Quem assistiu ao debate da Band viu um só candidato com todas as
credenciais para ocupar a presidência do país: Aécio Neves. Preciso, com
respostas objetivas e papo reto, o tucano venceu o embate com as rivais
Marina Silva, com o seu projeto sonhático e nenhum programa
compreensível, assim como uma confusa Dilma Rousseff, enfileirando
números, misturando programas e não respondendo nenhum pergunta. Quem
esperava e desejava um Aécio agressivo e indo para o ataque, viu uma
Dilma e uma Marina com esta postura enquanto o tucano bateu duro, mas
com elegância e assertividade, em todos os momentos.
Em conversa com a imprensa no Rio, antes do debate, Aécio Neves
falou sobre o crescimento de Marina Silva (PSB) nas pesquisas antes da
divulgação dos números do Ibope, que mostraram a ex-senadora 10 pontos
percentuais acima dele. A entrevista, no comitê carioca do Leblon, na zona sul do Rio, foi sua
única atividade externa do dia. O tucano tem apostado na campanha na
cidade nos últimos dias: desde a sexta-feira ele vem realizando
atividades na capital fluminense, intercaladas com viagens.
O candidato do PSDB disse que está confiante de que irá ao 2º turno. "É
preciso mudar e apontar em que direção queremos esta mudança. Tenho
absoluta convicção de que, quanto mais claras ficarem as propostas, mais
claro ficará que a nossa é aquela que poderá levar o Brasil para o
resgate de sua credibilidade, impacta nos investimentos, na recuperação
dos empregos."
"Vou dizer com absoluta sinceridade: cada vez acredito mais na nossa
vitória", disse o tucano, que um dia antes (25) havia comparado a
candidatura de Marina a uma "onda". "Houve uma reviravolta no quadro eleitoral, ao menos
circunstancialmente. Politica e eleições funcionam muitas vezes como o
mar, as ondas vêm", disse. Ele acha que na segunda semana de setembro o quadro eleitoral estará mais próximo do "real".
Alguns momentos:
Alguns momentos:
O candidato à Presidência da
República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, foi o único a apresentar
propostas concretas para realizar as mudanças desejadas pela população
brasileira durante debate na Rede Bandeirantes, que reuniu sete candidatos ao
Palácio do Planalto, na noite desta terça-feira (26/08). Ao se dirigir aos
eleitores durante as considerações finais, Aécio anunciou que o ministro da
Fazenda de seu governo será o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga,
numa demonstração clara de que garantirá previsibilidade e segurança na
condução da política econômica.
Em aproximadamente três horas de
debate, Aécio detalhou suas propostas para áreas de segurança pública, mercado
de trabalho, jovens carentes, reforma política, energia e mobilidade
urbana. Além disso, mostrou que é o
candidato com propostas mais firmes para fortalecer a saúde, a educação e o
emprego. Aécio também reiterou que vai adotar uma política econômica para
enfrentar a inflação em alta e o baixo crescimento do país.
“O Brasil não comporta novas
aventuras, improvisos. Ofereço o caminho da segurança, da responsabilidade
fiscal. Se eleito presidente da República, se merecer a sua confiança, [quero]
dizer de forma clara aquilo que pretendo fazer: nomearei como ministro da
Fazenda um dos economistas mais respeitados do mundo, o ex-presidente do Banco
Central, um dos formuladores do tripé macroeconômico, Armínio Fraga”, anunciou
Aécio.
Críticas
O candidato criticou a maneira
como a presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, conduziu o
Brasil nos últimos quatro anos e alertou para incoerências e contradições da
candidata do PSB, Marina Silva. Ao ser questionado sobre o que fará em
segurança pública, Aécio voltou a defender que é preciso adotar uma política
nacional para combater a criminalidade, unificar as ações das polícias civil e
militar, reformar os códigos penal e processual penal e não bloquear o repasse
de recursos para a área, além de realizar parcerias com os Estados.
“É preciso uma articulação
definitiva do poder central com os Estados. Todos sabemos que o tráfico de
drogas e o tráfico de armas não são responsabilidade dos Estados. É
responsabilidade da União. E as nossas fronteiras infelizmente não vêm tendo a
segurança e os investimentos prometidos há quatro anos. Uma Política Nacional
de Segurança Pública coordenada pelo governo federal é essencial para
diminuirmos a insegurança no Brasil”, afirmou .
Exemplos
Aécio afirmou que fará no Brasil
o que já realizou durante seus dois mandatos à frente do governo de Minas
Gerais. A taxa de homicídios, entre 2003 e 2010 no Estado, teve redução de 18%.
Em 2010, chegou a 14,7 homicídios por grupo de 100 mil habitantes, uma das mais
baixas do país. Já a taxa de homicídios do Brasil ficou 1,8% maior nesse mesmo
período. Com Aécio Neves no governo, Minas foi o Estado que mais investiu em
segurança no Brasil: foram 13,4% dos gastos totais do Estado.
Ao ser questionado pela candidata
do PT, a atual presidente, Dilma Rousseff, sobre qual sua política para o
mercado de trabalho, Aécio criticou o governo petista dizendo que a atual
administração não tem proposta para melhorar o futuro dos brasileiros, tampouco
capacidade de gerar emprego e confiança dos investidores. “Estamos preparados
para fazer o Brasil voltar a crescer e gerar empregos cada vez de melhor
qualidade”, disse.
Eficiência
Além de propor ações para retomar
a geração sustentável e crescente de emprego, Aécio prometeu conter a disparada
da inflação, lembrando que o poder de compra da população nas feiras livres,
por exemplo, foi corroído nos últimos seis meses. Para demonstrar a maior
capacidade de administrar o Brasil, o candidato aproveitou para lembrar suas
experiências como governador de Minas Gerais, estado que se tornou referência
internacional ao implantar a avaliação de desempenho de 100% dos servidores
públicos.
“Quando assumi o Governo de
Minas, reduzi 1/3 das secretarias e enxuguei os cargos comissionados. Elegemos
a educação como prioridade. Chegamos ao final do mandato como a melhor educação
do Brasil”, afirmou Aécio. “Falta no Brasil eficiência na gestão pública, que
foi entregue a um punhado de partidos”, acrescentou.
Como exemplo na área educacional,
Aécio reiterou o compromisso de levar para todo o Brasil o programa Poupança
Jovem, alternativa para estudantes que precisam de financiamento para manter
seus estudos. “Não é uma política de assistencialismo. Dá alternativa ao jovem,
que pode ter como concorrente o tráfico e o crime”, afirmou.
Reforma política e fortalecimento
da Petrobras
Aécio defendeu ainda uma reforma
política com adoção do voto distrital misto e fim da reeleição, com mandato de
cinco anos para todos os cargos eletivos. Ele reforçou, no entanto, que essa
não é posição consensual dentro do PSDB.
O candidato também sublinhou o
compromisso de fortalecer a Petrobras e lançou um desafio à presidente ao
perguntar se ela se desculparia junto ao povo brasileiro pela gestão
irresponsável na estatal. “É realmente uma leviandade a forma que a Petrobras
vem sendo administrada. É a Polícia Federal que diz que há uma organização
criminosa lá. Um colega seu de diretoria está preso hoje. As denúncias que aí
estão são extremamente graves e a senhora não pode se esquivar de
respondê-las”, afirmou.
Aécio Neves fez uma defesa em
favor da democracia representativa e do fortalecimento das instituições
brasileiras. “A democracia pressupõe instituições sólidas. Participação popular
é essencial, mas a formatação que busca trazer o PT é algo que já de início
avilta o poder soberano que é eleito pela sociedade brasileira”, afirmou Aécio.
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