quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Eleição reduz o impacto das denúncias de Palocci contra Lula, Dilma e o PT


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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Deu em O Tempo
Um trecho do primeiro depoimento da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, dos governos Lula e Dilma, tornado público na segunda-feira (dia 1º) por decisão do juiz federal Sergio Moro, trata do pré-sal. Segundo as declarações dele à Polícia Federal, no âmbito da operação Lava Jato, a descoberta das reservas de petróleo provocou “sonhos mirabolantes” no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Com a descoberta do pré-sal, o então presidente Lula começa a ter sonhos mirabolantes”, contou. “O país começava a sofrer com o efeito antecipado da chamada ‘maldição do petróleo’, um termo utilizado na economia; os próprios diretores da Petrobras começavam a celebrar novos contratos, os partidos políticos começavam a formatar seus planos lícitos e ilícitos, o governo vislumbrava um país riquíssimo e com a real possibilidade de eleger seu programa quatro ou cinco vezes, e empresários ansiosos para ganhar dinheiro com o pré-sal”, declarou.
INTERESSES – De acordo com o delator, após a descoberta dessas reservas, lançou-se a “ideia de nacionalização do projeto”. Palocci declarou que isso se deu “pelo aspecto social, de geração de empregos e desenvolvimento nacional, e para atendimento dos interesses das empreiteiras nacionais, as quais tinham ótimo relacionamento com o governo”.
“Seria muito mais fácil discutir com a OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa contribuições para campanhas eleitorais do que se tentar discutir os mesmos assuntos com empresas estrangeiras”, disse. “Havia, assim, um interesse social e um interesse corrupto com a nacionalização e desenvolvimento do projeto do pré-sal”, afirmou.
Palocci está preso desde setembro de 2016, condenado a 12 anos e dois meses de reclusão. O primeiro termo de colaboração do ex-ministro foi anexado à ação em que ele confessou os crimes. O processo se refere a supostas propinas de R$ 12,5 milhões da Odebrecht ao ex-presidente Lula por meio da aquisição de um apartamento e de um terreno onde seria sediado o Instituto Lula.
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