domingo, 28 de junho de 2026

Agronegócio tem tecnologia, mas ainda perde eficiência na aplicação de defensivos

 

AgrochemShow

Agronegócio tem tecnologia, mas ainda perde eficiência na aplicação de defensivos

Setor já dispõe de máquinas, sensores e ferramentas avançadas, mas falta integração entre conhecimento, operação e estratégia para reduzir perdas e aumentar segurança nas aplicações

Mesmo com o avanço da agricultura de precisão, da pulverização seletiva e do sensoriamento remoto, as máquinas ainda são o principal gargalo para aplicações fitossanitárias mais eficientes no Brasil. O desafio está na forma como essas ferramentas são utilizadas e integradas dentro do sistema produtivo.

A pressão sobre a qualidade das aplicações cresce à medida que o agro precisa ampliar a produção de alimentos, reduzir perdas e responder a maiores exigências ambientais.

De acordo com Marcelo da Costa Ferreira, engenheiro agrônomo, professor titular da Unesp de Jaboticabal e coordenador do Núcleo de Estudos e Desenvolvimento da Tecnologia de Aplicação, o setor possui recursos para reduzir perdas e aumentar a eficiência operacional, mas ainda enfrenta dificuldades na adoção correta dessas soluções. “Do ponto de vista da disponibilidade de produtos, máquinas e aplicativos, o agro vivencia um bom nível de opções. Mas isso não significa que esses produtos sejam bem utilizados”, afirma.

Segundo Ferreira, perdas causadas por deriva, escolhas inadequadas de tecnologia e falhas operacionais poderiam ser reduzidas por meio de maior alinhamento técnico entre os elos da cadeia. “Há conhecimento e ferramental disponível. Porém, a falta de uma orientação macro dificulta uma compreensão mais madura para a redução das perdas”, explica.

As mudanças tecnológicas vêm alterando a lógica das aplicações agrícolas. Ferramentas de sensoriamento remoto, imagens por satélite, drones e sistemas inteligentes passaram a permitir análises mais detalhadas das lavouras, tornando possível a tomada de decisões específicas para diferentes pontos dentro de uma mesma área produtiva. “O olho das máquinas é muito mais detalhista e veloz em produzir informações do que o olho humano”, destaca o professor.

Ampliar o uso dessas tecnologias exige mudança na forma de planejar, interpretar e executar as operações no campo. “Essa forma tradicional de trabalho está consolidada há décadas. A primeira barreira, portanto, é cultural, seguida pela necessidade de alteração do sistema de entendimento da operação”, ressalta.

Para Ferreira, o futuro do setor depende da formação de profissionais preparados para utilizar as novas tecnologias de maneira eficiente. “As inovações tecnológicas virão. As pessoas precisam estar preparadas não apenas para utilizá-las, mas também para criá-las e aprimorá-las”, conclui.

AgrochemShow 2026

As discussões sobre tecnologia, eficiência operacional e os desafios da aplicação de fitossanitários estarão entre os temas centrais do AgrochemShow deste ano. Marcelo da Costa Ferreira será um dos palestrantes do evento com a apresentação de “Desafios da Aplicação de Fitossanitários em Cenários de Demanda Alimentar e de Exigência Ambiental Crescente”. O evento acontece nos dias 3 e 4, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo (SP), reunindo especialistas, pesquisadores e profissionais do setor para debater tendências, inovação e os principais desafios do agronegócio.

As inscrições estão abertas e devem ser realizadas pelo portal https://www.agrochemshow.com.br/, por meio de doações de cestas básicas para a ONG Crê-Ser, de São Paulo. Em 2025, foram arrecadados 14.000 kg de alimentos.

 

Serviço:

3 e 4 de agosto de 2026

Centro de Eventos São Luís – Rua Luís Coelho, 323, São Paulo

Pontos de referência: Estação Paulista, 150 m; Estação Consolação, 300 m; Avenida Paulista, 300 m.

Mais informações:

https://www.agrochemshow.com.br/

brasil@agrochemshow.com.br

allierbrasil@allierbrasil.com.br

WhatsApp +55 11 993304717

 



Imagens relacionadas


Divulgação
baixar em alta resolução



Divulgação
baixar em alta resolução


Marcelo da Costa Ferreira, engenheiro agrônomo, professor titular da Unesp de Jaboticabal e coordenador do Núcleo de Estudos e Desenvolvimento da Tecnologia de Aplicação
Marcelo da Costa Ferreira, engenheiro agrônomo, professor titular da Unesp de Jaboticabal e coordenador do Núcleo de Estudos e Desenvolvimento da Tecnologia de Aplicação
baixar em alta resolução



Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
kassiana.ruralpress@gmail.com
(19) 98320-0286

Nenhum comentário:

Postar um comentário