"Fiquei
com medo e chorei um pouquinho". Essas são as palavras de Cézar Araújo
Rodrigues Filho, garoto de cinco anos que foi esquecido por uma
motorista dentro de uma van de transporte escolar no município de
Ilhéus, no sul da Bahia. O menino deixou o carro e percorreu pelas ruas
cidade por cerca de uma hora, até ser localizado por um taxista. O caso
ocorreu na segunda-feira (3), mas só ganhou repercussão quando o pai do
menino publicou a indignação nas redes sociais. Professor, Cézar Araújo
Rodrigues disse que a motorista da van escolar buscou o filho em casa
por volta das 7h. No trajeto, pegou outras crianças e foi deixando em
diversas instituições. Entretanto, o menino de cinco anos acabou sendo
esquecido no veículo. Ele já usava o transporte há um ano. No dia do
susto, o tio dele o colocou dentro van para ir à escola. "A mãe dele não
estava se sentindo bem e me pediu para entregar [a criança] quando
chegasse o transporte escolar", afirmou Reinaldo Rodrigues. Ao pai, o
garoto contou que, após ter deixado os demais colegas nas escolas, a
motorista parou na porta de uma casa e sumiu. Sozinho dentro do veículo,
o menino detalha que abriu a porta da frente e tocou a campainha da
residência. Ninguém atendeu e, sem saber o que fazer, começou a
caminhar. "Ele chegou em uma praça e foi encontrado por um taxista, que
perguntou o nome e a idade dele. Quando percebeu que ele estava perdido,
viu por debaixo do capote o nome da escola onde ele estudava e levou
ele até lá", disse o pai. Conforme Cézar Araújo Rodrigues, o filho foi
encontrado por volta das 8h, uma hora após ter saído de casa. O trajeto
até a escola era de apenas 30 minutos.
O pai detalha que estava trabalhando fora da cidade, quando recebeu uma
ligação de funcionários da escola relatando o caso. "Na hora, fiquei
muito assustado, nervoso e comecei a chorar. Liguei [para motorista do
veículo] que disse que não sabia e ainda falou que meu filho nem tinha
ido para o colégio", disse Cézar Araújo Rodrigues. "Não quero que
aconteça com outro. Imagine, amanhã (domingo, 9) é dia do pais, imagine
se meu filho tivesse ficado preso dentro do carro. Imagine como meu
filho saiu? Se alguém tivesse carregado ele? Se alguém tivesse feito
alguma perversidade? Se ele tivesse atravessado a rua e algum carro
atropelado?", diz. A mãe do garoto, Luciana Monteiro, disse que ficou
aliviada. "Foi um alívio quando as professoras o trouxeram e vi que ele
estava bem. Perguntei como ele estava e ele disse estava bem. Fiquei
mais tranquila", diz. A motorista do veículo escolar não quis gravar
entrevista. Entretanto, disse por meio de nota que faz o serviço há 15
anos e que sempre prioriza o bem estar das crianças. (TV Santa Cruz/G1)
Nenhum comentário:
Postar um comentário