Casa do Ancião ofereceu jantar especial aos internos em Porto Velho.
Mais de 30 idosos amargam a dor de ser esquecido pela família.
A administradora da instituição, Djanira Maria da Silva, disse que, como a maioria dos idosos vive isolada dos parentes, sem receber sequer uma visita durante todo o ano, o jantar foi uma forma de resgatar esse sentimento de família que, muitas vezes, é perdido durante o período natalino.
a vaidade característica do sexo feminino
(Foto: Toni Francis/G1)
No dia 30 outro jantar especial marcará as festas de final de ano. "É um modo de alegrar esses homens e mulheres que, na maioria dos casos, têm apenas os funcionários da casa como referência de amizade", afirmou Djanira Maria.
E a estratégia parece surtir efeito, que o diga a anciã Neusa Carneiro que, aos 90 anos, mesmo na cadeira, balançou o corpo e bateu palmas ao som de músicas sertanejas, durante o jantar de Natal. Apesar de não ouvir muito bem, Dona Neusa, como é mais conhecida, gosta de conversar e ainda sustenta a conhecida vaidade feminina. Quando soube que seria fotografada pela reportagem do G1, insistiu para pentear o cabelo e se olhou por diversas vezes no espelho. "Gosto de ficar bonita", disse.
Porto Velho (Foto: Toni Francis/G1)
Hoje, aos 90 anos, sua melhor amiga, segundo confidenciou, é Djanira, a administradora da casa que há sete meses tem estado à frente da instituição.
Em conversa com o G1, dona Neusa fez questão de segurar firme a mão do repórter e desejar-lhe felicidades, mas na despedida foi enfática, quase que suplicante, "volte outras vezes", pediu. "Eles são muito carentes de visitas externas, quando alguém aparece, é um deleite. Eles sempre pedem para a pessoa voltar", observou Djanira.
Além de receber visitas, a casa aceita doações. "Estamos abertos a filantropia, mas, o mais importante são as visitas, eles (anciãos) necessitam muito de atenção", acentuou Djanira.
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