O
ISI Biossintéticos e Fibras realizou o Workshop "Caminhos Verdes:
Parcerias na Bioeconomia Brasil-Holanda", na Unidade do Parque
Tecnológico. O evento teve como objetivo reunir representantes de
empresas, entidades governamentais, órgãos de fomento e institutos de
pesquisa da Holanda e do Brasil, para explorar oportunidades de
colaboração e networking, nos campos da bioeconomia, indústria química e
química verde.
Na
primeira apresentação, Leonardo Teixeira, Coordenador da área de
Inteligência Competitiva do Instituto, falou sobre a bioeconomia no
Brasil. Ele destacou como o país pode ter uma posição proeminente na
bioeconomia através de sua grande biodiversidade, presença de cadeias de
valor de renováveis jáestabelecidas - por exemplo, cana-de-açúcar,
biodiesel e papel e celulose - e sua matriz energética de baixo
carbono. Leonardo também elencou exemplos de iniciativas na bioeconomia
no Brasil, em biotecnologia, química e eletroquímica. Por outro lado,
destacou que ainda há necessidade de ações mais articuladas para que o
país consolide seu potencial nessa área.
João
Bruno Bastos, Gerente do Instituto, falou sobre a rede dos Institutos
SENAI de Inovação no Brasil, suas especialidades e sobre o ISI
Biossintéticos e Fibras. João também apresentou alguns projetos
relevantes do Instituto, destacando os já realizados com empresas da
Holanda e Suécia, além de projetos com empresas multinacionais
relacionados à transição energética e bioeconomia. Sobre a vinda da
comitiva para o Workshop, afirmou que os Institutos de Inovação do SENAI
possuem uma infraestrutura competitiva com as melhores instituições de
pesquisa aplicada do mundo: "Este tipo de visita é fundamental para
apresentarmos nosso potencial. Podemos aqui estreitar laços e encontrar
pontos de interesse comuns para nossas agendas de PD&I".
Jacqueline
Vaessen, Presidente do Top Team ChemistryNL e Chefe da
Delegação, realizou uma apresentação sobre os focos estratégicos em
renováveis, na Holanda. Ela falou sobre a ampliação de aplicações de
alto valor, como produtos químicos e biomateriais; aplicações orientadas
para a transição energética em setores como a aviação e o transporte
marítimo, onde não estarão disponíveis alternativas a médio prazo;
eliminação progressiva dos incentivos para aplicações de baixo valor,
como a produção de eletricidade e de calor; entre outros temas.
Perguntada sobre o que achou da visita, Jacqueline afirmou que ficou
realmente impressionada com o que foi construído no ISI em apenas oito
anos de sua existência. "Fiquei muito feliz por ter a oportunidade de
ver os laboratórios, foi realmente ótima essa visita. Ouvi outras
pessoas que foram nos laboratórios e todos ficaram impressionados com o
fato do ISI, especialmente no laboratório de fibras, ter todos os
equipamentos da indústria em pequena escala. Tínhamos quatro startups
conosco e vi todas elas conversando com o pessoal do SENAI, procurando
possibilidades e focadas nas matérias-primas que estão aqui no Brasil",
disse.
Para Jacqueline a visita foi um ponto de partida para conhecer as pessoas que atuam na área de bioeconomia, no Brasil.
"Esperamos que em 2024 estabeleçamos mais colaborações entre o Brasil e
a Holanda. Na sessão de matchmaking deu para ver que as pessoas estão
se encontrando, há discussões animadas e interativas e isso é muito
legal", comenta.
João
Bruno finaliza afirmando que a visita da delegação consolida o ISI
Biossintéticos e Fibras como um dos principais parceiros para
desenvolvimento de tecnologias e produtos da bioeconomia no Brasil.
O SENAI CETIQT
O
Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil – SENAI CETIQT – é
formado pela Faculdade SENAI CETIQT, Instituto SENAI de Inovação em
Biossintéticos e Fibras (ISI) e Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil e
de Confecção. Inaugurado em 1949, é hoje um dos maiores centros de
geração de conhecimento da cadeia produtiva química, têxtil e de
confecção, setores que juntos geram cerca de 11,9 milhões de empregos no
país.
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