segunda-feira, 27 de maio de 2019

Qualquer que seja novo governo na Venezuela, deverá dar retorno ao investimento chinês, diz Mourão

POLITICA LIVRE
Em sua primeira viagem à China, o vice-presidente Hamilton Mourão evitou temas políticos delicados para garantir a manutenção das relações com o maior parceiro comercial do Brasil. Quando falou sobre a crise na Venezuela, na qual Brasil e China estão em lados opostos, afirmou que um possível novo governo no país sul-americano terá de garantir aos chineses o retorno de seus investimentos. Mourão retorna a Brasília nesta segunda-feira (27), depois de seis dias na nação asiática. “Não vejo nenhum problema com a diferença de visão sobre o que ocorre na Venezuela”, afirmou Mourão. O presidente chinês, Xi Jinping, apoia o governo de Nicolás Maduro e defende uma solução pacífica para o fim da crise no país latino-americano. O diretor-geral do departamento de América Latina do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Bentang, afirmou que os governos da China e do Brasil têm mantido comunicação estreita sobre a questão. “Nos opomos à intervenção militar e à ingerência nos assuntos internos”, reforçou Zhao, que é ex-embaixador da China na Venezuela (2015-2017). “As nações são soberanas para expressar suas visões. O governo brasileiro ter uma visão e a China ter outra não quer dizer que temos atrito”, disse o vice-presidente. O Brasil reconhece Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Mourão e Xi estiveram frente a frente em Pequim na sexta-feira (25). “A China tem interesses econômicos na Venezuela. Ela investiu bastante lá. Qualquer que seja o governo eleito, terá que dar garantias ao governo chinês de que ele vai dar o retorno de seus investimentos”, ressaltou Mourão. Segundo o vice, o encontro com o líder chinês foi protocolar, e o vizinho brasileiro, que tem Pequim como principal credor, ficou de fora da conversa.
Folhapress

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