Um batalhão de entidades de defesa do consumidor foi a Brasília nesta
semana pressionar o governo a não flexibilizar regras dos planos de
saúde familiares e individuais. Há o temor de que o Planalto ceda à
pressão das empresas e libere os reajustes do serviço, hoje controlados
pela ANS (Agência Nacional de Saúde). O grupo foi recebido anteontem
pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro. Entre eles estavam representantes
do Procon, do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), do Ministério
Público Federal e de defensorias públicas estaduais. E também da
Secretaria Nacional do Consumidor, órgão do Ministério da Justiça.
Chioro disse ao grupo que não haverá liberação do reajuste dos planos
familiares e individuais, que cobrem hoje 19% do mercado. E pediu que as
entidades formulassem, em dez dias, uma pauta com propostas para a
proteção do consumidor na saúde complementar. A pressão de operadoras de
planos individuais para a liberação dos reajustes está sendo feita
diretamente no gabinete da presidente Dilma Rousseff. Apesar da garantia
de Chioro de que nada muda, não há consenso no governo. E já houve até
reunião de cúpula para tratar do tema, com Chioro, Aloizio Mercadante,
da Casa Civil, e Joaquim Levy, da Fazenda -que, como Chioro, é contra a
liberação dos preços. (Mônica Bergamo)
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