
Charge do Amarildo (amarildo.charge.wordpress.com)
Em seu discurso de posse o novo prefeito de São Paulo, João Dória Junior, lançou o governador Geraldo Alckmin a presidente da República, em 2018. O país estava careca de saber, mas a liturgia expressa no lançamento não deixa dúvidas, apesar de Alexandre Kalil, ao assumir Belo Horizonte, não haver proposto a candidatura de Aécio Neves. A confusão no ninho tucano está deflagrada faz tempo, mas agora ficou oficializada.
Aécio conseguiu reeleger-se presidente do PSDB. Se deixar de ser o candidato, será sinal de que não merecia mesmo. A indagação resume-se apenas em saber por que partido o governador paulista irá concorrer. Sondagens e até convites não lhe faltam. Coisa parecida pode acontecer com José Serra. Por coincidência, igual a Aécio e Alckmin, o atual ministro das Relações Exteriores também foi derrotado para presidente.
Dos três tucanos, só um manterá a plumagem e o bico. Dois buscarão outro galho para pousar, mas tudo indica que nenhum vai recuar.
LEMBRANÇAS DO GEN. CUSTER – Coube ao colega Ruy Castro, da Folha de S, Paulo, lembrar que nos idos do presidente José Sarney, Romero Jucá dirigiu a Funai. Não deixou saudades, pois quase dizimou a tribo dos Ianomani, assolada pelas doenças peculiares ao homem branco. Também foi responsável pela entrega de boa parte do território do Amazonas, Pará e Roraima a madeireiros e mineradores. Ainda expulsou médicos e missionários da região, empenhados em atender os índios. Bem que os responsáveis pela operação Lava Jato poderiam tê-lo apelidado de general Custer…
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