão
O Babalorixá de Banânia comparou-se a Lincoln —  a exemplo do que se deu com Cristo, ele também dispensa a parte sacrificial… — no suposto tratamento que a imprensa dispensaria a ambos. Besteira! Parte da imprensa americana apoiava Lincoln, parte não. A geografia da guerra civil, é evidente, pautava em boa medida críticas e elogios. Uma coisa é certa: jamais ocorreu ao presidente americano tentar censurá-la, como fez Lula no Brasil mais de uma vez. Até porque não conseguiria. Estava empenhado na aprovação da 13ª Emenda, a que proíbe a escravidão nos EUA, mas subordinado à Primeira Emenda, a que impede a censura do Estado. O Congresso não pode nem mesmo legislar a respeito de limites à liberdade de expressão.
A alusão a Lincoln, de fato, remete a outra coisa, bem mais dolosa do ponto de vista intelectual, ético, moral, político e histórico. A relação de Lula e dos petistas com o mensalão passou por diversas fases. Houve a primeira, a da admissão do erro, com pedido de desculpas. Durou pouco. Veio em seguida a acusação de “golpe das elites”, forjada por um oximoro reluzente: “intelectuais petistas”. Depois, chegou a da negação: “O mensalão nunca existiu”. E agora estamos diante da quarta, e é neste ponto que Lula decidiu pegar carona na vida de Lincoln: os crimes dos mensaleiros teriam sido atos heroicos.
Como assim?
O republicano Lincoln, e o filme dá grande destaque a essa passagem, retardou o fim da guerra civil para poder aprovar a 13ª emenda, que proibiu a escravidão no país, e, sim, literalmente comprou o apoio de alguns democratas, especialmente de congressistas que não tinham sido reeleitos. A moeda principal foram cargos no governo federal, mas também houve dinheiro. Eis aí: é precisamente nesse ponto que Lula pretende, no que me parece uma forma de confissão, colar a sua biografia à do presidente americano.
Eis um debate interessante, que remete a fundamentos da moral individual e da ética pública: a transgressão de um princípio para pôr fim a uma ignomínia, como a escravidão, é aceitável? Ao comprar o voto daqueles parlamentares com um propósito específico, de que outros males — imaginem aí — Lincoln estava livrando os EUA? No mínimo, pode-se supor que o fim do conflito poria termo apenas ao primeiro ciclo da guerra civil, porque outro estaria sendo contratado. Um fundamento ético ou moral, que é sempre abstrato, revela a sua força quando aplicado. Vamos ao exemplo mais elementar: todos sabemos que é errado matar como princípio geral, mas nem por isso cabe hesitação quando há apenas duas alternativas: matar ou morrer. Se não matar vira sinônimo de morrer, matar, então, é a única alternativa de que dispõe a vida. Nesse caso, anula-se a diferença moral entre não matar e matar. É por isso que a ética da guerra — e ela existe —, por mais que pareça funesta (e, em certa medida, é mesmo), modula os modos da morte.

A política não é, e nunca foi, um exercício de santos. Com frequência, governantes os mais virtuosos tiveram de recorrer a expedientes que nem sempre foram de seu agrado para realizar tarefas necessárias que, de outra sorte, não se realizariam. No mundo da ética e da moral aplicadas, muitas vezes somos obrigados — e o governante mais do que do que qualquer um de nós — a escolher o mal menor porque o nosso princípio abstrato já não encontra lugar na realidade corrompida. Apelando a uma dicotomia conhecida, de Max Weber, nem sempre a ética da responsabilidade, que é a do homem público, atende a todas as exigências da ética da convicção, que é a do indivíduo.

Voltemos a Lula. Por que mesmo o seu partido fez o mensalão? Com que propósito? Se o ato de Lincoln não era, em si (e não era!), um exemplo de pureza e não poderia, pois, aspirar à condição de uma norma abstrata (“compre parlamentares sempre que precisar”), seu desdobramento prático livrou os EUA de diabólicos azares — além, evidentemente, de conferir mais dignidade a milhões de pessoas submetidas à ignomínia da escravidão. O peculatário que enfiou a mão em quase R$ 80 milhões do Banco do Brasil pretendia o que mesmo? Aquela súcia de vagabundos que roubou dinheiro público estava a serviço de que causa?

Lincoln tinha em mente um país, e não foi sem grande sofrimento pessoal — até o sacrifício final — que levou adiante o seu intento. Estava, efetivamente, consolidando uma república federativa. O mensalão, ao contrário, os fatos falam de forma eloquente, foi uma tentativa de golpear as instituições e de transformar a compra de votos numa rotina. Estava em curso a formação de um Congresso paralelo e de uma República das sombras.

Não deixa de ser interessante que Lula tenha feito esse discurso asqueroso na CUT. Não se esqueçam de que, nas lambanças do mensalão, ficamos sabendo que a turma queria usar a central sindical para criar um… banco dos companheiros! Eis o nosso Lincoln! Aquele atuou para pôr fim à vergonha da escravidão. O nosso, para criar um modelo que eternizasse o seu partido no poder.

Lula deveria, no mínimo, ficar de boca fechada.
Por Reinaldo Azevedo

No Japão, turistas são enterrados até o pescoço em 'banho de areia'


Tradição é típica de região vulcânica de águas termais.
Acredita-se que experiência ative a circulação e elimine impurezas.

Do G1, em São Paulo

Pessoas são enterradas em areia vulcânica de Ibusuki, no Japão (Foto: Travel Ink/Getty Images)Visitantes são enterrados em areia vulcânica de Ibusuki, no Japão (Foto: Travel Ink/Getty Images)
Ser enterrado até o pescoço na areia pode parecer aflitivo para algumas pessoas, mas há um lugar no Japão onde essa experiência é uma das principais atrações turísticas.
Com mais de mil mananciais de águas termais que podem atingir a temperatura de até 100°C, a região de Ibusuki, no sul do país, é famosa não só pelos banhos quentes tradicionais, mas também pelo “sunamushi”, tradição na qual as pessoas são submersas em areia vulcânica.
Pessoas são enterradas em areia vulcânica de Ibusuki, no Japão (Foto: Sylvain Grandadam/Getty Images)Duas pessoas durante o 'banho de areia' (Foto: Sylvain Grandadam/Getty Images)
Usando apenas um quimono de verão típico japonês, os visitantes são enterrados na areia morna por mulheres usando pás.
Acredita-se que esses “banhos de areia” tenham efeitos medicinais e estéticos, pois ajudariam a estimular a circulação sanguínea, a eliminar as impurezas do organismo e a deixar a pele mais macia.
O tempo recomendado para que se obtenha os benefícios alegados é de no mínimo 10 minutos, mas há quem aguente ficar mais tempo.
Ibusuki fica no distrito de Kagoshima, na ilha de Kyushu.

FATOS DO GOVERNO MILITAR




Filha de Presidente Milico ( INDELETÁVEL )

ASSIM SÃO ESSES ESTRANHOS MILICOS!

Sou casado com a Isolda Médici Crisostomo, sobrinha e afilhada de
batismo do Presidente Médici, tanto que ele 1970 (como Presidente) foi
a Bagé para ser nosso padrinho de casamento.
Mas o que gostaria de repassar são duas historias verídicas, para
ressaltar o caráter deste Presidente Militar.
Em uma ocasião, durante seu governo, foi construída uma estrada
moderna unido as cidades de Bagé e Livramento. O Presidente Médici tem
uma fazendola (digo isto porque ela é realmente pequena), herança de
seus avos. Acontece que esta fazendola, quando do projeto inicial, não
estava no eixo desta estrada moderna. Médici foi consultado para saber
se gostaria, se com um pequeno ajuste, a estrada viesse a passar na
fazendola. A reação do Presidente foi imediata; proibiu que se fizesse
alteração no projeto com este objetivo.

Em outra ocasião sabedor que haveria um aumento no preço da carne, por
repasses de vantagens do Governo, mandou que seu filho Sérgio vendesse
uma "ponta" de gado, que já estava pronta, ANTES do aumento, para que
não viessem a dizer ele se beneficiou com ao aumento.
O Presidente Médici não morreu pobre, afinal veio da classe média e
nela permaneceu. Morreu com o mesmíssimo patrimônio que tinha ao
chegar à Presidência. Seus filhos, noras, netos e demais familiares
jamais tiraram vantagens econômicas pelo cargo de seu parente ilustre.
Este e outros exemplos nos enchem de orgulho, de ter o PRESIDENTE
MEDICI deixado este legado de honra, civismo e respeito ao Povo
Brasileiro.

Pouco depois que cheguei a Berlim, o Presidente Geisel visitou a
Alemanha. o Prefeito Stobbe subiu a escada do avião e recebeu Geisel
no alto da escada e desceu com ele. Eu estava em baixo e havia dias
antes feito a visita habitual ao Prefeito. Quando cumprimentei Geisel,
o Prefeito disse mais ao menos isso em alemão: "Presidente, o seu
Cônsul deve ser muito importante, pois acabou de chegar e já trouxe o
Presidente a Berlim" Geisel sorriu.Uns meses despois a filha Lucy
esteve em Berlim num programa cultural.Acompanhei-a durante o dia.
Perguntei a ela se o pai falava alemão. Respondeu que não, talvez
tivesse uma vaga noção. Explicou que sua mãe falava alemão, mas que o
pai de Geisel era muito rigoroso e no tempo da guerra, como era
proibido falar alemão, seu avô (opai de Geisel) fazia questão que se
falasse só português em casa e não ensinou alemão aos filhos.

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ASSIM SÃO ESSES "ESTRANHOS" "MILICOS"!E falava-se horrores do
Andreazza...Que estaria riquíssimo, que teria ganho de presente das
empreiteiras, um edifício na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, que
não tinha mais onde guardar dinheiro.
Não sei se Amália Lucy Geisel ainda estará viva. Pouco mais velha
doque eu, tinha alguns problemas de saúde. Pois bem: ela era
Professora do Colégio Pedro II e, mesmo quando o pai era Presidente,
ia de casa ao trabalho de ônibus. Cansei de encontrá-la neles, ela e
eu a caminho do centro do Rio. Meu pai chamava isso de "os três dês do
milico": decência, decoro, discrição". Primeiro, morreu o Cel. Mário
Andreazza. Quando Ministro dos Transportes, foi responsável pela
construção da ponte Rio-Niterói, obra que teve empréstimo inglês de 2
bilhões dedólares (Sim! Dois bilhões! De dólares!). Por ocasião de sua
morte, seus 37 colegas de turma tiveram de fazer uma vaquinha para que
o corpo pudesse ser transladado para o Rio Grande do Sul.

Portanto, depois de gerenciar tanta verba pública, bem administrada,
diga-se de passagem, morreu pobre. Já em 2003, foi a vez de Dona Lucy
Beckman Geisel. Seus últimos anos de vida, viveu de forma pobre e
discreta. Morreu em acidente de carro na lagoa Rodrigo de Freitas. Ano
passado, foi a vez de dona Dulce Figueiredo, que ficou viúva em1999,
do último Presidente militar.
Em 2001, devido a problemas financeiros, teve que organizar um leilão
para vender objetos pessoais do marido. Foi a forma que encontrou para
sobreviver dignamente.

Faça suas comparações com os políticos de hoje e compare o estilo de
vida do último presidente brasileiro, de sua mulher, que frequentam o
mais caro cabeleireiro do Brasil, as mais caras butiques, os mais
caros cirurgiões plásticos, gastou os mais altos valores do cartão de
crédito, que não precisava prestar contas. Nunca fez um trabalho
social pelo Brasil. Só o que fez foi viajar com o marido por todos os
lugares do mundo, às expensas do suor dos brasileiros
trabalhadores.Seus filhos enriqueceram da noite para o dia.
Isto é que são políticos "populares".
Tirem suas conclusões.

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Fifa amplia punições por manipulação de resultados na Itália

Agência Reuters

A Fifa anunciou na quarta-feira, 26, que ampliou para nível mundial o afastamento de 70 jogadores e dirigentes da Itália por suspeita de envolvimento com manipulações de resultados no futebol. Quatro pessoas da Coreia do Sul também foram punidas.
Das 70 suspensões definidas pela Federação Italiana de Futebol, 11 são vitalícias. A Fifa disse que os atingidos tiveram "envolvimento direto ou omissão em relatar manipulação de resultados, apostas ilegais ou organização (formação de quadrilha) para atos de corrupção".
Nesta semana, a Fifa já havia anunciado que 58 jogadores e dirigentes do futebol chinês ficariam suspeitos mundialmente por causa de envolvimento com manipulações de resultados.
A entidade que controla o futebol mundial se mostra particularmente preocupada em reprimir a corrupção no futebol depois que a Europol (agência policial europeia) anunciou em 4 de fevereiro que 680 partidas estavam sob suspeita de terem sido manipuladas por uma quadrilha de Cingapura.
O futebol asiático foi atingido por um novo escândalo na quarta-feira, quando 24 jogadores do Líbano foram punidos devido à suspeita de manipulação em jogos internacionais e regionais.

Dilma desafia FHC e volta a trocar farpas com tucanos


Presidente acusou oposição de provocar "instabilidade" sobre ameaça de racionamento de energia

A presidente Dilma Rousseff usou o seu discurso de comemoração dos dez anos de criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, para reafirmar os fundamentos econômicos de seu governo. Dando prosseguimento à troca de farpas com os tucanos, Dilma acusou a oposição de provocar "instabilidade" ao alardear a ameaça de racionamento de energia no País, lembrando que estas vozes "se calaram" quando o racionamento não aconteceu.

A presidente também desafiou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao dizer que foi o governo do PT que criou o cadastro para as famílias receberem benefícios sociais. "É conversa que tinha cadastro. Nós levamos um tempão para fazer", atacou Dilma.

Pouco antes, de forma contundente, a presidente usou números de sua administração para "lustrar" a política macroeconômica do governo, se contrapor aos tucanos e neutralizar o discurso do senador Aécio Neves (PSDB-MG): "Quando no Brasil, no passado, a gente teria uma relação dívida-PIB de 35%? Quando? Quando, no passado, na área externa, com as nossas reservas?"

Na troca de farpas entre tucanos e petistas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nessa terça que Fernando Henrique Cardoso "deveria, no mínimo, ficar quieto". FHC havia chamado Dilma na de "ingrata".

Não só a presidente Dilma, mas os ministros palestrantes ignoraram qualquer feito dos governos passados. A maior parte dos slides apresentava dados a partir de 2003, quando foi iniciado o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de reiterar que seu governo manteve "a inflação sob controle", "a política de câmbio flexível" e "uma política de robustez fiscal" Dilma destacou que era preciso ter "vontade política" para fazer o Bolsa Família, o Brasil sem Miséria e o Brasil Carinhoso. Em seguida, passou a se vangloriar das medidas adotadas pelo ex-presidente Lula de criar toda "uma engenharia, uma tecnologia social" e "criar um cadastro, porque não existia cadastro".



Fonte: ae

Caminhada em homenagem às vítimas reúne centenas em Santa Maria


Manifestantes cobraram punição dos responsáveis e levaram fotos dos mortos no incêndio

Um mês depois da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, que deixou 239 mortos, esta quarta-feira foi um dia de homenagens e pedidos de justiça no Centro do Estado. No início desta noite, centenas de pessoas se reuniram na Praça Saldanha Marinho, região central da cidade, para fazer uma caminhada em solidariedade às famílias das vítimas do incêndio.



O objetivo da manifestação era pedir a punição dos responsáveis pela tragédia na boate. A caminhada foi até a Igreja Nossa Senhora de Fátima, na avenida Presidente Vargas, onde uma missa estava marcada para começar às 20h. Ao mesmo tempo, outra missa foi celebrada na basílica da Medianeira.

Os manifestantes carregaram faixas e cartazes pedindo justiça. Fotos de vítimas também foram levadas para o ato. A caminhada teve a participação de três integrantes da “Familias por La Vida”, da Argentina, que reúne sobreviventes e pais dos 194 jovens mortos em 2004 no incêndio em uma boate de Buenos Aires. Nilda Gomes, Lila Tello e Silvina Gomes permanecem em Santa Maria até esta quinta-feira e conversaram com representantes da Associação de Familiares e Vítimas da Tragédia de Santa Maria.

Sem fins lucrativos, a organização foi oficializada no sábado. O objetivo do grupo, além de fornecer suporte emocional aos envolvidos, é cobrar resultados das investigações sobre o incêndio e os direitos dos parentes na Justiça.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 239 pessoas mortas.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

Com informações do repórter Renato Oliveira



Fonte: Correio do Povo


Supremo libera Congresso para analisar vetos sem ordem prévia

Liminar de Carlos Fux havia suspendido votação sobre a lei dos royalties

Supremo derruba liminar de Fux sobre vetos presidenciais
Crédito: José Cruz / ABr /CP
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, por 6 votos a 4, derrubar a liminar que obrigava o Congresso Nacional a analisar 3 mil vetos presidenciais em ordem cronológica, concedida no final do ano pelo ministro do STF Luiz Fux. Desta forma, o Legislativo poderá apreciar os vetos segundo conveniência política, inclusive os relativos à nova Lei dos Royalties do petróleo.

Como consequência da liminar, o Congresso teria de apreciar os mais de 3 mil vetos pendentes de votação antes de analisar os royalties. Diante do impasse provocado, o governo concluiu que era inadequado votar o orçamento deste ano antes do julgamento desta quarta-feira.

Os ministros analisaram apenas a liminar concedida por Fux no fim do ano passado e não concluíram a discussão sobre a legalidade do acúmulo de vetos. Segundo a Constituição, os vetos presidenciais devem ser apreciados em 30 dias, sob risco de trancamento de pauta, o que nunca foi seguido. O plenário optou por manter o processo em andamento e decidir sobre essa questão mais tarde.

A maioria reconheceu a gravidade do descumprimento das regras da Constituição e defendeu a correção do erro no futuro. Os ministros entenderam, no entanto, que uma intervenção do Supremo causaria mal maior, ao criar insegurança jurídica e atrapalhar o trabalho futuro do Legislativo. Vários ministros também citaram o princípio de separação entre os Poderes e criticaram o uso de mandado de segurança para tratar de uma questão constitucional mais ampla.

Votação

Após o voto de Fux, Teori Zavascki abriu a divergência alegando que uma interpretação rígida da Constituição levaria o Congresso a um “futuro caótico” e “estenderia o manto de insegurança jurídica de todas as deliberações nos últimos 13 anos”. A emenda à Constituição com regras sobre os vetos foi aprovada em 2001.

Para Rosa Weber, a liminar estava “quase impedindo o Congresso de legislar”. Dias Toffoli entendeu que a Constituição não impõe uma ordem cronológica de votação e que o Congresso tem liberdade para priorizar determinadas questões políticas, assim como faz o Supremo. Gilmar Mendes defendeu que esse tipo de assunto seja levado a plenário o quanto antes, enquanto Ricardo Lewandowski elogiou a “coragem” de Fux ao decidir a questão sozinho, em dezembro do ano passado.

Seguiram Fux os ministros Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Eles criticaram a “hipertrofia do Executivo” e alegaram que nada justifica o descumprimento da Constituição. Segundo Marco Aurélio, o sistema atual permite um “massacre da minoria pela maioria” no Congresso Nacional, sem respeito pelo processo legal.

Durante o julgamento, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, pediu a palavra cobrando uma resposta mais clara do Supremo sobre a solução que será dada aos 3 mil vetos pendentes. Os ministros disseram que isso deve ser analisado mais tarde, no julgamento do mérito. Também não se pronunciaram claramente sobre a legalidade de tudo que já foi e deve ser votado, como o Orçamento de 2013.



Fonte: AE e Agência Brasil

Legislação garante direitos especiais a portadores de câncer

Alan Tiago Alves A TARDE

  • Elói Corrêa | Arquivo | Agência A TARDE
    Pacientes têm direito de receber medicação pelo SUS
Mais de 500 mil novos casos de câncer devem ser registrados no Brasil esse ano, 20 mil (entre homens e mulheres) somente no estado da Bahia, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão do Ministério da Saúde. Com o diagnóstico de quase 13 milhões de casos a cada ano, em todo o mundo, a estimativa é de que, em 2030, 27 milhões de casos incidentes de neoplasias sejam diagnosticados, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar do crescimento no número de casos, muitos pacientes desconhecem que têm direitos especiais garantidos pela legislação brasileira.
Aos acometidos pela doença, são assegurados benefícios como isenção de pagamento do Imposto de Renda que incide sobre os rendimentos de aposentadoria, reforma e pensão, isenção de IPI, ICMS e IPVA na aquisição de veículos especiais, fornecimento de medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desconto na conta de luz e até quitação de imóvel, caso a doença determinante da invalidez tenha sido adquirida após a assinatura do contrato de compra.
No entanto, apesar da variedade de benefícios e da publicação de cartilhas e materiais informativos por órgãos oficiais como o Inca, para orientação dos pacientes com câncer, muitos não têm conhecimento sobre seus direitos, ficando alheios às vantagens que visam minorar as dificuldades oriundas da doença, como aponta o advogado, especialista em direito do consumidor, Cândido Sá. "As pessoas deixam de usufruir dessas vantagens especiais porque não sabem que elas existem, ou sabem apenas de parte delas, já que a divulgação desses benefícios ainda é insuficiente", ressalta.
Benefícios - Um dos direitos garantidos ao trabalhador que fica temporariamente incapaz de realizar suas atividades devido a alguma doença por mais de 15 dias consecutivos é o auxílio-doença, que consiste em um benefício mensal que poderá ser convertido em aposentadoria por invalidez se a incapacidade se tornar definitiva. Para ter direito ao benefício, é preciso comparecer a uma agência da Previdência Social e fazer um exame realizado pela perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para comprovação da incapacidade para o trabalho.


O segurado do INSS que necessitar de assistência permanente de outra pessoa também tem direito a um acréscimo de 25% na aposentadoria por invalidez, conforme Decreto 3.048/99. Se preferir, o trabalhador cadastrado que tiver neoplasia maligna ou que possuir dependente portador de câncer também pode fazer o saque do PIS/PASEP - que pode ser retirado na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil - e do FGTS. O trabalhador terá acesso ao saldo total de quotas e rendimentos.
Na aquisição de veículos adaptados, além da isenção de impostos como ICMS e IPVA, o paciente com câncer também poderá deixar de pagar o IPI, caso apresente deficiência física nos membros superiores ou inferiores que o impeça de dirigir veículos comuns. É importante lembrar, também, que o veículo a ser adquirido precisa apresentar características especiais, originais ou resultantes de adaptação, que permita sua adequada utilização por deficientes, como câmbio automático e direção hidráulica, por exemplo.
Os portadores de deficiência incapacitados para o trabalho também têm direito a um benefício de um salário-mínimo mensal, garantido pela Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS). Nesse caso, para ter direito ao benefício, a pessoa deverá comprovar renda familiar inferior a um quarto do salário-mínimo, que é de R$ 678, além de fazer exame médico pericial no INSS.
Já as famílias que tenham em sua composição algum portador de doença cujo tratamento exija uso continuado de equipamentos com alto consumo de energia elétrica poderão solicitar desconto na conta de luz, que pode ser de até 65%, desde que estejam inclusas no Cadastro Único de Programas Sociais, do Governo Federal. Também é preciso ter renda mensal total de até três salários mínimos.
Caso o doente não tenha condições de arcar com os custos dos medicamentos, a lei também garante o fornecimento gratuito dos remédios pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O paciente deverá ainda ter direito a transporte e hospedagem quando o tratamento precisar ser feito em outro município ou Estado, a chamada rotina de Tratamento Fora de Domicílio, conforme dispõe a Portaria SAS nº 055, de 24 de fevereiro de 1999, do Ministério da Saúde.
Direitos - É importante lembrar que, para ter acesso aos benefícios garantidos por lei, será necessário apresentação de documentação pessoal, como identidade e carteira de trabalho, por exemplo, e que comprovem o estado clínico do paciente e sua invalidez, como o exame e laudo médico.
Os portadores de câncer que tiverem os direitos aos benefícios negados podem recorrer a Justiça, munidos de todos os documentos comprobatórios, inclusive com o relatório médico que comprove a doença. "É preciso procurar um advogado, que irá ingressar com uma medida cautelar solicitando liminarmente que o direito do paciente seja atendido imediatamente", orienta Cândido Sá.
Ainda segundo o especialista, o paciente poderá, também, requerer uma ação indenizatória, caso tenha os direitos negados de forma indevida ou injustificada. "É uma doença de causa terminal e, sendo assim, o portar tem pressa e não pode ficar esperando. Qualquer atraso na concessão dos benefícios que não seja justificado representa um dano ao portador", ressalta.

Boeing afirma que elaborou "solução final" para 787

Agência Estado

O executivo-chefe da unidade de aviões comerciais da Boeing disse nesta quinta-feira que a empresa elaborou um conjunto de "soluções permanentes" que abordam os problemas de segurança das aeronaves 787.
"Não é uma solução provisória. Esta é uma solução permanente", disse Raymond Conner, o CEO de negócios de aviões comerciais da Boeing, após uma reunião com o ministro dos Transportes do Japão, Akihiro Ohta.
Conner enfatizou que a confiança da empresa, que tem sede em Chicago, na segurança da tecnologia das baterias de lítio permanece inabalável. Em fevereiro, a fabricante de aviões Airbus disse não vai mais usar as baterias em seus novos aviões A350 para evitar empecilhos regulatórios que poderiam atrasar as entregas.
"Não vejo nada nesta tecnologia que nos diga que isso não é a coisa apropriada a se fazer", disse Conner. "O conjunto de soluções que colocamos em prática tem três camadas de proteção, e nós sentimos que esta solução leva em conta qualquer possível incidente que possa ocorrer, qualquer fator causal", afirmou o CEO, acrescentando que a empresa está muito confiante de que essa correção será permanente e a permitirá a continuar com esta tecnologia.
Conner está em Tóquio para explicar as correções propostas pela fabricante de aviões dos EUA para resolver os problemas de segurança com a bateria de lítio-íon, que têm levado a um cancelamento mundial de voos do modelo de aeronave Dreamliner. A Boeing espera que o pacote de correções seja suficiente para fazer com que os 50 Dreamliners ao redor do mundo voltem a voar depois de passar seis semanas no chão em meio a uma investigação sobre incidentes com duas baterias.
Conner não indicou um cronograma para quando os aviões devem retomar o serviço. Ele apenas para disse que está "confiante" que o 787 "vai voltar a voar em breve".
O executivo da Boeing disse também que a GS Yuasa Corporation, a fabricante das baterias, está de acordo com solução final sugerida. Ele disse que não há problemas entre os dois e que eles têm uma "grande parceria". Na quarta-feira, o Wall Street Journal informou que, nos bastidores, há divergências entre os dois lados sobre as correções propostas, uma vez que a fabricante de baterias japonesa sugeriu que as melhorias em discussão são insuficientes.
Na semana passada, a Boeing apresentou à Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) seu pacote de correções, que inclui células mais separadas e resistentes, além de uma nova proteção à prova de fogo em torno das baterias.
Conner deve se reunir com o chefe do Departamento de Aviação Civil, o equivalente japonês da FAA na quinta-feira. Um porta-voz da Boeing, disse que Conner deve visitar seus clientes no Japão durante os próximos dias. As informações são da Dow Jones.

PEDIMOS A AJUDA DOS AMIGOS PAULISTAS


NA PRESSÃO

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
Por votação simbólica e, portanto, sem que se saiba quantos deputados seriam contrários - e tendo, assim, sido subtraído do público o direito de conhecer o tamanho da resistência -, a Câmara aprovou ontem o fim dos 14.º e 15.º salários dos parlamentares.

O deputado Chico Alencar foi preciso na lembrança do dito: "O herói é um covarde encurralado". O Congresso Nacional pôs fim a uma situação esdrúxula, injusta e absurda não porque quisesse, mas porque não tinha outro jeito, considerando o clímax do desgaste a que chegou o Parlamento na última eleição dos presidentes das duas Casas.

Evidentemente, a pressão tem seu valor e não se retira o mérito de o Congresso, antes tarde do que nunca, ter-se rendido aos reclamos da sociedade. Faz isso raras vezes e quando faz é algo para ser visto como positivo.

Teria sido bem melhor para a avaliação do espírito público do Poder Legislativo se a deformação tivesse sido extinta há décadas. Criada como forma de ajuda de custo para mudanças dos congressistas da capital para seus Estados, nunca fez sentido o pagamento anual.

Afinal, com o mandato de quatro anos as mudanças, quando e se realizadas, só aconteceriam ao fim da legislatura e não de cada sessão legislativa.

Oportunidades não faltaram. Em 2006 foi apresentado projeto do mesmo teor na Câmara. Deixado de lado, o Senado retomou o assunto por iniciativa da senadora Gleisi Hoffmann, hoje ministra chefe da Casa Civil.

Aprovada no ano passado, a proposta dormiu na Câmara por 11 meses sem que suas excelências se dessem ao trabalho de acabar com o abuso.

Louve-se a decisão, mas que não se exagere nos cumprimentos. Inclusive porque continua em vigor o pagamento da "ajuda" no início e no fim dos mandatos, sendo que a grande maioria não se muda com a família para Brasília.

Até ontem, o Parlamento estava em situação, também nesse assunto, anômala. Agora apenas cumpriu uma de suas obrigações. Continuam faltando muitas outras.

Desejo de calar. Como de hábito, o ex-presidente Lula diz as coisas e desobriga-se de explicar o sentido preciso da declaração.

É o caso dessa última sobre a advertência feita ao antecessor, Fernando Henrique Cardoso, de que deveria "no mínimo, ficar quieto". "No máximo", talvez se exilar outra vez.

Qual a razão mesmo de alguém, seja ex-presidente, senador, deputado, professor, médico, engenheiro ou carregador do cais do porto, ter a obrigação de "no mínimo" cassar o próprio direito de falar?

Uma delas é o desejo de calar a crítica, notadamente quando ela vai ao ponto, na carência de argumento de debate à altura.

A outra é a vocação de falar pelos cotovelos sem pensar, sem prestar atenção à coerência e ao bom senso, sem observar o respeito ao espaço alheio, almejando a unanimidade a respeito da qual Nelson Rodrigues disse há décadas o que deveria ser dito.

Plano perfeito. Gabriel Chalita não ganhará mais um ministério. Primeiro, saiu do páreo para a pasta da Ciência e Tecnologia por causa da reação da comunidade científica.

Depois, ficou fora dos planos de abrigar mais um pemedebista na Esplanada em função de denúncias de que teve despesas pessoais pagas por um grupo educacional quando era secretário estadual da área em São Paulo.

Motivos mais que suficientes, de fato, para veto à ocupação de ministérios. Ocorre que tal critério não tem sido regra.

O mais provável é que Chalita nunca tenha sido realmente cogitado - é um potencial adversário do PT para a disputa do governo paulista em 2014 - e que tanto a reação no primeiro caso quanto a denúncia, no segundo, tenham vindo a calhar.

Como as razões se justificam, o PMDB não pode reclamar.