Expectativa é de que transporte ferroviário reduza custos em até 40%.
Conclusão do trecho que liga Anápolis até Palmas (TO) demorou 25 anos.
A expectativa das indústrias é de que o transporte ferroviário reduza os custos de produção em até 40% em alguns trechos. Os empresários também esperam ampliar os negócios, com o escoamento de produtos goianos para as regiões norte e nordeste do país. Para isso, são necessários investimentos em equipamentos, conteiners, plataformas, dentre outros.
Em uma indústria de soja que produz óleo, a adaptação vem ocorrendo desde 2011. Na primeira etapa do investimento, foram gastos R$ 30 milhões para a construção de um armazém. E a previsão é de que esses investimentos sejam ainda maiores, segundo o gerente da indústria, Osmar Albertini.
No Porto Seco de Anápolis também já foram investidos cerca de R$ 10 milhões na importação de equipamentos, pranchas e uma locomotiva. De acordo com o superintendente do Porto Seco, Edson Tavares, o volume de investimentos é resultado da expectativa dos empresários para o início das operações. “Importante que já tem uma demanda muito forte. Têm vários clientes, várias empresas do segmento de atacadista, construção civil, eletroeletrônicos, varejo”, afirma.
armazém (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
O projeto da Ferrovia Norte-Sul prevê 4.576 mil quilômetros de trilhos, cortando nove estados, do Maranhão a São Paulo. Atualmente, apenas o trecho ligando Açailândia, no Maranhão, a Palmas estava operando. No estado de Goiás, um novo trecho de 682 quilômetros deve ligar a cidade de Ouro Verde de Goiás a Estrela D’Oeste, em São Paulo. A previsão da Valec Engenharia Construções e Ferrovias, responsável pela obra, é de que todo o percurso seja finalizado em 2015.
Devido à demora da obra, a Valec não sabe precisar quanto de dinheiro já foi gasto, no entanto, estima-se que foram cerca de US$ 8 milhões. Denúncias de irregularidades marcam a construção.
Em julho do ano passado, o ex-presidente da Valec Juquinha das Neves foi preso na Operação Trem Pagador da Polícia Federal, sob suspeita de superfaturamento e desvio de verbas. Um novo presidente assumiu a empresa e pediu mais R$ 400 milhões ao governo federal para andamento dos trabalhos. O prejuízo com cargas que deixam de ser transportadas, perdas e impostos não arrecadados pode chegar a US$ 12 bilhões por ano, segundo a Valec.
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