Eles pedem reparos nas estradas que dão acesso às aldeias.
Mais de 100 alunos estão sem aula em Tocantinópolis e Maurilândia do TO.
condições nas estradas no norte do Tocantins
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Às margens da BR-230, eles construíram um barracão que serve de apoio para os que vão permanecer no bloqueio da rodovia. Eles relataram que enviaram vários ofícios ao Governo do Tocantins e às Prefeituras de Tocantinópolis e Maurilandia do Tocantins, solicitando reparos nas estradas, mas eles não obtiveram uma resposta. "Já enviamos quatro ofícios e a resposta ainda não chegou. As nossas crianças estão perdendo aula e nós que somos pais estamos muito preocupados", argumentou o indígena Edimar Apinajé.
De 15 aldeias Apinajé, oito estariam com o transporte dos alunos prejudicado por causa da falta de infraestrutura. Em algumas estradas é praticamente impossível o tráfego. A maioria é estreira e com as chuvas, boa parte já está tomada por erosões. Na aldeia Cocal Grande, cerca de 20 alunos estariam sem ir a escola. Há dois meses o transporte escolar não chega a aldeia.
A TO-126, que dá acesso a Maurilândia do Tocantins, também está bloqueada com galhos. O protesto lá já dura 24 horas. Na região, são 13 aldeias e pouco mais de 600 alunos. Destas, seis aldeias estariam com problemas nas estradas e 100 alunos, sem irem à escola.
O Departamento de Estradas de Rodagem (Dertins) informou que a conservação das estradas vicinais não é de responsabilidade do órgão, mas que está trabalhando para recuprar o trecho na TO-126.
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