Lula afronta ordem de prisão, desmoraliza a PF
e a Justiça, mesmo tendo recebido do juiz Sérgio Moro privilégios que
não foram concedidos a nenhum outro preso na Operação Lava-Jato. Moro
deu a Lula o benefício de se apresentar voluntariamente para cumprir a
pena até 17h de sexta-feira, proibiu algemas e separou uma cela
especial.
Ele poderia ter instruído a Polícia Federal a efetuar a prisão às 6h da
sexta, na casa de Lula, que seria algemado, como em todos os outros
casos. O ex-presidente condenado também não tem direito a cela especial,
já que é semi-analfabeto.
Mesmo com os privilégios oferecidos, Lula preferiu afrontar a Justiça,
ignorar a ordem de prisão e se entrincheirar no sindicato dos
metalúrgicos, cercado por militantes violentos, que atacaram jornalistas
e veículos da imprensa. A ideia era provocar um conflito sangrento se a
PF entrasse.
Prisão ordenada
O corrupto condenado Lula teve seu pedido de habeas corpus negado pelo
pleno do Superior Tribunal Federal na quarta-feira, por 6x5, assim como
uma manobra dos ministros lulistas Marco Aurelio Mello e Lewandovski,
que queriam dar um novo salvo conduto a ele.
Condenado na primeira instância por corrupção, com a pena aumentada
pelo Tribunal Regional Federal para 12 anos e um mês de cadeia, Lula
ainda tem outras 9 ações onde pode ser condenado. Sua afronta na
sexta-feira pode complicar sua situação nos outros processos.
Na noite de sexta, o corrupto condenado estava fazendo várias
exigências para “se entregar”, depois de tentar e perder vários pedidos
de habeas corpus no STJ. A edição foi fechada antes de um desfecho, mas A
Região acompanha as negociações e atualiza online, aqui no site.
Guerra não acabou
O senador Álvaro Dias, que é candidato a Presidente da República, diz
que “a batalha da prisão após condenação em 2° instância foi vencida.
Mas temos diversos desafios pela frente, como acabar com o foro
privilegiado e romper com o modelo de balcão de negócios”.
Álvaro Dias, ex-governador do Paraná com aprovação altíssima, é o autor
da PEC que insere na Constituição Federal a prisão após a condenação em
Segunda Instância e da PEC que acaba com o Foro Privilegiado para todas
as autoridades.
O governador de SP, Geraldo Alckmin, que deixou o cargo para disputar a
Presidência, afirmou que “é lamentável ver a decretação da prisão de um
ex-presidente, mas tenho a convicção de que isso simboliza uma
importante mudança que vem ocorrendo no Brasil: o fim da impunidade”.
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