sábado, 8 de agosto de 2026

Flávio critica o isolamento do Brasil

 

JORNAL A REGIÃO

No início desta semana, o governo Lula decidiu rebaixar o nível das relações diplomáticas com a Argentina. Em nota, o presidente Jabier Milei afirmou que o Brasil tomou a decisão por “questões puramente ideológicas” e defendeu que as relações bilaterais fossem orientadas pelos interesses dos dois países, não por questões políticas ou pessoais.

O senador Flávio Bolsonaro repudiou a decisão do governo de Luiz da Silva (PT), lembrando que a Argentina é "nosso maior parceiro comercial na América do Sul e amiga histórica do povo brasileiro. Romper com Buenos Aires não é um fato inevitável".

"É o resultado direto de uma política externa ideologizada e confrontacionista, que em poucos meses fabricou crises com três países da nossa região, os Estados Unidos, nosso maior parceiro no continente, o Paraguai, vizinho e aliado histórico, e agora a Argentina. Nenhum governo da história recente conseguiu isolar tanto o Brasil em tão pouco tempo", afirmou.

Flávio destaca que, mais uma vez, a retórica da "defesa da dignidade nacional" é usada como instrumento de propaganda. "A soberania e o prestígio do Brasil não se protegem com bravatas eleitoreiras e rompimentos diplomáticos. Protegem-se com economia forte, capacidade de negociação e uma política externa comprometida com os interesses permanentes da Nação".]

E observou que a escalada é unilateral, pois o próprio governo argentino já declarou que não retaliará. "A verdadeira razão desse desespero é evidente. O projeto do Foro de São Paulo está colapsando na América Latina. Os regimes que ele apadrinhou - sustentados pelo narcotráfico e pela repressão - trouxeram miséria, êxodo e violência aos seus povos, e agora caem um a um".

"Lula assiste à derrocada dos seus aliados e reage rompendo com os vizinhos que escolheram a liberdade. O preço dessa irresponsabilidade não será pago por quem a cometeu. Será pago pelo produtor rural, pelo industrial, pelo exportador e pelo trabalhador brasileiro, que dependem dessas relações para produzir, vender e empregar", observou.

"O próximo país a se livrar desse projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como parceiros, não como adversários ideológicos, e reconstruiremos as pontes com a Argentina, o Paraguai, os Estados Unidos e todas as nações livres do continente," garantiu Flávio.

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