sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Ex-diretor da Petrobras denuncia que governo Lula intensificou uso político da estatal

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Ex-diretor da Petrobras denuncia que governo Lula intensificou uso político da estatal
No mensalão, mesmo tudo sendo feito para beneficiar o governo de Lula e ao redor de Lula, ele ‘nunca soube de nada’ e nunca ‘viu nada’. E agora? Uso político da maior estatal brasileira seguindo os mesmos princípios do mensalão, apoio político, e  no mesmo governo Lula. Será que ele sabia de alguma coisa? Só lembrando, a Petrobras tem perdido mais da metade de seu valor nos últimos anos. E pra ficar um pouco mais claro sobre o assunto, cargos de responsabilidade da Petrobras, segundo indica Sauer, ex-diretor da Petrobras, eram colocados nas mãos de partidos políticos, ou seja, não era a qualidade técnica, mas a influência política que dirigiam as decisões sobre nomeações para cargos, chamados por Sauer de  “despachantes de interesses”.

Ildo Sauer, diretor de Gás e Energia da Petrobras entre 2003 e 2007, afirmou que o governo de Luis Inácio Lula da Silva intensificou o expediente de nomeações de “despachantes de interesses” na estatal. A nomenclatura, explicou Sauer, é relativa aos indicados por partidos da coalizão do governo. “O governo de coalizão do Lula passou a permitir que grupos de parlamentares e partidos se reunissem para indicar dirigentes. Não sei por que eles estavam lá, para fazer gestão eficaz não precisa ter apoio de partido. Acabei demitido porque não ajudava. O que seria ‘ajudar’ até hoje não sei”.
O ex-diretor é investigado pelo Tribunal de Contas da União no caso dos prejuízos causados pela compra da refinaria de Pasadena. De acordo com Sauer, “os conselheiros e mais ainda o presidente têm acesso a toda a documentação. O estatuto permite pedir qualquer dado adicional ou contratar consultoria externa. Ninguém decide com base em resumo. É uma piada”. A declaração se deve ao fato de Dilma Rousseff ter declarado que foi induzida ao erro por conta de um resumo falho enviado para apreciação do conselho por Nestor Cerveró. (Com O Globo)

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