Foto: AFP
Ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner
A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, tinha pedido
para não comparecer ao Tribunal Comodoro Py, para o segundo dia de
leituras do julgamento em que ela e outras 12 pessoas são acusadas de
corrupção e desvio de verba pública. O advogado de Cristina, Carlos
Beraldi, solicitou ao tribunal que ela fosse dispensada das sessões por
três razões. A primeira é que já conhece detalhadamente o conteúdo do
processo; a segunda é que deveria cumprir compromissos oficiais que
poderiam coincidir com os horários das audiências; a terceira é que o
deslocamento da ex-presidente ao tribunal envolve um grande operativo de
segurança. Os juízes do caso, Jorge Gorini, Andrés Basso e Rodrigo
Giménez Uriburu, autorizaram Cristina a não participar apenas se o
julgamento coincidisse com alguma atividade vinculada à função oficial
como senadora. Como não havia nenhuma atividade prevista para a
ex-presidente, no Congresso argentino, ela compareceu hoje (27) ao
Tribunal. O julgamento oral começou na terça-feira passada, com três
horas de leitura dos autos do processo. A previsão é que essa primeira
etapa – de leituras de acusações feitas pelo Ministério Público, o
Escritório Anticorrupção e a Unidade de Informação Financeir – ainda
leve mais duas sessões, pelo menos. Após a leitura, começará a etapa de
questões preliminares e, em seguida, se darão as declarações
indagatórias, que exigem obrigatoriamente a presença dos réus.
Agência Brasil
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