O Papa Francisco pediu
hoje (23) para que se possa detectar a tempo qualquer aumento das
ideologias totalitárias. A declaração foi dada durante a oração do
Ângelus que pronunciou após a missa que celebrou na cidade de Kaunas, na
Lituânia.
Francisco chegou à Lituânia para o
percurso pelos países Bálticos, e nos discursos pronunciados até hoje e
inclusive na homilia da missa quis lembrar os anos difíceis da ocupação
soviética, mas também o período da invasão nazista.
No parque Santakos de Kaunas, após rezar
uma missa para cerca de 100 mil pessoas, segundo a Igreja local,
Francisco falou de quem quer “submeter os mais frágeis, usar a força em
qualquer de suas formas: impor um modo de pensar, uma ideologia, um
discurso dominante, usar a violência ou repressão para oprimir”.
“Há 75 anos, esta nação presenciava a
destruição definitiva do Gueto de Vilnia; assim culminava o
aniquilamento de milhares de judeus que já tinha começado dois anos
antes”, lembrou Francisco.
Ele pediu para se lembrar “daqueles
tempos e pedir ao Senhor que dê o dom do discernimento a todos para
detectar a tempo qualquer aumento dessa atitude perniciosa, qualquer ar
que enfraqueça o coração das gerações que não viveram aquilo”.
Na Lituânia, o único país com maioria
católica (cerca de 80% da população) dos Bálticos, o pontífice lembrou
uma “tentação sobre a que todos devem vigiar com insistência: o desejo
de supremacia, de se sobressair aos demais” “Quantas vezes aconteceu que
um povo acredite ser superior, com mais direitos adquiridos, com mais
privilégios a preservar ou conquistar?”, perguntou o papa.
Francisco se despediu pedindo para que
se trabalhe para dar “a atenção delicada aos excluídos, às minorias,
para que se afaste das culturas a possibilidade de aniquilar o outro, de
colocar ele de lado, de continuar descartando quem nos incomoda e
ameaça nossas comodidades”.

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