domingo, 7 de outubro de 2018

Partidos nanicos brilham na eleição e Bolsonaro quase ganha no primeiro turno


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Bolsonaro vai para o segundo turno como favorito
Carlos Newton
Com mais de 70 por cento dos votos já apurados, o resultado está mais do que claro – haverá segundo turno na eleição para presidente da República, entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), e ficará faltando pouco para o pleito ter definição no primeiro turno.
Foi uma eleição que desmoralizou os institutos de pesquisa nos três principais Estados da Federação – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – com as surpresas nas eleições para governados e senador. Ficou parecendo que os institutos de pesquisa só se preocuparam com a sucessão presidencial e fizeram trabalhos de pesquisa verdadeiramente desclassificantes para demais eleições.
Romeu Zema (Novo), Wilson Witzel (PSC) e Márcio França (PSB) jamais tiveram detectados seus verdadeiros potenciais, e essa falha deve ter lhes custado o apoio de muitos eleitores de se iludiram com as pesquisas e preferiram o chamado voto útil em outros candidatos.
Fala-se muito que o Brasil é uma democracia, mas não se pode acreditar nessa balela. Na democracia verdadeira, os candidatos devem ter oportunidades iguais, em termos de campanha, desfrutando do mesmo espaço na propaganda eleitoral pelo rádio e TV. Aqui, existe a ditadura dos grandes partidos, que acaba de ser desmoralizada com as derrotas acachapantes de Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB). Os nanicos venceram este eleito, mas isso não significa que as coisas devam ficar como estão. É preciso democratizar as campanhas eleitorais, para que surjam novos políticos, como Wilson Witzel e Romeu Zema.
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