Aprovação do PLC 257/16 pode causar 1,2 mil demissões no MP-BA, diz Ediene
Por Redação Bocão News | Fotos: Gilberto Junior // Bocão News
O Projeto de Lei Complementar 257/2016 que trata da renegociação das
dívidas dos estados, em tramitação na Câmara dos Deputados, pode causar
sérios impactos em órgãos do Judiciário. Na Bahia, a chefe do Ministério
Público Estadual, Ediene Lousado, diz que caso seja aprovado, cerca de
1.200 pessoas terão que ser desligadas na promotoria para adequação às
novas regras orçamentárias. "Nós
não somos contrários ao refinanciamento das dívidas, mas somos
contrários ao tratamento dado aos estado que não estão endividados. Os
estados nordestinos compõem menos de 10% da dívida, então os estados
nordestinos não podem pagar essa conta. Os MPs vão ter que fechar suas
portas para pagar as dívidas dos outros estados? Nós teríamos que
colocar como despesa de pessoal o que não é tratado como despesa de
pessoal e ultrapassaríamos o limite prudencial e teríamos, para nos
adequar, que demitir servidores. Seriam 1.209 demissões na Bahia. Nos
tornaríamos deficitários", afirmou Ediene em entrevista à Metrópole FM
na manhã desta quinta-feira (4). O PLC deve entrar novamente em pauta na
próxima quarta (10).
"O estado não pode ficar engessado, pelo período, sem dar aumento para
os servidores, isso é direito constitucional. Temos os ataques aos
servidores. Não podemos concordar com isso. O MP não pode ser encolhido e
nem enfraquecido", argumentou a chefe do MP-BA.
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