domingo, 25 de outubro de 2026

Chuva chegou, mas produtor precisa ter cautela antes de iniciar plantio da soja

 

Sell Agro

Chuva chegou, mas produtor precisa ter cautela antes de iniciar plantio da soja

Irregularidade das precipitações, altas temperaturas e baixa umidade do ar demanda planejamento da semeadura e das primeiras aplicações para reduzir riscos ao estabelecimento da lavoura

A chegada das primeiras chuvas nas regiões produtoras, como em Mato Grosso, marca o início de uma etapa decisiva para a safra de soja 2026/27, mas não significa, necessariamente, que o momento de semear já chegou. Antes de iniciar a operação, o produtor precisa avaliar a umidade do solo, as condições de temperatura e a previsão meteorológica para os dias seguintes, buscando reduzir o risco de falhas no estande e preservar o potencial produtivo da lavoura.

Segundo Hugo Maruchi, engenheiro agrônomo e representante técnico de vendas (RTV) da Sell Agro, a antecipação do plantio sem a avaliação dessas condições pode comprometer o estabelecimento inicial da cultura. Isso ocorre porque a água pode atingir apenas a superfície do solo, sem oferecer condições adequadas para o desenvolvimento das sementes até a emergência das plantas. “Se a semente inicia a germinação e, na sequência, ocorre uma interrupção das chuvas, ela pode enfrentar déficit hídrico em uma fase decisiva. O resultado pode ser uma emergência desuniforme, falhas no estande e perda de potencial produtivo. Por isso, é importante verificar a umidade na profundidade de semeadura e as condições previstas para os dias seguintes”, afirma.

Planejamento integra semeadura e manejo pré-plantio

A irregularidade das precipitações é um dos principais desafios durante a transição entre a estação seca e o período chuvoso principalmente no Cerrado. A definição do início da semeadura precisa estar alinhada ao planejamento das dessecações e dos manejos pré-plantio, considerando as condições de cada área.

O calor excessivo também merece atenção, pois pode prejudicar o desenvolvimento das plântulas. Para reduzir os riscos, o produtor deve buscar condições favoráveis de umidade e temperatura, além de garantir a distribuição uniforme das sementes. “O objetivo não é apenas aproveitar a primeira chuva, mas identificar o momento em que a área apresenta condições para sustentar o estabelecimento da cultura. Essa avaliação ajuda a reduzir a exposição da lavoura a problemas que podem comprometer seu desenvolvimento desde o início”, explica o engenheiro agrônomo. “O planejamento deve contemplar ainda o monitoramento de plantas daninhas e insetos, permitindo programar as intervenções necessárias e reduzir a competição por recursos ao longo do ciclo”, completa.

Condições climáticas interferem na eficiência das pulverizações

As características do clima no início da safra também afetam as aplicações agrícolas. Temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar aceleram a evaporação das gotas, enquanto o vento pode aumentar o risco de deriva. Esses fatores exigem atenção à escolha dos horários e à regulagem dos equipamentos.

Segundo o especialista, o produtor deve monitorar a temperatura, umidade relativa do ar e velocidade do vento antes de pulverizar. Também é necessário adequar o tamanho das gotas, o volume de calda e as pontas de pulverização às condições da operação e às recomendações técnicas dos produtos utilizados.

Nesse cenário, os adjuvantes podem contribuir para melhorar características da aplicação, como espalhamento, retenção e deposição da calda, conforme a formulação e a finalidade de cada tecnologia. A escolha deve considerar as condições de campo, a compatibilidade entre os produtos e as orientações de uso.

Segundo o engenheiro agrônomo, a tecnologia de aplicação precisa ser ajustada à realidade encontrada na lavoura. “O uso adequado de adjuvantes, associado à escolha dos horários mais favoráveis e à regulagem correta do pulverizador, pode ajudar a melhorar a deposição dos produtos no alvo e reduzir perdas. O acompanhamento técnico é importante para definir a estratégia mais apropriada para cada situação”, destaca.

Decisões integradas ajudam

A Sell Agro atua com tecnologias ligadas aos adjuvantes e oferece suporte técnico aos produtores na escolha das tecnologias de aplicação, considerando as características da operação e as condições encontradas no campo. Para aproveitar a janela de plantio sem comprometer o desenvolvimento da soja, a recomendação é integrar a avaliação do solo, o planejamento das operações pré-plantio e o acompanhamento das condições meteorológicas. A qualidade da semeadura, com distribuição uniforme das sementes, também é determinante para a formação de um estande consistente.



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Kassi Bonissoni
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