sábado, 22 de julho de 2017

Temer boicota a contenção de gastos e Meirelles cochila enquanto ele discursa


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Discurso de Temer leva Meirelles a cair no sono
Carlos Newton
Recordar é viver. Quando os militares deixaram o poder, em 1985, entregaram o país em precárias condições econômicas e sociais. No discurso que preparou para a primeira reunião ministerial de seu governo, o presidente Tancredo Neves iria lançar o seguinte lema: “É proibido gastar”. O vice José Sarney, sem credibilidade, encarou uma quantidade estúpida de greves, com indústrias paradas e serviços públicos interrompidos, em prejuízo da economia, dos salários, do povo. Seu sucessor, o jovem Fernando Collor, se deixou levar pela vaidade, não conseguiu vencer a inflação e sofreu impeachment mal havia decolado. O presidente Itamar Franco, um político de verdade, então lançou o Plano Real, que estabilizou a moeda, conteve os preços, zerou a inflação.
Quinze anos depois, o país vive nova crise, ainda mais grave, porque a inflação está controlada, mas foi substituída pela recessão contínua, que gera desemprego e aumento da desigualdade social. Esperava-se que o presidente Michel Temer repetisse o lema de Tancredo Neves, mas o corte de gastos foi apenas para inglês ver, como se dizia outrora.
CORTE DE GASTOS? – O novo czar da economia nacional, Henrique Meirelles, reúne poderes que nenhum outro ministro da Fazenda jamais teve, nem mesmo Ruy Barbosa ou Delfim Netto. Meirelles levou o Congresso a aprovar o Teto dos Gastos Públicos para ser cumprido em 20 anos, mas não conseguiu fazer com que fosse respeitado nem mesmo na fase inicial do governo. Mas a culpa, reconheça-se, não foi dele, mas do próprio presidente da República.
Há pequenos atos que demonstram se um político tem grandeza ou não. A parcimônia da gestão dos gastos públicos é a primeira qualidade a ser demonstrada. No caso de Temer, seu comportamento demonstra que é um político menor, pois tem colocado seus interesses à frente dos interesses nacionais. Comporta-se exatamente como Lula da Silva, que foi capaz de criar um cargo público para empregar a própria amante, ou Dilma Rousseff, que não teve pudor em maquiar as contas públicas.
NA GASTANÇA – O que esperar de um governante que manda gastar R$ 1,75 milhão para abastecer o avião presidencial com 170 itens de alimentos sofisticados, incluindo 500 potes do sorvete americano Haagen Dazs, conforme revelou a coluna de Lauro Jardim, em Globo? Que autoriza a contratação da babá de seu filho no cargo de assessora do Gabinete com salário de R$ 5.194, fora as diárias de viagens? E que determina o aluguel de um enorme avião de passageiros, fabricado em 1992, com capacidade para 221 passageiros (30 na classe Executiva e 191 na Econômica), embora já disponha de um avião muito mais moderno à sua disposição, comprado em 2005? E a justificativa é de que alguns voos passariam a ser sem escalas?
Como Temer não teve constrangimento de fazer essas despesas absolutamente desnecessárias, num país que enfrenta a maior crise da História, não foi surpresa que tenha gastado R$ 15 bilhões para comprar a consciência de deputados e não ser investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.  Como se vê, o mordomo de vampiro celebrizado por Antônio Carlos Magalhães rapidamente aprendeu a chupar o sangue dos contribuintes.
MEIRELLES COCHILOU – Já dissemos aqui na Tribuna da Internet que Henrique Meirelles é um mau brasileiro, que trabalha em favor dos banqueiros e não coloca em primeiro plano os interesses nacionais. Mas é preciso reconhecer que, neste caso específico, a culpa da gastança dos R$ 15 bilhões é inteiramente de Temer, e desta vez não adianta acusar o suposto déficit da Previdência nem as leis trabalhistas.
Ao constatar que o próprio presidente da República contribui para boicotar o plano de austeridade administrativa, o ministro Meirelles deveria pedir o boné e voltar a dirigir a holding dos irmãos Batista. Mas não é homem para isso, porque sonha com a Presidência da República e já está em plena campanha, empenhando em forçar uma aproximação com os líderes pentecostais.
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