Presidente do PT questiona argumento de Correia: democracia autoritária
Por Redação BNews | Fotos: Gilberto Júnior//BNews
O presidente do PT de Salvador, Gilmar Santiago, entrou na discussão
dos vereadores Tiago Correia (PSD) e Aladilce Souza (PCdoB) a respeito
da proposta do Executivo que prevê a desafetação de 32 terrenos do
município. Aladilce afirmou que a aprovação do projeto seria um cheque
em branco dado à prefeitura de Salvador. O vereador tucano não gostou e
retrucou: "Eles insistem em usar o termo "cheque em branco" em
diferentes situações, mas devem se esquecer que o tal cheque em branco,
como dizem, foi dado dia 2 de outubro nas últimas eleições". Em
conversa com o BNews, o ex-vereador Gilmar Santiago questionou o
conceito de democracia insinuado por Correia. "Que conceito de
democracia autoritário é esse? Em que a vitória na eleição dá o direito
do prefeito implementar qualquer medida mesmo que contraria aos
interesses da cidade só porque ganhou a eleição? É bom lembrar que agora
são 32 terrenos mais na primeira gestão foram mais 58 e qual o
resultado concreto dessa politica de torrar patrimônio público sem
nenhum retorno visível para a população da cidade? A eleição não
proporciona cheque branco para quem vai governar", disse o petista.
O presidente municipal do PT ainda comparou a "prática de torrar
patrimônio público" entre nas gestões de Neto e a do avô ACM. "Quando o
avô foi prefeito, a cidade de Salvador perdeu 30℅ das terras públicas e
quando o carlismo governava a Bahia na era de FHC eles venderam a
Coelba, Telebahia, Ferry, Bahiafarma e transformaram o estado em um
laboratório da experiência de privatização", listou.
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