O ambientalismo não
passa de uma seita, integrada por gente que pouco ou nada entendem de
ciência ou ecologia. São, na verdade, anticapitalistas . Artigo de João
Luiz Mauad, publicado pelo Instituto Liberal:
Se você contar isso a
um estrangeiro, a primeira reação dele será dizer que você está
brincando, mas como estamos em Pindorama, é um fato: O jornalista Lauro Jardim noticia
que, dos 41 poços exploratórios arrematados no leilão de 2013 da ANP,
nenhum conseguiu até agora licença ambiental. Isso representa
paralisação de investimentos da ordem de US$ 5 bilhões. Quantos empregos
isso significa? Não importa. Os responsáveis pelo embargo não estão nem
aí para esses detalhes menores.
Ao contrário, devem
estar muito orgulhosos, afinal, haverá nova rodada de licitações em
breve e provavelmente o número de interessados deve ser ainda menor que o
da última. Ponto para eles, que aos poucos estão conseguindo
transformar o país num ambiente absolutamente inóspito ao investimento,
principalmente ao investimento estrangeiro, embora o ambiente natural em
nada tenha melhorado, como se nota pela situação da maioria dos nossos
mares, rios e lagos.
Como já tive
oportunidade de escrever anteriormente, malgrado a mídia nem sempre dê o
devido destaque, qualquer desavisado que pretenda erguer um prédio de
apartamentos, explorar uma mina de qualquer coisa, construir uma
pequena usina hidrelétrica ou uma nova fábrica precisa estar disposto a
encarar uma intrincada legislação ambiental e as onipotentes agências
reguladoras, com autoridade suficiente par embargar quaisquer novos
projetos.
O incauto
empreendedor deve percorrer um labirinto infindável de licenças e
processos, além da má indefectível vontade de burocratas e a oposição de
grupos ativistas raivosos e barulhentos, não raro mais preocupados com
ovos de tartaruga e minúsculas rãs do que com os potenciais empregos da
patuleia. Cada pequeno avanço nesse labirinto envolve custos absurdos de
tempo e dinheiro, sem qualquer garantia de o projeto seguirá adiante.
Dado este estado de
coisas, é um verdadeiro milagre que investimentos produtivos ainda
aconteçam em Pindorama. Pergunte a qualquer empresário sobre os
percalços enfrentados para tocar um novo empreendimento e você vai se
surpreender com o que vai ouvir.
O mais notável e
paradoxal, entretanto, é que a maioria dos brasileiros, que supostamente
desejam o desenvolvimento econômico do país, aceita e até mesmo aplaude
este estado de coisas. Apesar de tudo, a seita ambientalista nunca foi
tão popular.
Um movimento que
nasceu da justíssima indignação de alguns com a poluição do ar, dos
rios e dos mares, além da preocupação com os riscos para a saúde humana
provenientes da atividade industrial, com o tempo foi sendo encampado e
transformado por ideólogos socialistas, preocupados não com a poluição
ambiental ou com a nossa saúde, mas com o desmantelamento do
capitalismo.
Hoje em dia, as
bandeiras “verdes” têm menos a ver com poluição do que com a ojeriza aos
combustíveis fósseis ou qualquer forma de energia que não seja eólica
ou solar, ainda que estas, em conjunto, ao todo não signifiquem nem 2%
da necessidade de energia do país.
Até mesmo os
aparelhos de ar condicionado, geladeiras e outros eletrodomésticos estão
na lista negra dessa gente. Alguns mais radicais, sem maiores
considerações pelo conforto humano, consideram antiecológica a
utilização de qualquer equipamento industrial minimamente prejudicial ao
famigerado aquecimento global.
Dizem as más línguas que o Brasil não é para amadores. Começo a desconfiar que o Brasil não é para gente séria…
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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