Foto: Estadão
Presidente Jair Bolsonaro
Em evento pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, na divisa dos
estados de Goiás com Mato Grosso, o presidente Jair Bolsonaro minimizou a
proposta apresentada por ele de acabar com a obrigatoriedade das
cadeirinhas para crianças de até dez anos nos veículos e repetiu que
“vai acabar com a indústria da multa no Brasil”. “Cadeirinha do bebê:
todo mundo que é pai e mãe é responsável. Continua valendo a infração
para a pontuação. Apenas tirei o dinheiro. Vamos ver se o pessoal vai
multar ou é a multa pela multa?” A fala ocorre um dia depois de
Bolsonaro ter levado ao Congresso um projeto de lei que altera pontos do
Código de Trânsito Brasileiro. Entre os pontos, o texto prevê a
duplicação do limite de pontos permito a um motorista -de 20 para 40. O
presidente disse ainda que se dependesse dele, triplicaria o limite de
pontos que um motorista pode ter na carteira. “Por mim eu botaria 60
porque, afinal de contas, a industria da multa vai deixar de existir no
Brasil”, disse. Entre os principais pontos do projeto está o aumento da
validade do documento -de 5 para 10 anos e a elevação do limite de
pontos. O texto também acaba com a aplicação de multas para quem levar
crianças com menos de 10 anos no banco da frente do carro. Bolsonaro
disse que no Rio de Janeiro há policiais posicionamos na porta das
escolas para multar os pais que descumprem a obrigatoriedade da
cadeirinha. Antiga bandeira de seus discursos de quando era deputado
federal, Bolsonaro voltou a prometer o fim da lombada eletrônica “para o
bem dos motoristas” e da “indústria de multas”. Em discurso no evento, o
presidente também disse ter acertado com o ministro Paulo Guedes
(Economia) a contratação de mil policiais rodoviários federais. A
declaração ocorre um dia depois de Guedes ter afirmado que suspenderá
concursos públicos no país nos próximos anos.
Folhapress
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