quinta-feira, 23 de junho de 2016

Lindbergh diz que prisão de Paulo Bernardo é para atingir Gleisi Hoffmann

Marido de senadora que integra comissão de impeachment foi preso nesta quinta


O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou, nesta quinta-feira (23), na comissão especial de impeachment do Senado, que a prisão de Paulo Bernardo nesta manhã tem motivação política e o objetivo de atingir a mulher do ex-ministro, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que não compareceu à sessão que ouve testemunhas a respeito do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff.
"Fizeram para atingi-la, sabiam que se tivessem que envolvê-la teriam que passar pelo Supremo Tribunal Federal. Estou desconfiadíssimo das motivações políticas desse caso", disse Lindbergh, acrescentando que confia na senadora. "É difícil pensar numa pessoa mais honesta e íntegra do que a Gleisi Hoffmann aqui no Senado. Ela não tem conta no exterior, não tem nada com isso".
Senador garantiu que tropa de choque de Dilma não vai baixar tom em comissão de impeachment
Senador garantiu que tropa de choque de Dilma não vai baixar tom em comissão de impeachment
O senador petista disse, ainda, que há uma articulação para enfraquecer a base de apoio da presidente Dilma na comissão de impeachment. Ele garantiu, porém, que a linha de frente que reúne, entre outros, ele, Gleisi e a senadora Vanessa Grazziontin (PCdoB), vai continuar firme. "Nossa postura aqui não muda um centímetro".
Ministro da Justiça de Temer encontra Moro e "japonês da Federal"
Nesta terça-feira (21), o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, se reuniu em Curitiba com o juiz federal Sérgio Moro, coordenador da Lava Jato, e com a equipe da Polícia Federal. Moraes foi recebido nas instalações da PF por Newton Hishii, mais conhecido por sua participação nas prisões da operação como "japonês da Federal". No encontro, o ministro de Temer foi chamado de "professor" por Sérgio Moro.
Questionado posteriormente sobre uma possível tentativa de influência na operação por conta de sua ida a Curitiba, o ministro aproveitou para disparar contra o governo de Dilma, em resposta à Folha de S.Paulo.
"Não há nenhuma relação da minha visita institucional, de apoio à Lava Jato, provavelmente seja isso que tenha deixado desconfortável essas pessoas, é que o governo anterior jamais apoiou institucionalmente a Lava Jato, porque o governo anterior jamais apoiou o combate à corrupção", disse Moraes.

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