Grupo de cem servidores protocolou documento no órgão nesta quinta-feira.
INSS disse que documento entregue não formaliza pedido de exoneração.
De acordo com a assessoria, pedidos de exoneração ou movimentação de funcionários são formalizados em um sistema informatizado próprio do órgão, o que não havia ocorrido até o início da tarde desta sexta. Com isso, diz o INSS, todos os cargos de chefia permanecem inalterados.
Gerente de uma agência do órgão do INSS em São Paulo que veio a Brasília entregar o documento, Marcelo Vasques diz que o pedido tem validade. “Para nós ele é uma autoridade. O fato de ele ter tomado ciência significa para nós que o documento foi protocolado”, disse Marcelo Vasques.
Vasques disse que é a primeira vez que funcionários com cargos de chefia aderem de forma maciça a alguma paralisação do órgão. “Fizemos isso em solidariedade à categoria”, afirmou. “A gente vê que esse modelo de gestão está falido. As condições de trabalho são péssimas: não temos equipamento ideal, temos até que economizar papel.”
“Nós deixamos a função à disposição. É o INSS que decide o que vai fazer com esses cargos, tem a opção de fazer a dispensa ou não”, afirmou o servidor, que disse não ter acesso ao sistema em que é possível pedir exoneração.
Outro gerente do INSS, que trabalha na agência da Asa Sul, relatou ao G1 que “o principal motivo foi o corte arbitrário e ilegal [do salário dos funcionários por aderirem à greve], no meu ponto de vista, por parte da direção do INSS”. “Não poderia ficar inerte com uma situação que não acho justa.”
No DF, os servidores paralisaram as atividades em todas as 19 agências do Distrito Federal. O sindicato da categoria, Sindprev, informou que só estão sendo realizados atendimentos médicos e reagendamentos.
Os servidores pedem reajuste salarial de 27,5%, incorporação de gratificações, implantação de 30 horas de trabalho semanal para todos os funcionários, realização de concurso público e melhoria das condições de trabalho.
Na quarta-feira (26), servidores ocuparam o térreo da superintendência do órgão em Brasília, no Setor de Autarquias Sul. Os manifestantes alegaram que tiveram o ponto cortado em alguns estados por conta da greve. Eles afirmaram ter entrado com liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para impedir a medida. O INSS informou que não iria se posicionar sobre o suposto corte de ponto.
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